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Duas mil
pessoas no funeral do Chefe Armando Lopes |
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Cerca de duas mil pessoas, incluindo centenas de agentes da
autoridade, acompanharam hoje em Vila Real de Santo António o funeral
do sub-chefe Armando Lopes, morto na noite de segunda-feira durante
uma barreira policial.
Os agentes da PSP e GNR fardados e à paisana acompanharam em
silêncio o cortejo, que saiu do salão nobre da câmara local, onde
esteve em câmara ardente durante a noite.
Quando chegou ao cemitério, o cortejo foi recebido por um corpo de
guarda de honra composto por uma dezena de agentes da PSP, que fez uma
salva de três tiros.
Entre os presentes contavam-se o director nacional da PSP, Mário
Morgado, e o presidente Associação Sindical de Profissionais de
Polícia (ASPP), Alberto Torres, que não quiserem prestar declarações.
O cortejo foi acompanhado em silêncio pela multidão e a emoção causou
algumas indisposições entre os familiares mais próximos do agente,
morto aos 38 anos quando participava numa barragem policial destinada
a impedir a fuga de três assaltantes.
O primeiro inquérito judicial aos três alegados homicidas do agente
não se efectuou esta manhã em Faro, conforme tinha sido anunciado,
tudo apontando para que a audição se realize esta tarde no Tribunal de
Vila Real de Santo António.

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Contingente da GNR Parte Hoje
para a "Operação Antiga Babilónia" |
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Há meses que se
dizem preparados, tão preparados quanto alguma vez poderiam estar, mas
a data final só há uma semana ficou definida. São 124 homens e quatro
mulheres entre os 23 e os 51 anos; alguns têm experiência em teatros
de guerra, outros não. Foram escolhidos entre muitos voluntários -
ofereceram-se mais do que para Timor - e tiveram quatro vezes mais
treino do que o previsto. Vai começar "a missão mais arriscada em que
Portugal alguma vez participou" |
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Começaram a preparação
no início de Junho - na altura pensava-se que partiriam em Junho.
Quatro meses e muitas sessões de treino depois, os 128 voluntários do
Batalhão Operacional da Guarda Nacional Republicana saem hoje às 22h00
de Lisboa, com chegada ao Kuwait amanhã de manhã e partida quase
imediata para Talil e daí para Nasiriyah, capital da província de Dhi
Qar, no Sul do Iraque. É este o teatro de operações da missão,
integrada no contingente italiano e na sua "Operação Antiga
Babilónia", de onde cada um destes militares só sairá daqui a seis
meses.
Há meses que se dizem
preparados, tão preparados quanto alguma vez poderiam estar. A data
final só há uma semana ficou definida. O plano de acção dos primeiros
dez dias está feito e passa pela terceira fase de treino, a que só
pode ser realizada no local e que consiste na adaptação ao clima, ao
equipamento e aos aquartelamentos. De qualquer forma, a partir de
amanhã é a sério. O Iraque que não conhecem passará a ser a realidade
quotidiana dos membros do Subagrupamento Alfa.
Escolhidos entre muitos
- o número dos que se ofereceram foi muito superior aos voluntários
para Timor -, são todos membros das operações especiais da GNR. Com
uma preparação à partida alta do ponto de vista físico, o treino
específico incluiu actividades sócio-culturais e históricas
concretizadas em palestras com o orientalista António Dias Farinha, da
Faculdade de Letras; o xeque David Munir, imã da Mesquita de Lisboa,
ou Fernando Nobre, presidente da AMI, que esteve no Iraque em Maio.
Em termos físicos e
tácticos, os treinos abrangeram sessões de luta e defesa pessoal,
restabelecimento e manutenção da ordem pública ou detenção, revista e
condução de detidos. Instalados normalmente em Santa Bárbara, o corpo
deslocou-se a vários quartéis e espaços ao ar livre para maximizar
cada tipo de treino, passando nos últimos meses por Mafra, Seixal,
Carregueira ou Monsanto. Outras actividades de formação passaram pelas
áreas da Psicologia, Emergência Médica, contra-vigilância e agentes
nucleares, biológicos e químicos.
Tudo para concretizarem
da melhor forma as missões práticas que terão a cargo. Missão
fundamental: conduzir operações de estabilização para estabelecer um
ambiente estável de segurança, facilitar o desenvolvimento da
administração civil e promover a estabilidade regional. Para o
conseguir, o dia-a-dia ficará marcado por operações de patrulhamento
(apeado e motorizado) na área de fronteira de Nasiriyah e
acompanhamento de comboios humanitários a partir da cidade portuária
de Umm Qasr, no Golfo Pérsico.
