|
|
|
|
|
SUSPEITAS
DE CORRUPÇÃO NA PSP
|
|
|
O
ministro da Administração Interna, Figueiredo Lopes, mandou
instaurar 17 processos disciplinares contra oficiais e chefes da
PSP em serviço na Escola Prática de Polícia (EPP), em Torres
Novas, segundo apurou ao fim da tarde de ontem o Correio da Manhã.
|
|
Sobre
os visados incorrem suspeitas de terem ficado com dinheiro
respeitante a aquisições fantasma para a EPP, falsificação de
documentos, burla e peculato.
Uma fonte do Gabinete do ministro da Administração Interna
confirmou a informação. Segundo soube o nosso jornal, ontem
Figueiredo Lopes assinou o despacho para a instauração dos
processos disciplinares, no mesmo dia em que o autor das denúncias,
o chefe Fernando Rodrigues, de 57 anos, era reintegrado na EPP.
Fernando Rodrigues estava suspenso há seis meses, uma decisão
mantida já com o novo director-nacional da PSP, o juiz Mário
Morgado, uma ‘herança’ do anterior director Gonçalves Amaro.
A verdade é que as denúncias do chefe da PSP em serviço na EPP
tinham sido ‘esquecidas’, já depois de investigadas
internamente pela própria PSP.
Figueiredo Lopes, no entanto, mandatou mais tarde a Inspecção-Geral
da Administração Interna (IGAI) para realizar uma auditoria com
base nas antigas denúncias do chefe Fernando Rodrigues. Por outro
lado, Mário Morgado, na posse já de novos dados da IGAI e que
dava razão a Fernando Rodrigues, fazia substituições na direcção
da EPP, fazendo entrar para director o superintendente Sobral,
para dar espaço de manobra aos investigadores.
Desta vez o resultado foi bem diferente e a IGAI foi encontrar
provas de todo o género de irregularidades envolvendo cinco
oficiais superiores e 12 oficiais e chefes, todos que prestaram
serviço ou estão ainda em serviço na EPP, dados que ontem
chegaram a Figueiredo Lopes.
O desvio de verbas era, por exemplo, comum na aquisição de
materiais escolares, mas também na compra de géneros alimentícios,
assim como a existência de comissões nas compras a determinadas
empresas. Uma das empresas beneficiadas era mesmo propriedade de
um oficial e de um chefe da PSP. Um dos oficiais superiores
suspeitos, por outro lado, fez parte da anterior direcção da
Escola e está já reformado, o que não invalida, no entanto, que
venha a ser indiciado.
Quanto aos que ainda estão ao serviço serão também sujeitos a
processos disciplinares e admite-se que em alguns casos a pena
chegue à expulsão da PSP. Os processos vão prosseguir, para
serem encaminhados para tribunal e esta sequência ditará ou não
a suspensão, sendo os suspeitos afastados para já da EPP.
UMA ROTA DE COLISÃO
Fernando Rodrigues, de 57 anos, entrou em ‘rota de colisão’
com a hierarquia da PSP quando acusou sete oficiais da EPP de vários
"crimes de peculato, administração danosa, favorecimento
pessoal e abuso de poder", em Dezembro de 2000. Daí para a
frente, a vida deste chefe da PSP sofreu um volte-face. Foi
retirado do departamento jurídico da EPP e colocado na
biblioteca, foram-lhe levantados dez processos disciplinares e foi
convocado para cinco juntas médicas. Foi suspenso da actividade
por seis meses e o ordenado foi-lhe reduzido quase para metade.
Agora de regresso à EPP aponta: “Fez-se Justiça. No final,
todos irão saber que eu tinha razão”, continuou Fernando
Rodrigues. Admite recorrer ao Tribunal Administrativo para ser
indemnizado por danos morais, mas, no entanto, enaltece o papel do
Ministério da Administração Interna (MAI).

|
|
|
|
|
|
|
Confirmada
corrupção na Escola Prática de Polícia
Auditoria da
Inspecção-Geral da Administração Interna detecta irregularidades
denunciadas pelo JN no ano passado Governo ordena abertura de 17
processos disciplinares
|
|
A
Inspecção-Geral da Administração
Interna confirmou a existência de graves irregularidades praticadas por
cinco oficiais superiores e 12 oficiais e chefes da PSP da Escola Prática
de Polícia, em Torres Novas, e que o JN denunciou em Julho de 2002. Uma
auditoria feita com base nas sucessivas queixas de um chefe, detectou
procedimentos que indiciam a prática de irregularidades graves, gestão
danosa e pouco criteriosa, aquisições ilícitas de artigos para a
messe da escola, corrupção na aquisição de material informático e
despesas fraudulentas relacionadas com pagamentos de subsídios e ajudas
de custo a docentes.
