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Viúva do
agente Felisberto reclama pensão de sangue |
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Quase dois anos
depois da morte do polícia, na Damaia, a família ainda não recebe
subsídio a que tem direito
Ministério da Administração Interna diz que autorizou pagamento
Quase dois anos depois do homicídio do agente Felisberto Silva, a
viúva e o filho ainda não estão a receber a pensão de preço de sangue
a que têm direito, e que corresponde a 70% da remuneração mensal que o
polícia da Damaia auferia na altura da sua morte. De acordo com os
artigos 2º e 5º do Decreto-Lei nº 466/99, de 6 de Novembro, têm
direito a esta pensão os cônjuges e descendentes dos elementos das
forças de segurança cuja morte tenha "resultado de ferimentos ou
acidentes ocorridos no desempenho das suas funções".
Recorde-se que Felisberto Oliveira Silva, cabo-verdiano, então com 25
anos, foi morto no dia 4 de Fevereiro de 2002, na Avenida D. João V,
na Damaia, concelho da Amadora, quando perseguia um indivíduo que
fugia, depois ter provocado um acidente de viação. O
polícia foi atingido com seis tiros de uma pistola de calibre 7,65
milímetros, tendo tido morte imediata.
Na sequência do acidente, a viúva, Mónica Silva, actualmente com 24
anos, recebeu do Estado português uma indemnização excepcional,
atribuída a vítimas de actos criminosos no exercício das suas funções.
Mónica e o filho, de 3 anos, recebem um subsídio mensal de
sobrevivência de pouco mais de 40 euros, "que não chega para nada",
desabafou ao JN. "Se eu não trabalhasse e não tivesse o apoio da minha
família, não sei o que seria de mim e do meu filho".
Segundo a viúva do agente Felisberto, a Caixa Geral de Aposentações
informou-a de que não tem direito à pensão de preço de sangue por ter
recebido a indemnização a título excepcional, mas Mónica discorda.
"Uma coisa não tem nada a ver com a outra", sublinha,acrescentando que
está disposta a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para obter
aquilo a que tem direito.
Fonte do Ministério da Administração Interna explicou, ao JN, que a
atribuição da pensão foi devidamente autorizada na altura, tendo o
processo sido remetido para a Caixa Geral de Aposentações. Acrescentou
ainda que a indemnização não invalida a atribuição da pensão de preço
de sangue. O caso de Mónica Silva está agora entregue ao gabinete
jurídico do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP/PSP), o único
que, segundo a mesma, se mostrou disponível para lhe prestar auxílio.
"Nem a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), da
qual o meu marido era sócio, alguma vez me perguntou se precisava de
alguma coisa. Foi só na altura em que os holofotes estavam virados
para eles", critica.

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MAI Defende
Expulsão de Autores de Praxes na PSP |
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Os responsáveis pelas alegadas praxes
sexuais no Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança
Interna (ISCPSI), em Lisboa, podem vir a ser expulsos. A hipótese foi
reafirmada ontem pelo ministro da Administração Interna, Figueiredo
Lopes, em Viseu.
Para o presidente da Associação Sindical
dos Profissionais de Polícia (ASPP), o principal sindicato da PSP,
Alberto Torres, as praxes, como a que agora foi denunciada, só
acontecem porque, ao contrário do que defende aquela organização "o
Instituto está aberto a todos os jovens e não apenas àqueles
provenientes da própria PSP".
Durante uma praxe, os caloiros do ISCPSI
terão alegadamente sido "coagidos a lamber" chantili, colocado "na
ponta de um pénis de borracha, aplicado a um manequim de plástico".
Figueiredo Lopes mostrou "total
intolerância" em relação aos acontecimentos, sublinhando que "não é
admissível, nem naquela escola nem em qualquer outra do país, que
actos como estes sejam conotados com praxe". Questionado sobre a
hipótese de os responsáveis poderem vir a ser expulsos da escola, o
governante respondeu com um inequívoco "absolutamente".
"A praxe é um acto salutar e de juventude.