Treinados e com missão
definida, a estrutura em que se integram os 128 militares -
subagrupamento por se referir a uma força que inclui efectivos de
várias armas, no caso, membros de Infantaria e Cavalaria - é comandada
pelo major António Oliveira, este adjuvado pelo capitão Barreto. A
força conta com um oficial de ligação junto do comando italiano, um
dos três militares no Iraque desde Setembro.
Composto por dois
pelotões de infantaria (cada um com 33 elementos) e um de cavalaria
(18), a força é apoiada por 40 outros profissionais (técnicos de
comunicações, cozinheiros, um médico ou um especialista em inactivação
de engenhos explosivos).
Para além da preparação
pessoal que tiveram, levam consigo coletes anti-balas, capacetes de
protecção e fatos anti-motim. Vão operar com viaturas ligeiras, de
transporte de pessoal e blindadas. Algumas cedidas pelos italianos,
serão substituídas por próprias dentro de alguns meses; outras,
existentes ou compradas entretanto, têm partida marcada para daqui a
três, quatro dias.
Dos 128, quatro são
mulheres. Alguns têm experiência em teatros de guerra, na Bósnia e no
Kosovo, integrados em missões do exército; outros na operação da GNR
em Timor. Têm entre 23 e 51 anos, quase metade está na faixa etária
entre os 26 e os 30. Metade são casados, metade solteiros. Um quarto
do grupo é natural de Lisboa.
Ao treino múltiplo e ao
equipamento juntaram-se ainda o brasão de armas e a imagem da
padroeira da Guarda, Nossa Senhora do Carmo, benzida dia 30 junto à
Torre de Belém. O brasão, criado para juntar a natureza dos que o
envergam às características do teatro para onde se dirigem, une o
negro das planícies do Tigre e do Eufrates, ao crescente islâmico e à
espada da GNR. A divisa cita Camões e os Lusíadas. Tudo parece ter
sido pensado
A viagem de logo
à noite, de seis horas, já não deverá acrescentar muito à ansiedade
crescente de homens e mulheres que viram sucessivamente adiada a
partida. "A missão mais arriscada em que Portugal alguma vez
participou", como a descrevia há meses o comandante-geral da GNR,
Mourato Nunes, começa amanhã.
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PSP e
GNR Querem Meios Aéreos
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A utilização de
"lagartas" ou serpentes" por parte das forças policiais é, regra
geral, refutada pelas próprias autoridades, que argumentam que esses
instrumentos não actuam totalmente e apenas nas viaturas que se
pretendem imobilizar, pondo assim em risco a segurança de terceiros. O
recurso aos meios aéreos, que é prática corrente em quase toda a
Europa, é a solução defendida.
"Só nos países mais
atrasados se utiliza esse equipamento, que é mais próprio para
militares do que para forças policiais", disse ao PòBLICO o presidente
da Associação dos Profissionais da Guarda (APG), da GNR, José
Manageiro.
Tal como o presidente
da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP), Alberto
Torres, Manageiro entende que seria bem mais eficaz a utilização de
meios aéreos para poder perseguir e imobilizar viaturas em fuga do que
montar dispositivos nas vias que podem causar prejuízos a terceiros e
até aos próprios agentes da autoridade. "O recurso às 'serpentes' só
deve ser feito em situação extrema", afirma Torres.
As "lagartas ou
serpentes" foram utilizadas em Portugal até ao início dos anos 80. Um
elevado número de acidentes, muitas vezes envolvendo viaturas que nada
tinham a ver com o assunto, levou as autoridades a abandoná-las.
"Havia, sobretudo, muitos despistes com motos", relembra o presidente
da ASPP.
O presidente da APG,
por sua vez, recorda que a falta de comunicações adequadas por parte
das forças policiais fazia, já há 20 anos, com que muitas vezes os
dispositivos fossem accionados para as viaturas erradas. "Hoje os
meios de comunicação continuam a ser maus, ao ponto de nós [GNR]
termos de recorrer aos próprios telemóveis", disse.
As "lagartas" ou
"serpentes" são dispositivos metálicos construídos para imobilizar
viaturas nas estradas. São formados por uma corrente, cujas
extremidades se prendem a cada berma da via. Ao longo dessa corrente
existem pregos, cavilhas ou lâminas, que se levantam quando accionado,
manualmente, um dispositivo próprio.
O resultado obtido é
sempre a destruição dos pneus e a consequente imobilização da viatura.
Só que, na maioria dos casos, sobretudo quando a velocidade é elevada
(o que quase sempre acontece quando se pretende deter um suspeito), a
operação termina em despistes violentos.