O Ministério da Administração Interna já despachou a auditoria e serão
instaurados 17 processos disciplinares: cinco a oficiais superiores e os
restantes 12 a comissários e chefes da instituição. Também os
autores de uma inspecção da própria PSP à Escola, que mandou
arquivar as graves denúncias feitas pelo chefe Fernando Rodrigues (ler
peça em baixo), pela primeira vez a 31 Janeiro de 2001, ao então
ministro da Administração Interna, Severiano Teixeira, serão chamados
à responsabilidade.
Segundo o JN apurou, os processos disciplinares indiciam os suspeitos,
entre outros crimes, de violação de deveres funcionais, favorecimento
pessoal, peculato, falsificação de documentos e burla.
Entre os oficiais envolvidos no processo encontram-se, segundo o JN
apurou, dois superintendentes-chefes, dois superintendentes, três
subintendentes, dois comissários, cinco subcomissários e três chefes.
Entre as práticas ilícitas, contam-se o pagamento indevido de ajudas
de custo a oficiais que davam aulas simultaneamente na Escola Prática
da PSP de Torres Novas e no Centro de Estudos e Formação Autárquica,
em Coimbra. Recebiam seis ou sete dias de subsídio, quando na realidade
apenas permaneciam em Coimbra um dia.
Outra prática irregular passava pelo pagamento por inteiro do subsídio
de turno e piquete, quando tinham direito a uma pequena percentagem.
Um oficial e dois chefes são acusados de serem proprietários de uma
empresa de informática e de comprarem a si próprios material para a
Escola, uma vez que também chefiavam os serviços de informática do
estabelecimento. Na messe, há indícios de se facturar ao Estado
dinheiro correspondente a refeições de alunos que efectivamente não
as consumiam.
|
|
|
|
|
|
Autor
das denúncias foi ontem reintegrado na instituição |
|
Peculato,
favorecimento pessoal, administração danosa e abuso de poder e de
autoridade eram alguns dos crimes que faziam parte de uma denúncia,
feita em Janeiro de 2001, pelo chefe Fernando Rodrigues, ao ministro da
Administração Interna. Daí para cá, a sua vida transformou-se num
inferno e, em vez de ver investigados os visados na sua queixa, o chefe
é que foi alvo de dez processos disciplinares e de seis meses de
suspensão sem culpa formada.
As denúncias valeram-lhe, ainda, 14 meses de inactividade na Escola,
cinco convocações à Junta Superior de Saúde da PSP – para saber se
estava bem mentalmente –, desarmamento, vencimentos cortados e
consultas de perícia no Instituto de Medicina Legal de Coimbra.
Ontem, o chefe mais antigo da PSP era um homem emocionado, quando
ultrapassou os portões da Escola. "Estou orgulhoso por voltar à
minha casa e por me terem dado razão", disse, ao JN, explicando
que a sua suspensão ficou a dever-se "à vingança e perseguição
do ex-director da Escola".
No regresso à biblioteca, para onde foi transferido após as denúncias,
o chefe Rodrigues diz esperar agora o desenrolar do processo e não
deixou de fazer um agradecimento: "Fui sócio de uma associação
que diz ser a maior do país, mas que me abandonou na hora da verdade.
Devo este meu regresso por inteiro ao Sindicato dos Profissionais de Polícia."
No Tribunal Administrativo, vai dar entrada um pedido de indemnização,
por danos.
|
|
|
|
|
|
Funcionário
denuncia actos ilícitos cometidos por oficiais |
|
Práticas
ilegais na PSP
|
|
|
|
|
|
|
|
|
PSP
quer limitar recursos para o Tribunal Constitucional
O
director-nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP) propôs na
quarta-feira, na Assembleia da República, a limitação do «âmbito
dos recursos para o Tribunal Constitucional». Mário Morgado disse ao Diário
Digital que o objectivo é «evitar que os processos se eternizem».
|
|
O
responsável máximo da PSP, um juiz desembargador que é o primeiro
civil a chefiar a instituição, pretende que nos casos em que a
inconstitucionalidade de uma norma seja suscitada no âmbito de um
processo judicial ela seja apreciada pelo Supremo Tribunal de Justiça e
não pelo Tribunal Constitucional, como acontece actualmente.
O objectivo de
Mário Morgado é limitar o número de recursos, evitando-se a eternização
dos processos, alguns dos quais acabam por prescrever. Esta ideia faz
parte de um conjunto de propostas de alterações ao Código de Processo
Penal e Código Penal apresentadas pelo director-nacional da PSP na
Comissão Parlamentar dos Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades
e Garantias.
Rever o regime
geral de revistas e buscas, criminalizar a desobediência à ordem de
paragem dos agentes da autoridade, passar a crime público o furto de
uso de veículo, realizar buscas policiais nocturnas, alargar o processo
sumário e consagrar em tribunal o som e a imagem como meios de prova são
algumas das propostas de Mário Morgado.
Segundo o
director nacional da PSP, estas sugestões inserem-se numa «lógica de
necessidade de reforço da autoridade do Estado e da eficácia da justiça
penal e do sistema de segurança interna».