Nunca pode ser uma acção deprimente e condenável como a que ocorreu",
reiterou. Por isso, a tutela pretende "saber por que é que isto
aconteceu". "A minha preocupação é que sejam averiguadas as
responsabilidades a todos os níveis" e que o resultado do inquérito
seja conhecido "o mais rápido possível", sublinhou Figueiredo Lopes.
Alberto Torres, por sua vez, entende que
todas as diligências devem ser feitas até se apurarem
responsabilidades, mas, ao contrário do ministro, acha que a expulsão
da PSP é um castigo demasiado severo. "Não me parece que esta tenha
sido a primeira vez que se fez uma praxe na polícia. Acho que saltar
do oito para o 80, quando nunca foram criadas regras no Instituto de
Polícia, é um pouco exagerado", disse.
O sindicalista adiantou ao PÚBLICO que o
Instituto deveria servir para formar quadros que já estão ao serviço
da PSP e não outros que, vindos de outras instituições, "têm regras
diferentes e que não se coadunam com a segurança dos cidadãos".
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Instalações da PSP em
risco de ruir |
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O edifício onde se encontra instalado o
Comando Distrital da PSP de Castelo Branco correr sérios riscos de
ruir. Quem o admite é o próprio comandante, Martins Cruz, que em
declarações ao JN lamentou o facto de ainda não terem começado as
obras de reparação do telhado, apesar de o Ministério da Administração
Interna (MAI) já ter disponibilizado 150 mil euros para o efeito.
Preocupado com a situação, Martins Cruz afirmou que nos dias em que a
chuva cai com mais força, a água entra nas instalações. "Temos até
algum receio de que o telhado abata sobre as paredes, o que a
acontecer, significa que estas tombariam para a via pública", explicou
o mesmos responsável.
O comandante da PSP de Castelo Branco sublinhou que a derrocada "pode
acontecer a todo o momento", acrescentando que a avaliação feita à
estrutura do imóvel aponta para essa forte possibilidade.
Aliás, após uma deslocação de técnicos do Gabinete de Estudos e
Planeamento de Infra-estruturas do MAI, que alertaram para o risco de
ruína, foram colocadas fitas na via pública de modo a evitar que as
pessoas se aproximem das paredes.
Manifestando-se bastante apreensivo com a demora que se está a
verificar no início das obras, Martins Cruz questiona: "Há falta de
empreiteiros para ninguém pegar na obra?".
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Carro-patrulha
usado para levar disquetes |
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Impressora da esquadra da Areosa está avariada
Único veículo de serviço tem de andar a imprimir o expediente noutras
esquadras |
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A avaria da única impressora da Esquadra
da PSP da Areosa, no Porto, está a causar grandes atrasos no
processamento do expediente e a prejudicar a segurança da área. Isto
porque o único carro-patrulha que existe tem, agora, de andar a
transportar disquetes edocumentos entre várias esquadras, quando
deveria estar apenas afecto ao serviço de patrulhamento.
Na passada segunda-feira, a impressora, que já é quase uma antiguidade
informática (tem cerca de oito anos), cansou-se. Já não é primeira
avaria – da última vez, esteve quase um ano para ser consertada, mas
foi substituída por outra –, e seguiu para o Núcleode Informática do
Comando da PSP do Porto que, por sua vez, a remeteu para Lisboa.
Previsões para o regresso não há.
O caso nada teria de tristemente caricato se outra impressora fosse
cedida à esquadra. O problema é que não foi isso que aconteceu. As
ordens são para "desenrascar" a situação, recorrendo às esquadras mais
próximas, nomeadamente à do Bairro de S. João de Deus, à de Águas
Santas e à de Rio Tinto.
Na prática, isso traduz-se em frequentes viagens do carro-patrulha
(CP) a outras esquadras para imprimir não só todo o expediente que
decorre da apresentação de denúncias por parte dos cidadãos como,
também, os ofícios, as notificações e demais papelada. E se um
queixoso pretender uma declaração que comprove que apresentou uma
participação, tem de esperar que a viatura policial vá à esquadra
buscar a disquete, se desloque a outro departamento para imprimir o
documento e regresse.