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AMIGOS
CHORAM POLÍCIA |
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A revolta e a
dor marcaram o dia de ontem em Vila Real de Santo António (VRSA). A família,
os colegas e a população em geral está desolada e em estado de choque com a
morte do chefe Armando Lopes, agente da Polícia de Segurança Pública local,
atropelado mortalmente ao final da tarde de segunda-feira junto à Ponte do
Guadiana, durante uma operação ‘Stop’ efectuada a um carro em fuga desde
Lagos. |
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Durante a manhã de ontem, os populares aglomeraram-se junto ao
Tribunal local, na esperança de ver entrar os três indivíduos que causaram o
acidente fatal. Afinal, o alemão e o casal português, suspeitos de consumo e
tráfico de droga e de furtos a residências e interior de veículos, deverão
ser presentes hoje, às 10h00, no Tribunal de Faro, por razões de segurança.
Meia hora depois, realiza-se na cidade do Guadiana o funeral de Armando
Lopes, com guarda de honra pelos colegas do agente. Desde ontem à tarde que o
corpo está a ser velado no Salão Nobre dos Paços do Concelho, de onde sairá
hoje para o cemitério local.
A família, quando soube da notícia do falecimento de Armando Lopes ficou em
estado de choque. A mãe, Maria Julieta Lopes, de 63 anos, hipertensa, teve de
ser assistida por duas vezes no SAP de VRSA. O pai, também ele de nome
Armando, logo que soube do acidente rumou ao Hospital Distrital de Faro e já
lá estava quando a ambulância chegou. Pouco depois o médico de serviço dava conhecimento
aos familiares de que o agente não tinha resistido aos graves ferimentos
abdominais, cranianos e nos membros inferiores. “Eu, que também sou bombeiro,
como ele foi, percebi que a esperança de o meu filho sobreviver era pouca,
quando o médico disse que tinha de me dar uma notícia não muito boa”, contou
ao CM o pai de Armando, a chorar.
Também Maria Julieta, a mãe, consternada, referiu ao nosso jornal que passou
“uma noite horrível, negra. Era um óptimo filho, amigo, estava sempre
presente nas nossas aflições. Era um bom filho e um pai dedicado, deixou dois
meninos lindos. Ele adorava os filhos”, referiu a mãe, entre lágrimas.
“Eles tinham uma vida feliz, uma casa bonita, e vieram aqueles malvados da
droga e mataram o meu filho!”, lamenta Maria Julieta. “Estão a ser momentos
muito difíceis. Perder um filho é muito difícil, embora eu tenha mais dois
filhos e cinco netos, mas a morte de um filho arranca-nos o coração. A vida
prega-nos estas partidas. Se não fosse essa gente que veio de fora, o meu filho
não tinha morrido!”, acusou ainda a mulher, desolada.
A morte do agente, que estava de folga no dia do sinistro, deixou a população
consternada. Amigos e familiares concentraram-se na noite de segunda--feira
junto à PSP local, na ânsia de ouvir notícias e quando se confirmou o pior, a
revolta não demorou. “Sacrificou a vida dele no combate ao crime, mas neste
País, infelizmente, a bandalheira está de tal ordem que o crime cada vez se
avoluma mais. É preciso combater esta cáfila, esta corja”, disse ao CM,
emocionado, António Machado, que conhecia o chefe Armando desde pequenino.
O ministro da Administração Interna, Figueiredo Lopes, já solicitou à
Direcção Nacional da PSP que investigue as circunstâncias em que ocorreu a
morte do chefe Armando Lopes. O ministro quer que a Direcção Nacional da PSP
“aprofunde a avaliação desta ocorrência, com especial incidência sobre
técnicas utilizadas na execução da operação”, diz um comunicado do Ministério
da Administração Interna.
O MILITAR DA BRIGADA DE TRÂNSITO RECUPERA
O militar da Brigada de Trânsito da GNR atropelado sábado em Amarante
recupera no Hospital Militar do Porto depois de submetido a intervenções
cirúrgicas na face e nas pernas. O transgressor entregou-se sete horas depois
e não trazia cinto de segurança, enquanto a sua viatura não tinha seguro.
Sérgio Ferreira, 21 anos, de Freixo de Baixo, Amarante – actualmente a
aguardar notificação para comparecer em tribunal – foi mandado parar às 10h50
de sábado por uma patrulha da BT-GNR de Penafiel, não obedeceu à ordem de
paragem e arrastou o militar durante 30 metros na frente da sua viatura,
pondo-se em fuga de seguida. O guarda ferido, Hélder Capelo Santos, 33 anos,
natural de Mateus, Vila Real, foi transportado para o Hospital de Amarante
mas, devido à gravidade dos ferimentos que apresentava, acabou transferido
para o Hospital de Santo António, no Porto. O militar fracturou uma perna e
foi suturado com vários pontos na face e na cabeça. Após a estabilização foi
transferido para o Hospital Militar onde se encontra a recuperar.