No âmbito das
revistas e buscas, Morgado propõe que a PSP actue em situações onde não
exista apenas a suspeita da prática de um crime. Pretende-se que as forças
policiais possam proceder a identificações, revistas e buscas nos
meios de transporte, lugares públicos ou nos lugares abertos aos público
em casos onde, por exemplo, existam riscos de perturbação da ordem pública
ou suspeita da posse ou guarda de objectos ou substâncias relacionadas
com a prática de um crime.
O
documento apresentado na Assembleia da República resulta das opiniões
do próprio director nacional e das sugestões apresentadas por todos os
comandantes distritais da PSP. 
|
|
|
|
|
|
Polícias
do Corpo de Intervenção Dizem Estar a Ser "Escravizados" |
|
Cerca de 380
agentes do Corpo de Intervenção (CI) da PSP estão a ser utilizados
pela Direcção Nacional daquela polícia, há mais de um mês, em
tarefas que não são da sua competência. Em consequência, cada
efectivo terá já acumuladas mais de 100 horas de trabalho - que, no
entanto, não são pagas.
A denúncia é
da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP), que, em
comunicado, não descarta a hipótese de os elementos daquele corpo
especial de polícia "virem a tomar medidas para que os direitos
dos profissionais do CI sejam respeitados". A Direcção Nacional
da PSP reconhece os factos e garante que haverá compensações.
O excesso da
carga horária terá começado a partir do momento em que se desencadeou
o conflito armado no Iraque, tendo então os polícias do CI sido
destacados para serviços diversos, como o reforço da segurança nos
aeroportos e nas embaixadas. Segundo o dirigente da ASPP Paulo
Rodrigues, essa foi uma medida que não causou qualquer polémica dentro
daquele corpo especial. Só que, conforme explicou ao PÚBLICO, em
simultâneo, os mesmos pelotões continuaram a ser requisitados para
efectuarem um sem-número de outras tarefas cuja atribuição é, no mínimo,
discutível: policiamentos em zonas privadas, inaugurações de postos
policiais e até tarefas de índole doméstica, como a limpeza de
camaratas e casas de banho.
"As 300
horas mensais de trabalho impostas a estes elementos [do CI], em tarefas
desnecessárias, são uma autêntica escravatura nos tempos que
correm", lê-se no comunicado divulgado pela ASPP.
"No dia
de Páscoa um pelotão de 30 homens, que deveria estar de folga, foi
chamado para fazer patrulhamentos no Intendente, em Cascais e Estoril.
Se no caso do Intendente ainda se pode aceitar, embora essa área seja
da responsabilidade da Divisão e esquadras da zona, o mesmo já se não
deve dizer de Cascais, onde os polícias foram chamados para fazer
patrulhamento à marina, que é uma área privada, e ao Estoril",
adiantou o mesmo sindicalista.
Paulo
Rodrigues, depois de lembrar que os efectivos do CI estão
constantemente a ser solicitados para participarem em inaugurações de
esquadras ou sedes de Divisões, lembrou ainda que actualmente são
igualmente os agentes que integram sempre um grupo restrito de quatro ou
cinco pelotões obrigados a efectuar serviços de faxina nas camaratas.
"As camaratas e casas de banho dos chefes e oficiais são limpas
por pessoal civil, mas as dos agentes estão a ser lavadas pelos próprios",
adiantou.
Estes
problemas foram discutidos com o comandante do CI, superintendente
Santos, que já anunciou que pretende compensar os agentes atingidos com
atribuição de dias de descanso. É uma medida que cai parcialmente bem
entre os polícias, uma vez que, se sabem que é quase impossível à
PSP vir a pagar as verbas correspondentes, também argumentam que as
folgas devidas poderão vir a ser gozadas muito mais tarde do que seria
exigível.
A causar
alguns engulhos está também a falta de meios que os agentes do CI terão,
obrigatoriamente, de usar quando da realização, em Junho e Julho do próximo
ano, do Europeu de futebol. De acordo com os dirigentes da ASPP, o CI
ainda não recebeu qualquer equipamento previsto e teme-se que quando
chegarem não haja tempo para os testar e, em consequência, serem
utilizados correctamente pelos polícias dispersos pelo terreno.
"Temos receio de que aconteça o mesmo que se verificou, por
exemplo, na Expo-98, quando os novos meios de comunicação só foram
entregues aos polícias dois dias antes da abertura, sem que houvesse
qualquer hipótese de ensinar o pessoal a trabalhar com eles",
adiantou Paulo Rodrigues.
Face às
queixas do pessoal do Corpo de Intervenção, a Direcção Nacional da
PSP reconheceu ao PÚBLICO que, de facto, durante o período em que
decorreu a guerra no Iraque, "o CI foi sujeito a um esforço
suplementar", salvaguardando, no entanto, que "os elementos de
uma força especial, como são os do CI, devem estar preparados para acções
e esforços deste tipo".