A minúscula Esquadra da Areosa debate-se, como quase todas, com uma
enorme carência de meios. Com um dispositivo de cerca de 20 elementos,
há dias em que é preciso deslocar efectivos de outras esquadras para
tripular o único carro-patrulha. Agora, a viatura também serve de
estafeta.

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Praxe pode levar à
expulsão de alunos |
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Direcção Nacional
abriu inquérito aos abusos ocorridos no Instituto de Ciências
Policiais. Ministro exige apuramento de responsabilidades
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A expulsão é o castigo
máximo que pode vir a ser aplicado a alguns alunos do Instituto
Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna (ISCPSI), da PSP,
caso se confirme que submeteram os colegas do primeiro ano a praxes
abusivas, de carácter sexual.
Fonte do gabinete do director nacional da PSP disse, ao JN, que Mário
Morgado mandou abrir o processo na noite de quinta-feira, após ter
sido informado de que os caloiros do ISCPSI teriam sido sujeitos a
praxes que punham em causa a sua dignidade. Os factosmais graves terão
ocorrido na madrugada de terça-feira.
"O director nacional informou de imediato o ministro da Administração
Interna, Figueiredo Lopes, que exigiu o apuramento de
responsabilidades", prosseguiu a fonte, acrescentando que Mário
Morgado ordenou rapidez no inquérito e que as conclusões deverão ser
conhecidas "dentro de duas a três semanas".
A provar-se as acusações, o castigo aos alunos envolvidos será
determinado pelo regulamento e pode ir desde a repreensão verbal à
expulsão. Os responsáveis pela direcção do Instituto também serão
interrogados para se saber "se foram tomadas todas as medidas
possíveis para evitar este tipo de actividades".
Barros Correia, do Sindicato Nacional dos Oficiais de Polícia,
lamentou essa situação e adiantou que, amanhã, o organismo vai pedir à
Direcção Nacional autorização para falar com os alunos. Ex-aluno do
ISCPSI, em 1984, aquele responsável defende a praxe, enquanto acção
que ensina valores como a camaradagem e a lealdade, mas repudia
atitudes que atentem contra a "dignidade das pessoas".

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Figueiredo Lopes
Manda Investigar Praxe de Carácter Sexual em Escola da PSP |
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Os alunos do Instituto Superior de
Ciências Policiais e Segurança Interna, em Lisboa, que terão submetido
caloiros a praxes humilhantes, de carácter sexual, poderão receber
ordem de expulsão se for provada a veracidade dos factos denunciados à
direcção nacional da PSP.
Mário Morgado, responsável máximo desta
polícia, já mandou instaurar um inquérito aos acontecimentos e
suspender as praxes (cujo regime considera ter de ser reavaliado) até
ao final deste ano.
O ministro da Administração Interna,
Figueiredo Lopes, também já ordenou uma investigação ao caso, revelado
na edição de ontem do "Correio da Manhã". Segundo a notícia, na
madrugada do passado dia 18, 41 cadetes do 1º ano do instituto (entre
os quais quatro raparigas), que já estavam sem dormir há duas noites,
devido a "intensos exercícios nocturnos", foram surpreendidos pela
entrada nas camaratas de um grupo de encapuzados aos gritos e aos
murros nos armários.
Os caloiros terão sido forçados a
levantar-se da cama e a ficar de olhos vendados. Depois foram levados
para um ginásio e obrigados a correr às cegas, esbarrando uns nos
outros.
Ainda segundo o mesmo jornal, a seguir a
praxe passou a individual e os alunos foram forçados, um a um, a
entrar num auditório onde estavam presentes cerca de meia centena de
colegas de outros anos e onde começaram por responder a um inquérito
de natureza sexual a que, aliás, já tinham respondido antes,
convencidos de que se tratava de um questionário oficial.
Depois, já sem a venda, foram obrigados a
lamber o "chantilly" que se encontrava na extremidade de um grande
pénis de borracha aplicado a um manequim de plástico.
O director nacional da PSP, Mário Morgado,
já mandou instaurar um inquérito para determinar responsabilidades
neste caso e o ministro da tutela "exigiu a tomada das medidas
necessárias para que os factos sejam apurados", exigindo que "sejam
assumidas as responsabilidades, ao mais alto nível", noticiou a Lusa.