NOVO CASO DEPOIS DE FELISBERTO
A morte do chefe Armando Lopes foi o primeiro caso este ano de elementos da
PSP alvo de mortes violentas. Em 2002, registara-se um caso, de Felisberto
Silva. No ano anterior morreu outro agente de forma violenta, o mesmo
sucedendo em 2000. Nos cinco anos imediatamente anteriores, sete elementos da
PSP morreram vítimas de crimes.
Na lista dos polícias assassinados, antes do nome do chefe Lopes aparece a do
agente Felisberto Silva, morto em 4 de Fevereiro de 2002, um caso que chocou
o País. O polícia, de 25 anos, foi assassinado, no centro da Damaia, Amadora,
com sete tiros à queima-roupa, tudo apontando que tenham sido desferidos por
um cabo-verdiano conhecido por ‘Pepa, que se encontra preso em Cabo Verde a
aguardar julgamento, o qual tem vindo a ser constantemente adiado por
questões processuais. O mais recente desenvolvimento foi um pedido de
libertação feito pelo seu advogado ao Supremo Tribunal de Justiça.

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Morte de polícia obriga PSP a contrariar parecer da IGAI
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Tragédia
Subchefe de Vila Real de Santo António mortalmente atropelado ao
tentar deter assaltantes
Horas depois, director nacional fez despacho para regularizar lagartas
de pregos
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Armando Lopes morreu. O subchefe da PSP, responsável pela brigada de
investigação criminal de Vila Real de Santo António, foi atropelado
por um trio de suspeitos que tentava fugir para Espanha, depois de
fazerem um assalto. Foi anteontem, ao princípio da noite, depois de
uma perseguição de 150 quilómetros. Armando Lopes foi projectado 30
metros e acabou por falecer no hospital, na sequência de múltiplas
fracturas.
Menos de 24 horas depois, o director nacional da PSP, o juiz Mário
Morgado, emitiu um despacho com vista à regulamentação das há muito
reivindicadas lagartas com pregos. São objectos que servem para travar
os veículos em alta velocidade (provocando o rebentamento ou o
esvaziamento progressivo dos pneus), mas contra as quais a Inspecção-
Geral da Administração Interna (IGAI) se havia pronunciado, num
parecer pedido pelo respectivo Ministério.
"O sr. director pediu hoje (ontem) o processo e esteve a analisar o
parecer. Embora fosse globalmente negativo quanto à utilização das
lagartas, o sr. director entendeu que deviam ser regulamentadas.
Embora, claro, devam ser estudadas as situações concretas da sua
aplicação", adiantou, ao JN, o comissário Coimbra, chefe de gabinete
do director nacional da PSP.
Utilização perigosa
As associações sindicais há muito que reclamam a utilização das
lagartas nas perseguições de vários quilómetros, como a que aconteceu
anteontem. No entanto, o assunto esteve em discussão em Maio de 2002 e
foi arrumado numa gaveta. "O MAI pediu um parecer à IGAI, que
globalmente considerou perigosa a utilização das lagartas. Diziam que
podia causar o despiste do veículo e pôr em risco a vida dos
passageiros ou mesmo dos transeuntes", continuou o comissário Coimbra,
dizendo que desde essa atura não foi dado qualquer seguimento ao
processo. "Na altura, havia outro director nacional. Só hoje, depois
do sucedido, é que o dr. Mário Morgado pediu os pareceres. E decidiu
regulamentar a sua utilização".
Quanto ao tempo em que ainda levará para virem a ser utilizadas, o
chefe de gabinete do director nacional diz ser uma incógnita. "Temos
de fazer primeiro uma consulta com as várias empresas para ver os
modelos que mais nos interessam. Depois, terá de ser aberto um
concurso. É impossível dizer quanto tempo demorará".

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Morte de Subchefe Agita
Polícias |
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Perseguição da PSP e GNR a
veículo em fuga termina em tragédia junto à ponte do Guadiana |
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A
morte do chefe da Brigada de Investigação Criminal da PSP de Vila Real
de Santo António, por atropelamento, reacendeu a polémica sobre a
necessidade do uso das "lagartas de pregos" para barrar o caminho aos
automobilistas em fuga. O subchefe Armando Lopes perdeu a vida,
anteontem, na sequência de uma acção policial, na ponte sobre o
Guadiana, destinada a barrar a passagem a uma viatura conduzida por um
cidadão alemão, na casa dos 50 anos, e um casal jovem, português,
suspeitos da prática dos crimes de furto e tráfico de droga.