A Direcção
Nacional da PSP anunciou ainda que o comandante do CI já se reuniu com
os polícias afectados, a quem comunicou que, "oportunamente, serão
compensados de todas as horas feitas a mais". 
|
|
|
|
|
|
Agentes
da PSP e GNR manifestam-se dia 27 frente à residência do PM
Os
agentes da PSP e GNR vão fazer no próximo dia 27 uma vigília em
frente à residência oficial do primeiro-ministro para protestar contra
a «falta de diálogo» do Governo para com os polícias sobre várias
questões de carreira, entre elas o levantamento de «várias sanções
disciplinares». Os agentes prometem recorrer a «formas de luta mais
radicais» caso o Governo não os receba.
|
|
A
intenção foi expressa esta quarta-feira em conferência de imprensa
pela Comissão Coordenadora Permanente dos Sindicatos e Associações
Profissionais das Forças e Serviços de Segurança (CCP), realizada no
Porto.
Os
agentes queixam-se da falta de diálogo do Governo sobre várias matérias
de carreira. Entre elas estão o estatuto remuneratório, a falta de
meios para as missões de imposição e manutenção de paz bem como a
repressão disciplinar de que algumas associações alegam estar a ser
alvo.
A
luta contra os processos disciplinares foi o principal motivo que levou
os dirigentes sindicais a decidirem recorrer à vigília, a decorrer
entre as 13:00 e as 22:00 horas. As organizações sindicais alegam que
alguns dirigentes da Associação dos Profissionais da GNR e da Associação
Sócio-Profissional da Polícia Marítima foram alvo de «repressão
disciplinar» por terem «prestado algumas declarações», actuações
que só entendem fazer sentido por terem «uma carga política forte»,
esclareceu ao Diário Digital o coordenador da CCP, José
Carreira.
«Com
esta vigília queremos sensibilizar o maior números das forças de
segurança e esperamos que o diálogo (com o Governo) se estabeleça»,
acrescentou o responsável.
Os
agentes querem também dialogar com o Executivo sobre as questões
remuneratórias dos elementos da GNR que vão partir em missão de
imposição de paz para o Iraque. Para a Comissão Coordenadora, a
transferência de voluntários «deve acautelar questões remuneratórias
e aspectos legais» para salvar os profissionais de «ambiguidades».
Sobre esta questão, os dirigentes sindicais também se mostraram disponíveis
para dialogar com o Governo, mas até ao momento não obtiveram qualquer
resposta. 
|
|
|
|
|
|
Presidente
da APG constituído arguido |
|
José
Manageiro, presidente da Associação dos Profissionais da Guarda (APG),
foi constituído arguido, em processo crime, na sequência de um queixa
apresentada à Polícia Judiciária Militar pelo ex-comandante-geral da
GNR, tenente-general Rui Tomás, a poucos dias de este oficial do Exército
ter cessado aquelas funções na Guarda Nacional Republicana.
Trata-se de uma questão a ser analisada, hoje, durante a reunião que a
Comissão Coordenadora Permanente dos Sindicatos e Associações das Forças
de Segurança realiza no Porto.
A iniciativa de Rui Tomás tem por base declarações que o presidente
da APG prestou à Comunicação Social, em Dezembro de 2002 e em
Fevereiro de 2003. No entanto, por não haver ainda qualquer decisão do
juiz, não está definido se, relativamente aos factos constantes na
referida queixa, José Manageiro prestou as declarações enquanto
agente militarizado da Guarda Nacional Republicana ou na qualidade de
presidente da APG.
No âmbito das referidas declarações, José Manageiro comentou então
duas situações. Numa primeira ocasião, o dirigente associativo
manifestou surpresa por não ter havido demissões no Comando Geral da
GNR, na sequência da detenção, no ano passado, de cerca de 70
militares da Brigada de Trânsito da GNR, por suspeita de corrupção
passiva, extorsão e abuso de poder. Numa outra ocasião, o presidente
da APG deu a entender que o tenente-general Rui Tomás não tinha perfil
para comandar a GNR.
O actual comandante-geral da GNR é o tenente-general Carlos Mourato
Antunes, que assumiu funções em 24 de Abril passado. 
|
|
|
|
|
|
PSP paga renda de casas que se encontram vazias
Desperdício
Direcção Nacional da PSP dá 1250 euros mensais pelo imóvel que o
comandante do Porto deixou no Verão de 2002 Casos semelhantes em
Castelo Branco, Santarém e Guimarães
|
|
A
Direcção Nacional da PSP está a desperdiçar milhares de euros nas
rendas de antigas residências de comandantes da corporação. Exemplo
flagrante é o andar onde morou oficialmente o superintendente-chefe
Herlander Chumbinho, enquanto responsável máximo do Comando Metropolitano do Porto da PSP e pelo qual a corporação
continua a pagar mensalmente mais 1250 euros (250 contos).