Práticas "vergonhosas"
Estas posições foram tomadas na sequência
de uma participação escrita de um oficial superior da PSP, o
subintendente Viola da Silva, director de departamento na direcção
nacional. Na sua perspectiva, as práticas que se terão verificado nas
praxes são "vergonhosas" e quem esteve na sua origem "nunca deverá"
tornar-se oficial da polícia. "Quem não sabe respeitar a dignidade
humana dos cadetes seus colegas, muito menos respeitará os restantes
cidadãos", considera.
O processo agora instaurado por Mário
Morgado e na sequência do qual serão ouvidas dezenas de pessoas,
poderá ter como desfecho a expulsão dos alunos cuja participação nas
praxes for considerada provada.
legenda: A tutela exige o apuramento de
responsabilidades "ao mais alto nível"
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Escândalo -
Director nacional abre processo disciplinar |
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POLÍCIAS SUJEITOS A PRAXE
SEXUAL |
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Terça-feira,
18 de Novembro de 2003, 01h00. Noite de praxe. Mais uma. Os encapuzados
entram nos quartos aos gritos e aos murros nos armários. Os caloiros do
Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna (ISCPSI), em
Lisboa, onde são formados os oficiais da PSP, estão há duas noites sem
dormir. Em minutos, têm os olhos vendados. Pouco depois, às cegas, correm
uns contra os outros no ginásio. A noite vai acabar no auditório do
instituto, perante meia centena de ‘veteranos’.
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Os 45 cadetes do 1.o ano da licenciatura em Ciências
Policiais, entre os quais quatro raparigas, são coagidos a lamber o
chantili que se encontra na ponta de um pénis de borracha, aplicado a um
manequim de plástico. Anteontem à noite, pouco depois de ser informado do
sucedido, o director Nacional da PSP, Mário Morgado, mandou instaurar um
processo disciplinar para apurar responsabilidades no ISCPSI.
Segundo apurou o Correio da Manhã, o processo disciplinar foi ordenado
pouco antes da meia-noite e os cadetes caloiros ouvidos madrugada dentro. A
decisão de Mário Morgado teve origem numa participação escrita efectuada
nessa mesma noite por um oficial superior da PSP, o subintendente Viola da
Silva, director de Departamento na Direcção Nacional.
Contactado pelo CM, Viola da Silva confirmou ter feito a participação e
pediu que sejam identificados os indivíduos responsáveis por “práticas
vergonhosas”. “Sendo um dos alunos que, com muito orgulho, ingressei nesta
escola, sinto-me envergonhado por ali estarem alguns cadetes com esta
deficiente formação moral”, explicou o oficial da Polícia.
Neste momento, frequentam o ISCPSI cerca de centena e meia de alunos – que,
ao fim de quatro anos de licenciatura, integram os quadros da PSP como
subcomissários. Os caloiros do 20.o curso, 41 rapazes e quatro raparigas,
com uma média de idades de 20 anos, foram os últimos a chegar, no dia 3 de
Novembro.
Desde o ano passado que, por determinação da direcção, todos os
recém-chegados, independentemente da sua situação profissional ou familiar,
ficam em regime de internato nocturno. Na prática, dormem nas instalações
de Alcântara, em Lisboa, de domingo a sexta-feira.
NOITE AGITADA
A situação agravou-se na última terça-feira. Segundo apurou o CM junto de
diversas fontes, os caloiros já não dormiam há duas noites, sendo sujeitos
a “intensos exercícios nocturnos” – o que, além do desgaste psicológico,
explica os hematomas que vários cadetes apresentam em diferentes partes do
corpo.
À 01h00, grupos de encapuzados invadiram os quartos, gritando e dando
murros nos armários. Os caloiros terão sido obrigados a sair da cama e
vendados de imediato. Depois de passearem por vários locais do instituto,
os cadetes de 1.o ano, ainda de olhos vendados, são levados para o ginásio
e obrigados a correr, embatendo uns contra os outros.