Os
tripulantes do VW Passat, de matricula alemã, já algum tempo andavam a
ser investigados pela PSP, pela suspeita de vários crimes. Depois da
queixa de que teriam roubado cerca de três mil euros, em Lagos, os
agentes procuraram uma abordagem da viatura, o que não foi conseguido.
A partir dessa altura foi desencadeada pela PSP uma perseguição ao
longo de mais de uma centena de quilómetros, pela Via do Infante, com
colaboração da GNR, mas sem sucesso, alegadamente porque os agentes
não podiam pôr em causa a segurança dos utentes da via.
Já no
acesso à Ponte Internacional do Guadiana, PSP e GNR montaram uma
barreira aos fugitivos. Porém, o condutor não respeitou o sinal de
paragem: abalroou uma viatura da GNR e levou à frente o subchefe da
PSP. Com o embate, o "capot" da viatura e corpo do polícia foram
projectos a cerca de 30 metros. A viatura, com a roda da frente
desfeita, ainda andou cerca de meio quilómetro, até ficar bloqueada no
separador da via, altura em que os polícias capturaram os três
passageiros.
O
agente, gravemente ferido nas pernas e com traumatismo craniano, foi
transportado para o Hospital de Faro, onde viria a falecer pelas
20h50. Armando Lopes, de 38 anos, casado, deixa duas crianças, de nove
e 12 anos. No interior do veículo, segundo o comando da PSP de Faro,
foi encontrado diverso material electrónico, cerca de três mil euros e
uma quantidade de heroína e cocaína que daria para 60 doses
individuais. Este é o terceiro caso, no lapso de dois meses, de furtos
efectuados no Algarve seguidos de fuga para Espanha.
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Morte de chefe de
Brigada da PSP no Algarve
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MAI pede inquérito
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O ministro da
Administração Interna, Figueiredo Lopes, quer que a Direcção
Nacional da PSP investigue as circunstâncias da morte em serviço
de um chefe de Brigada Caleiro Lopes, esta madrugada, em Vila Real
de Santo António. Este agente da PSP foi ferido com gravidade
durante uma perseguição automóvel no Algarve e morreu
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poucos minutos
depois de ter chegado ao Hospital de Faro.
Figueiredo Lopes
quer que a Direcção Nacional da PSP «aprofunde a avaliação
desta ocorrência, com especial incidência sobre técnicas
utilizadas na execução da operação», refere um comunicado da
Ministério da Administração Interna.
No documento, o
ministro da Administração Interna manifesta ainda «o profundo
pesar à família do Chefe Armando Luís Caleiro Lopes, da
PSP, falecido segunda-feira em Vila Real de Santo António ao
serviço da segurança dos cidadãos».
Entretanto, a
Direcção Nacional da PSP admite a utilização de lagartas de pregos
nas barreiras policiais para travar veículos suspeitos. A medida
será aplicada após a elaboração de um estudo por um grupo de
trabalho criado para o efeito.
A utilização de
lagartas de pregos em perseguições automóveis a criminosos e em
operações Stop é exigida pela Associação Sindical de Profissionais
de Polícia (ASPP), na sequência do acidente que vitimou ontem à
noite um agente da PSP durante uma perseguição em Faro.
Alberto Torres,
presidente da ASPP, sustenta que se tivessem sido utilizadas as
lagartas para travar o automóvel em fuga ter-se-ia evitado a morte
de um polícia. O chefe de brigada Armando Lopes, de 38 anos,
morreu na sequência de ferimentos graves e traumatismo craniano
durante a perseguição a um veículo em fuga, com três suspeitos de
roubo.
O veículo onde o
chefe de brigada seguia foi abalroado na ponte do Guadiana pelo
automóvel suspeito, que seguia em direcção a Espanha. Os
fugitivos, um alemão e um casal português, acabaram por ser
detidos na ponte do Guadiana, depois da fuga ter sido retardada
por um disparo que furou um pneu do carro em que seguiam. Os
detidos foram detectados pela PSP de Lagos a roubar material
diverso e foram perseguidos ao longo de toda a Via do Infante.
Segundo o
dirigente da ASPP, esta foi uma situação excepcional que
justificava o uso de lagartas de pregos, uma vez que se tratou de
uma perseguição de 150 quilómetros, durante a qual muitas dezenas
de pessoas que circulavam na estrada estiveram em perigo, além dos
polícias.