Trata-se de um apartamento de luxo, situado na Rua de Mota Pinto, em
cujo recheio a PSP investiu ainda cerca de 25 mil euros. O apartamento
está desocupado desde que Chumbinho deixou de comandar a Polícia do
Porto, em Agosto de 2002, mas, segundo o JN apurou, a Direcção
Nacional emitiu um despacho, determinando que o contrato de arrendamento
fosse mantido, bem como as condições de alojamento. Para quê,
permanece uma incógnita. O que se sabe, é que desde que Chumbinho foi
substituído no cargo pelo superintendente Gomes Pereira (que tem residência
própria, na cidade) já foram desbaratados 11250 euros em rendas, fora
despesas de manutenção.
Situação caricata é a que ocorre em Santarém, onde um imóvel foi
arrendado pela PSP, há dez anos, por 400 euros (80 contos) mensais,
alegadamente para residência do comandante distrital. O andar vagou em
1996, mas a PSP não o entregou. E como o contrato previa uma actualização
anual de 3%, a renda é , agora, de 550 euros, o que eleva para mais de
45 mil euros os custos com o imóvel, desde que se encontra devoluto.
Caso idêntico passa-se em Castelo Branco. A PSP começou por arrendar,
há anos, o 7º piso de um prédio, para instalar o comandante local.
Porém, o oficial nomeado não gostou da casa e foi arrendada outra, no
centro da cidade, por cerca de 500 euros (100 contos). Esta vagou em
Janeiro último, mas ainda está arrendada.
Mas há mais: segundo o JN apurou, há um andar arrendado à PSP, na
Avenida de D. Afonso III, em Guimarães, há 15 anos, sem nunca ter sido
ocupado. A renda actual é de cerca de 400 euros mensais. E na área do
mesmo comando, em Ponte de Lima, a PSP tem arrendado um andar, na Ponte
do Crasto, também desabitado há vários anos, pelo qual está a pagar
282 euros por mês.
"Com os constrangimentos financeiros que o Estado atravessa, esta
situação é, no mínimo, escandalosa", disse, ao JN, Jorge Rufino,
dirigente do Sindicato dos Profissionais de Polícia.
E o mesmo responsável concretizou: "Há dinheiro para deitar fora,
mas as promoções na PSP não se fazem. Por outro lado, somos obrigados
a trabalhar em esquadras sem as condições mínimas de dignidade."
A confirmar estas declarações está o facto de o próprio comandante
da PSP do Porto ter assumido, recentemente – após um périplo por várias
esquadras do distrito – , que 78% das instalações policiais do Porto
se encontram em estado "deficiente" ou mesmo "mau".
Também o presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia,
Alberto Torres, mostrou-se perplexo. "A PSP está a passar por
tantas dificuldades, no tocante a instalações, parque automóvel,
comunicações e promoções, com o argumento da falta de verbas,
quando, afinal, está a esbanjar-se".
A Direcção Nacional da PSP não justificou o desperdício de verbas,
em tempo útil. 
|
|
|
|
|
|
Centenas
de agentes da PSP processam Estado |
|
As
desigualdades e injustiças provocadas pela alteração do regime de
promoções na PSP levaram centenas de agentes a accionar judicialmente
o Ministério da Administração Interna (MAI). Tratam-se de polícias
que, ao abrigo do Decreto-Lei nº 321/94, concorreram como agentes de 1ª
classe aos lugares de acesso a agente principal e que foram aprovados
ainda na vigência do mesmo diploma. Ficaram à espera que a promoção
– passo lógico a seguir pela Direcção Nacional – se
concretizasse, mas o que aconteceu foi que novo diploma (Decreto-Lei nº
511/99, de 24 de Novembro) foi dado à estampa, aprovando o novo
Estatuto do Pessoal da PSP e alterando a designação de algumas funções
(a figura de guarda dá lugar à de agente), bem como o processo
relativo às promoções. Estas deixam de ser em razão da antiguidade,
passando a ser por avaliação curricular (regulada pela Portaria
1522–A/2002, de 12 de Dezembro).
Assim, os agentes já aprovados para promoção depararam-se com a
abertura de concurso para promoção a principal, mas apenas para 450
elementos, sendo que só dos dois cursos de 1998 (05 e 06) estão
aprovados cerca de 1500 elementos. Os restantes (mais de mil) viram os
seus direitos adquiridos e legítimas expectativas lesados por esta
medida "discriminatória". Face à situação, e não
conseguindo por outros meios fazer valer as suas razões, legalmente
protegidas, interpuseram recurso contencioso de anulação para o
Tribunal Administrativo.
Simultaneamente, avançaram com uma providência cautelar, no sentido da
suspensão da execução do novo concurso para promoção a
agente-principal.
José Fialho, secretário-geral da Associação Sindical Independente de
Agentes, que lidera o processo, diz que o número de autores de acções
judiciais contra o MAI ultrapassa os 300. "Iremos até às últimas
consequências, na defesa dos interesses dos nossos associados, tanto
mais que o próprio decreto 511/99, no seu artigo 8º, acautela esses
mesmos direitos, que o MAI pretende ignorar", disse José Fialho.
Os restantes sidicatos estão também a contestar o "arbítrio"
gerado pelo novo diploma, admitindo o recurso à Justiça, para que seja
reposta a igualdade.

|
|
|
|
|
|
GNR
queria autuar autocarro camarário
Tensão Na
viatura seguiam dois agentes da PSP em serviço
|
|
A
roçar o caricato. A intervenção de uma patrulha da Brigada de Trânsito
(BT) da GNR quase fez estalar o verniz institucional com a PSP de
Portalegre. Os acontecimentos remontam à madrugada de ontem, quando um
dos autocarros da Câmara, que assegurava o transporte dos estudantes,
da malha urbana da cidade para os pavilhões do Nerpor, onde decorria a
Semana Académica, foi autuada pelos militares.
A viatura, onde seguiam dois agentes da Polícia, uniformizados e em
serviço solicitado e pago pelas associações de estudantes, foi
mandada parar e fiscalizada pelos elementos da Brigada de Trânsito, que
não se preocuparam com a presença dos colegas na viatura. Tal atitude,
segundo o JN apurou, deixou em polvorosa o efectivo local da PSP e só a
intervenção dos comandos serenou os ânimos.
Para Hugo Ribeiro, responsável pela organização da Queima,
classificou a situação "ridícula".
Na Câmara Municipal o facto só foi conhecido de manhã, mas o vereador
Fernando Biscainho considerou-o "perfeitamente normal".
Menos pacífica foi a reacção de Martins Cruz, comandante da PSP, que
falou de "um mal- entendido que poderia ter sido evitado".
Segundo Mário Guedelha, da BT, tratou-se de "uma intervenção
perfeitamente rotineira" que decorreu de uma "suspeita de
infracção". O transporte, disse, poderia muito bem ser um
trasporte ocasinal e não um aluguer. E esta infracção até foi
detectada, mas, apurou o JN, o auto ficou por levantar. 
|
|
|
|
|
|
POLÍCIA
ESFAQUEADO EM BRAGA
Um agente
da Divisão de Trânsito da PSP de Braga foi ontem, ao início da tarde,
esfaqueado por um indivíduo que, aparentemente, se encontrava sob o
efeito do álcool, em pleno centro da cidade.
|
|
Ao
que o CM apurou, o agente encontrava-se sentado na moto de serviço e,
pouco depois de ter chamado à atenção um indivíduo que estaria a
provocar uma escaramuça, sofreu um golpe de navalha no ombro direito,
caindo de imediato ao chão.
O incidente ocorreu às 12h30, em frente ao Convento do Pópulo, e o polícia,
José Silva, de 49 anos, foi transportado para o Hospital de Braga, onde
foi suturado com oito pontos.
“Apesar do azar, acabou por ter muita sorte, porque o golpe é
bastante profundo e só dista quatro ou cinco centímetros da coluna
vertebral”, disse uma fonte da PSP de Braga.
Um médico do Hospital de S. Marcos disse ainda que o agente teve alta
ao fim da tarde e que, à partida, não corre grandes riscos. No
entanto, o mesmo clínico referiu a necessidade da vítima efectuar
algumas análises para apurar se o ferimento provocou ou não alguma
infecção.
O agressor, um homem conhecido da Polícia, com cerca de 45 anos, foi
imediatamente detido por um agente da GNR e por um guarda prisional que
estavam de folga e, casualmente, passavam no local.
O homem passou a noite na PSP e vai hoje ser presente a Tribunal.
POLÍCIAS SEM SEGURANÇA
A agressão, ontem, ao agente principal José Silva espoletou novamente
o sentimento de insegurança no seio da PSP de Braga. A questão ganhou
dimensão nacional quando, no dia 2 de Outubro do ano passado, uma
agente desta Polícia foi ameaçada de morte com a própria arma, ocorrência
que, aliás, determinou o encerramento do posto da PSP do Monte do
Picoto.
Nessa altura, os agentes comunicaram ao Comando que se sentiam inseguros
na realização de determinados serviços, com destaque para o posto do
Picoto. No entanto, referiram também as patrulhas nocturnas em algumas
zonas da cidade, mesmo que realizadas de carro. Aliás, no dia 30 desse
mesmo mês, um carro da Polícia foi atingido por dois tiros de pistola,
às 03h30, em pleno centro da cidade.
Fonte da Associação Socio-profissional da PSP disse ao CM que este
sentimento de insegurança é latente nas esquadras de todo o País,
sobretudo das grandes cidades, sublinhando que só o reforço de meios
humanos e materiais pode resolver o problema.

|
|
|
|
|
|
Adiado
Julgamento de Homicida de Agente da PSP |
|
O Tribunal da
Cidade da Praia, Cabo Verde, voltou ontem a adiar o julgamento do
alegado homicida de um agente da PSP de Portugal, crime praticado a 5 de
Fevereiro de 2002, na Damaia, por faltar a audição da testemunha
ocular da ocorrência.