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DIRECTOR DA
PSP AUTORIZA LAGARTAS
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O Director
Nacional da Polícia de Segurança Pública deu esta terça-feira instruções aos
agentes para que passem a utilizar lagartas com relevo para travar viaturas
em fuga. Mário Morgado contrariou um parecer da Inspecção-Geral da
Administração Interna, mas assegurou que a PSP tem os meios suficientes para
garantir a segurança dos cidadãos.
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Esta manhã, os dois sindicatos dos profissionais da polícia
reagiram à morte de um sub-chefe algarvio, atropelado ontem por uma viatura
em fuga, queixando-se de que a PSP não tem meios adequados para bloquear
estradas, por forma a reduzir os risco humano neste
tipo de ocorrências. “Não pode acontecer de forma alguma o que aconteceu no
Algarve, em que profissionais da PSP quase têm de se pôr à frente das
viaturas que se põem em fuga, pondo em risco a sua vida”, disse à Rádio TSF
Alberto Torres, presidente da Associação Sindicato dos Profissionais de
Polícia.
A PSP recorria a lagartas com relevo para travar viaturas em fuga, mas a
prática foi abandonada há alguns anos, na sequência de um parecer negativo
emitido pela Inspecção-Geral da Administração Interna. “Originou alguma polémica o facto de alguns
automobilistas, principalmente aqueles que utilizavam motorizadas, se
despistarem e às vezes sofrerem consequências graves”, recordou Alberto
Torres.
António Ramos, da Associação de Profissionais de Polícia, insistiu na queixa,
declarando que já há muito que aquele sindicato denuncia a falta de
equipamento na PSP. “Se a polícia estivesse equipada com lagartas com os
furadores com certeza que aquilo que ontem aconteceu não acontecia, por que
com esses meios a viatura não passava”, disse António Ramos.
O assunto foi objecto de discussão pública no fórum da Rádio TSF, esta manhã.
E foi, em telefonema para esse programa, que Mário Morgado reagiu às
acusações dos sindicatos. O Director Nacional da PSP negou que a polícia
tenha falta de meios para zelar pela segurança dos cidadãos e revelou ter
dado instruções, hoje, para que o referido instrumento de imobilização de
veículos volte a ser usado.
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Em barreira para deter carro em fuga
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AGENTE
DA PSP MORRE ATROPELADO |
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Um chefe da PSP de Vila
Real de Santo António foi atropelado mortalmente por um carro - que
era perseguido pela polícia desde Lagos – ontem, cerca das 18h00, na
Via do Infante, perto da ponte do Guadiana.
O acidente ocorreu
numa barreira policial montada na estrada pela PSP, GNR e Guardia
Civil espanhola, para deter os fugitivos. O veículo em fuga, onde
viajavam um casal português e um homem alemão, abalroou um carro da
GNR antes de colher Armando Luís Caleiro Lopes, de 38 anos, casado e
com dois filhos, de 9 e 12 anos respectivamente, natural de Vila Real.
O agente ainda chegou vivo ao Hospital de Faro. Acabou por falecer no
bloco, cerca das 21h00.
Segundo apurou o CM, os fugitivos, suspeitos de tráfico e consumo de
droga e de prática de vários crimes de furto e roubo, estavam a ser
vigiados pela PSP de Lagos e fugiram quando foram mandados parar por
agentes desta esquadra. A polícia moveu-lhes então uma perseguição
pela Via do Infante, onde participaram além de agentes da PSP de
Lagos, Portimão, Faro, Tavira e Vila Real, militares da GNR. A
perseguição foi feita ao longo de cerca de 150 quilómetros, até perto
da ponte sobre o Guadiana, onde se deu o atropelamento. Os suspeitos
acabaram por ser detidos.
Comentários
- c.afonso
Os nossos governantes,estão cegos,surdos e não ouvem o Povo deste
pobre Portugal a reclamar por medidas urgentes contra os bandidos.Será
que as autoridades não estão a fazer o jogo dos criminosos.Abram os
olhos em quanto é tempo ou só vão actuar,quando for igual ao
Brasil?Alerta Portugueses,acordem,basta de violencia,ataquem os
criminosos,como sente e quer o Povo.Não se pode comer uvas e beber
vinho ao mesmo tempo.
- Victor
Sinto tristeza em ler notícias destas! A nossa sociedade...e a
polícia, parece ainda não ter dado conta que os crimes domésticos já
passaram à história. Hoje temos entre nós criminosos internacionais (e
os nacionais copiam-nos) que têm um "modus operandi" que não tem a
haver com o passado, e as forças armadas continuam a tratar destes
casos com "paninhos quentes" na abordagem. O estilo a utilizar é o
americano, ainda que custe assistir ao aparato!