Fonte do
segundo Juízo Criminal do Tribunal da Comarca da Praia explicou à Lusa
que o adiamento, por tempo indeterminado, foi decidido na quarta-feira
por ainda não ter sido devolvida a Carta Rogatória enviada a um
tribunal de Lisboa.
O problema
maior parece estar relacionado com a dificuldade em localizar a
testemunha ocular do crime, André Veiga, companheiro do arguido, e que
se encontra em parte incerta, sendo que o tribunal de Lisboa já chegou
a solicitar às autoridades judiciais de Cabo Verde novos dados para o
poder localizar.
A mesma fonte
manifestou-se convicta de que até ao final de Maio haverá a devolução
da Carta Rogatória, com a audição ou não da testemunha ocular. Na
sua opinião, no processo há "indícios bastantes" do
envolvimento do arguido, Pedro Nolasco Mendes Furtado, mais conhecido
por 'Pepa', e dele já consta o depoimento de André Veiga, recolhido na
fase de instrução.
Também neste
momento não se coloca a questão de se ultrapassarem os prazos de prisão
preventiva, porque no ordenamento jurídico cabo-verdiano esta pode ir
até três anos.
O arguido
incorre em penas que vão de 16 a 24 anos de prisão, moldura penal
prevista na legislação cabo-verdiana para o crime de homicídio
qualificado.
"Pepa"
foi detido pela Polícia Judiciária do arquipélago a 3 de Maio de 2002
na localidade de Rui Vaz, interior da ilha de Santiago, em cumprimento
de um mandato de captura internacional.
A primeira
audiência do julgamento do alegado homicida do agente da PSP Felisberto
Silva, esteve marcada para o dia 31 de Março, mas foi adiada para
ontem. 
|
|
|
|
|
|
Vigília
em frente à Direcção da PSP
protesto Polícias
reivindicam alteração de horários e promoções por antiguidade
|
|
Mais
de três centenas de filiados no Sindicato dos Profissionais de Polícia
(SPP) passaram, ontem, pela vigília de protesto frente à sede Direcção
Nacional da PSP, em Lisboa. Os agentes contestam a "alteração dos
horários", querem "promoções pela antiguidade, justo
posicionamento nas escalas" e reivindicam "o fim das perseguições
a dirigentes e delegados do SPP".
A "aposentação aos 36 anos de serviço, independentemente da
idade" e a criação de "um regulamento disciplinar justo e
com regras de imparcialidade", são outras das reivindicações. Os
membros do SPP criticam ainda um despacho, de Fevereiro, do anterior
director nacional, Mário Morgado, que contempla a figura do Supervisor
Operacional.
"A medida seria bem aceite se houvesse chefes em quantidade",
garantiu António Ramos, dirigente do SPP, acrescentando que
"acabam por ser os agentes a atender o público". Mário
Morgado, que classificou o protesto de "fracassado",
considerou "infundadas" as aspirações dos agentes.
A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP) não
participou nesta acção. 
|
|
|
|
|
|
PSP
VAI A REFERENDO |
|
O
Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP/PSP) lançou ontem um
referendo a nível nacional, durante uma vigília de protesto que
decorreu entre as 15h00 e as 21h00, junto à Direcção Nacional da PSP,
em Lisboa. A intenção é recolher dados precisos a apresentar ao
ministro do Ministério da Administração Interna numa reunião já
agendada para o dia 16.
“Vamos
fazer um inquérito em todas as esquadras a nível nacional,
nomeadamente sobre as questões dos horários e dos supervisores
operacionais, para apresentarmos na reunião com o ministro Figueiredo
Lopes, já que com o director nacional não há possibilidade de diálogo”,
referiu ao CM o presidente do SPP/PSP, António Ramos, no decurso da vigília,
a qual, às 20h00, registava a participação de cerca de 500 polícias.
No entanto, em conferência de Imprensa, pelas 17h30, o director
nacional da PSP, Mário Morgado, sublinhara: “Esta vigília,
felizmente, foi um fracasso. E digo, felizmente, porque o escasso número
de aderentes demonstra que estamos no bom caminho. Queremos uma Polícia
moderna, prestigiada, com autoridade e elevado grau de profissionalismo.

|
|
|
|
|
|
Segurança
com Os Cidadãos |
|
As sociedades
democráticas contemporâneas exigem políticas de segurança pública e
administração interna voltadas para a protecção dos cidadãos e a
plena garantia dos seus direitos, como confirmam todas as sondagens, que
revelam igualmente preocupação com a grande criminalidade ligada aos
tráficos, nomeadamente da droga, ou ao terrorismo, mas também com a
pequena criminalidade que resulta, em muitos casos, da exclusão social.
Para enfrentar estes desafios requer-se uma política de segurança
interna que alie um enorme profissionalismo e eficácia no combate à
criminalidade com a capacidade de mobilização dos cidadãos e das suas
associações cívicas para disssuadir e prevenir o crime e proteger os
cidadãos e as riquezas naturais, como o mar e as florestas, em situações
de calamidade. Só uma política de segurança integrada e solidária,
inspirada nos princípios e valores da construção europeia, estará à
altura de tal desafio.
A segurança não
constitui um fim em si mesma, mas um meio para garantir o exercício
pleno da cidadania. A aliança entre liberdade e segurança é postulado
fundamental do Estado democrático de Direito. A segurança é, pois,
componente essencial de uma sociedade livre e democrática, e factor
imprescindível para o desenvolvimento social e económico. É neste
referente de segurança solidária e cidadã que se inscreve a política
do Governo, que tem como paradigma antecipar e não apenas reagir,
prevenir e não apenas reprimir, e evitar tanto quanto possível - o
crime, o desastre, a crise, a calamidade - e não apenas remediar ou
acudir a posteriori.
Esta preocupação
central reflecte-se numa estratégia nacional de combate à
criminalidade que, ao mesmo tempo que reforça a eficácia da acção
policial, atende à envolvente mais larga das causas da insegurança e
das condições de exclusão que a geram, e visa envolver as estruturas
nacionais de segurança, os órgãos regionais e locais e as organizações
da sociedade civil e os agentes económicos. Porque apostamos numa
concepção solidária da segurança, a participação dos mais diversos
sectores da sociedade na prevenção e contenção da delinquência deve
ser promovida, numa responsabilização que redunde em seu maior benefício.
Uma política
de segurança interna exigente e cidadã é tão eficaz na manutenção
da ordem e tranquilidade pública, na prevenção e no combate a todos
os tipos de criminalidade, como na salvaguarda dos direitos, liberdades
e garantias dos cidadãos. Só assim se reforça o prestígio e a
autoridade do Estado, e se mobiliza a sociedade.
O grande
objectivo do Governo é pois, neste campo, restaurar a confiança entre
a sociedade civil e o Estado e eliminar os constrangimentos que a
insegurança causa à liberdade. Uma cultura de segurança que tem como
eixo fulcral a protecção dos cidadãos exige e propicia
simultaneamente, para além da boa cooperação entre as várias forças
e serviços de segurança, sem atropelo das respectivas esferas de
competência, um clima de confiança e respeito mútuo entre as forças
policiais e a generalidade dos cidadãos, cientes de que ambos estão do
mesmo lado. Importa ter bem presente que a segurança dos cidadãos começa
pelo exercício pleno dos direitos de cidadania no respeito pela lei e
na transmissão de valores fundamentais, designadamente em áreas como a
educação e a integração social das minorias.
A concepção
da segurança em cooperação estende-se a outras áreas da
responsabilidade do Ministério da Administração Interna, cujo papel
é tão importante na tranquilidade da vida dos cidadãos, como sejam a
segurança rodoviária e a prevenção da sinistralidade nas estradas, a
protecção civil e o socorro em situações de calamidade ou desastres
naturais.
Nem sempre se
tem a noção de que a protecção civil faz parte da política de
segurança pública, que compreende um conjunto de tarefas complexas que
incluem o serviço de alerta, o salvamento, os serviços sanitários e
primeiros socorros, combate aos incêndios, a descontaminação, o
alojamento e abastecimento de urgência, a ajuda para o restabelecimento
e manutenção da ordem nas zonas sinistradas, o restabelecimento de urgência
dos serviços de utilidade pública indispensáveis para a salvaguarda
dos bens essenciais à sobrevivência.
É na
perspectiva política e estratégica da segurança que enunciei que
quero enfatizar o papel das forças e serviços de segurança e dos
bombeiros no apoio à população que servem e que é a verdadeira razão
da sua existência. Este é aliás um domínio em que a participação
da sociedade civil é uma realidade de enorme expressão, em especial
por intermédio dos bombeiros voluntários.
Os objectivos
da política de segurança interna do Governo continuarão a ser
prosseguidos com determinação, contando com a mobilização dos
poderes públicos aos diferentes níveis, mas também com a indispensável
mobilização da sociedade. Tanto bastaria para evidenciar que a política
de segurança interna não pode ser campo de batalha onde forças partidárias
disputem o poder, a golpe mediático ou manifestação de mediocridade e
despeito. É, pelo contrário, um esforço comum que temos de
desenvolver. A segurança é um bem público, um serviço público em
benefício de toda a sociedade, que requer, mais do que qualquer outro,
competência, isenção, independência e estabilidade. Só esta
prespectiva será capaz de mobilizar os cidadãos na sua enorme
pluralidade de convicções, culturas e crenças que faz a riqueza da
nossa sociedade.
Sei bem que as
dificuldades e as exigências para levar a bom termo esta política são
enormes, sobretudo em tempo de restrições. Mas também sei que o
profissionalismo, a ética e a competência dos que se consagram ao
serviço da segurança pública e da protecção civil contribuirão
para que as instituições, serviços e corporações nestas áreas
sejam cada vez mais eficazes, merecendo o apreço e a estima de todos os
portugueses. Portugal, democrático, moderno e europeu será capaz de
vencer também este desafio.
Anterior |
|
|
|
|