- lagostim
verde
Os meios, ou falta deles, são uma das principais causas para a
ineficácia da nossa Policia e Guarda. E o que dizer sobre a lei que
regula o uso, em serviço das armas de fogo??? Caros leitores, leiam
cuidadosamente a dita lei, e não se vão admirar que episódios destes
se repitam. Urge não só rever esta lei como também alguns aspectos e
importantes do C.P., Constituição etc. Condulencias á familia
enlutada. Faço votos para que a PSP e GNR continuem com o mesmo
profissionalismo.
- Jorge
Castro
- Dotem as forças de segurança de melhores meios, tal como
helictópteros para perseguições deste tipo.- Nestes casos façam sinal
de paragem e, em caso de desobediência, mais à frente, façam a
barreira com utilização de lagartas.- Autorizem os agentes a fazer uso
das armas de fogo, em casos semelhantes.- Por último, a imprensa que
dê menos voz à escumalha.
- GOMES
o chefe quis se armar em herói mas infelizmente ele nem sabia conduzir
bem e não é só ele que não sabe conduzir, a maioria dos portugueses
são assim, ou são fitipaldis ou são azelhas .
- Fernando
Gonçalves
Sinto orgulho e revolta. Orgulho por ter conhecido o Armando a quem,de
aqui presto a minha humilde homenagem e dou os meus sentidos pêsames à
família e ao Corpo a que pertencia. Revolta pela perda do Armando
porque na minha opinião se pudessem ser utilizadas lagartas com picos,
talvez esta morte não tivesse acontecido. Porque é que em Espanha
podem ser utilizadas e em Portugal não? Onde estão os nossos
legisladores? Também vão ter que vir de Espanha...Vila Real de Santo
António Algarve
- Alberto
Jesus
Pois é caros leitores, nem sempre as coisas correm bem! nem sempre se
pode ganhar! nem sempre se tem o melhor equipamento. Mas fiquem
cientes de que a Policia Portuguesa é uma das melhores do Mundo, mesmo
com os meios de que dispõe e eles continuam, mesmo não sendo Super
Homens, eles sabem que tem familia e sabem que se calhar no dia
seguinte já a familia os não poderá voltar a ver... mesmo assim eles
não desistem... Sempre um futuro melhor ao nosso País. Força
Policia...
- liono
E ONDE E Q ESTGAO OS PICOS NA ESTRADA___SO SABEM USAR ESSA M....QUANDO
E PARA PARAR O PESSOAL Q FUMA G....E A MALTA Q ANDA A SACAR CAVALOS
TOMEM LA O RESULTADO
- liono
PPOIS E...POE SE ARMADOS EM FILMES COM BARREIRAS ISSO E NA AMERICA AKI
TEM DE SER LOGO AO BALAZIO NO PNEU O RESULTADO E ESTE PARA QUE E Q SE
ARMAO EM HEROIS tsts agora tao 2 criancas sem pai,,,,PENSAO Q ESTAO EM
LA
- r cardoso
Políticos portugueses, acordem para a realidade da insegurança do
cidadão português, que não vive em condomínios de segurança privada,
não tem motorista nem segurança. Está na hora de se dar mais força às
polícias e menos direitos aos criminosos ou então qualquer dia os
portugueses terão de fazer justiça pelas suas próprias mãos.Lisboa
- ADC
É assim, a saga continua. Os agentes de autoridade morrem e os
bandidos ficam. Emquanto a autoridade não tiver a força necessária
para deter estes bandos, mas para sempre, continuam a sofrer baixas.
Deixem os homens dispara para se defenderem da escumalha.
- Isabel
Cardoso
No domingo, em França, o Ministro homólogo ao nosso Ministro dos
Serviços Internos na cerimónia fúnebre a um polícia morto por um
condutor alcoolizado disse que o polícia foi assassinado e que aquele
tipo de crime não será mais tolerado em França. E em Portugal, como é
sr. ministro?? Luxemburgo
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Sindicato
ameaça sair à rua |
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"Cobardia do poder
político" põe em risco a vida dos polícias" |
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O
Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP) lamentou hoje a morte por
atropelamento de um agente em serviço e criticou a "cobardia do poder
político" por impedir a utilização de "lagartas de pregos" nas
barreiras, pondo em risco a vida dos agentes.
O delegado do SPP no Algarve, António Cartaxo, garantiu que os agentes vão
sair à rua para manifestar a sua dor, revolta e indignação pela morte de um
sub-chefe de brigada na sequência de uma perseguição automóvel na ponte do
Guadiana.
O agente foi projectado a cerca de 30 metros, depois de ter sido atropelado
por um carro em que seguiam três suspeitos de um assalto em Lagos, que
abalroaram a barreira policial.
António Cartaxo sublinhou que já por diversas vezes foram feitas propostas no
sentido de que o método possa ser utilizado pela polícia portuguesa, o que
protegeria os agentes e impediria situações como a que ocorreu ontem.
"As nossas propostas têm sido rejeitadas por políticos iluminados que
alegam a inconstitucionalidade do uso de lagartas, preferindo-se arriscar a
vida dos agentes policiais em nome de valores menores protegidos por alguma
cobardia política", afirmou.
O dirigente do SPP questiona "quantos mais polícias têm de morrer para
que de uma vez por todas alguém decida resolver as carências materiais"
com que se defrontam.
Sublinha que a família do sub-chefe Armando Lopes, 38 anos e dois filhos
menores, "fica na miséria por causa da cobardia política dos que tutelam
a PSP e da desprotecção financeira a que as famílias ficam sujeitas nestas
circunstâncias", por inexistência de um subsídio de risco.
"Os polícias continuam a morrer ingloriamente e a serem agredidos
diariamente sem que ninguém se mexa do seu pedestal para pôr fim a esta
miserável situação", disse, recordando que, aquando da tomada de posse,
o director nacional da instituição prometeu tudo fazer para que os agressores
passassem a ser severamente castigados em sede própria.
"Teremos de fechar as esquadras a cadeado, como fazem os estudantes
deste País, ou sair para a rua em protesto utilizando as viaturas da
corporação, como fazem os bombeiros?", questiona ainda o dirigente
sindical.

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Comandante obriga
polícia a mudar queixa |
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Oeiras - Acusação
Homem detido com álcool recusou teste dizendo que conhecia oficiais da
Divisão Subcomissário exigiu que dois nomes fossem retirados
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O comandante da esquadra de Oeiras da PSP, subcomissário António
Lobato, pediu a um agente da PSP para alterar um auto de detenção onde
constavam os nomes de dois oficiais da Divisão. Tratava-se de
expediente relacionado com um indivíduo apanhado a conduzir,no mês
passado, com uma taxa de alcoolemia superior ao permitido pela lei e
que tentou coagir o polícia que o deteve com recurso aos nomes dos
dois oficiais, sendo um deles um comandante da Divisão.
De acordo com as duas versões do auto de detenção, a que o JN teve
acesso, o infractor foi detido por ter passado um semáforo vermelho
mesmo em frente à esquadra da PSP, para onde se dirigia. Ao entrar nas
instalações policiais, o agente confrontou-o com a manobra ilegal,
tendo o indivíduo começado a discutir e chegando mesmo a negar que era
ele quem conduzia a viatura.
Apercebendo-se que o seu interlocutor aparentava estar embriagado, o
agente resolveu sujeitá-lo ao teste de alcoolemia, sendo então
confrontado com as ameaças.
"Quando foi informado de que iria ser submetido ao teste de álcool, o
detido ficou visivelmente irritado e agitado, afirmando: '...Eu não
faço nenhum teste, conheço os meus direitos e não faço o teste'.
Comunicando-lhe que incorria em crime de desobediência se o não
fizesse, o indivíduo reagiu violentamente, afirmando: 'Conheço muito
bem o nosso comandante (...) e o subcomissário (...) e muita gente
aqui na esquadra e vocês vão ver', expressões estas com que tentava
coagir-me na minha actuação", lê-se no auto de detenção inicial.
Porém, o comandante da esquadra, subcomissário António Lobato, quando
leu o auto ordenou ao agente que alterasse as declarações. Assim, foi
feito um segundo documento, onde o agente apenas diz que o indivíduo
fez "referência a oficiais, meus superiores hierárquicos".
Excesso de álcool
Segundo os documentos a que o JN teve acesso, o indivíduo em causa já
tinha cadastro por condução com excesso de álcool e agressão a agentes
da autoridade. No teste a que foi sujeito a 31 de Outubro, acusou 2,11
gr/l de álcool no sangue.
O agente da PSP que efectuou a polémica detenção tem também ele um
processo disciplinar a correr, por alegadamente se encontrar
alcoolizado em serviço. Um seu superior revelou que tinha recebido uma
denúncia de um cidadão. Face a esta alegada queixa, nunca exibida ao
arguido, foi-lhe instaurado um processo disciplinar que propõe 20 dias
de suspensão. |
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