A caminho do auditório, descreveram as mesmas fontes, houve ainda tempo
para mais uma sessão de exercício físico. A seguir, a praxe tornou-se
individual. Os caloiros, um a um, foram obrigados a entrar no auditório e,
diante de uma assistência de meia centena de alunos de outros anos,
confrontados com as respostas a um inquérito de natureza sexual a que
tinham respondido dias antes, segundo alegam, convictos de que era oficial.
A venda saiu logo a seguir dos olhos, mas o cadete de 1.o ano permaneceu no
mesmo lugar. Cada caloiro, os 41 rapazes e as quatro raparigas, foi então
coagido a lamber o chantili que se encontrava na extremidade de um “grande
pénis de borracha” aplicado a um manequim de plástico.
“Os indivíduos que se prove legalmente estarem na origem destas práticas
vergonhosas nunca deverão tornar-se oficiais de polícia, pois quem não sabe
respeitar a dignidade humana dos cadetes seus colegas, muitos menos
respeitará os restantes cidadãos”, referiu ao CM Viola da Silva,
subintendente que frequentou o curso que inaugurou o estabelecimento de
ensino superior da PSP.
O processo disciplinar instaurado por Mário Morgado deverá apurar
responsabilidades a todos os níveis no ISCPSI e poderá mesmo culminar com a
expulsão dos alunos cuja participação nas praxes seja considerada provada.
PORMENORES
CRIMES
Os actos de natureza sexual a que terão sido obrigados, durante a última
semana, os cadetes caloiros da licenciatura de Ciências Policiais do
Instituto Superior da PSP podem constituir crime de coacção.
INTERNATO
O regime de internato nocturno é obrigatório para os cadetes do primeiro
ano, independentemente da situação, que pernoitam nas instalações de
domingo a sexta-feira. Os alunos dos 3.o e 4.o anos podem dormir fora.
RAPIDEZ
O processo disciplinar ordenado pelo director Nacional da PSP, Mário
Morgado, começou a correr durante a madrugada de anteontem, pouco depois de
ter sido entregue a participação por escrito, assinada por um oficial.
”ESTIVE DUAS NOITES SEM DORMIR E NUNCA FUI TÃO HUMILHADO”
Os olhos estão cansados, a voz sai devagar. “Há duas noites que não
conseguia dormir”, diz o cadete caloiro. Na terça-feira, tal como os
colegas, quarenta rapazes e quatro raparigas, depois de correr de olhos
tapados e de efectuar “exercícios físicos violentos”, foi obrigado a lamber
chantili colocado na ponta de um pénis de borracha. “Nunca me senti tão
humilhado. Foi uma coisa horrível”, revelou ao Correio da Manhã o caloiro
de Ciências Policiais.
INSTITUTO FORMA FUTUROS OFICIAIS
É no Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna (ISCPSI)
que entram os jovens civis – e pessoal de carreira da PSP – que têm o sonho
e ambição de ser oficiais daquela Polícia.
Instalada no edifício do antigo Convento do Calvário, em Alcântara, Lisboa,
a instituição conta nesta altura com cerca de 130 alunos. Estão a
frequentar um curso de quatro anos mais um de estágio. Nele aprendem, entre
outras matérias, direito, organização policial, línguas, informática,
armamento, defesa pessoal e matemática. Uma vez terminado o curso, começam
a carreira na PSP como subcomissários, maioritariamente na chefia de
esquadras.
A admissão para o ISCPSI é exigente. Em 2002 candidataram-se 619 pessoas
mas só 29 foram aceites após as provas de selecção. Para entrar no ISCPSI é
necessário ser-se português, ter menos de 21 anos, 1,65 metros de altura
para os homens e 1,60 para as mulheres e, entre outros, ter aprovação no
secundário e nota de candidatura igual ou superior a 10 valores. O projecto
de criação do ISCPSI (ainda enquanto Escola Superior de Polícia), que data
de 1979, tinha em vista a substituição gradual dos Oficiais do Exército a
prestar serviço na PSP.
PROBLEMAS NOS INSTITUTOS CIVIS
TIJOLO
Já este ano lectivo, um grupo de cinco alunos do Instituto Superior de
Engenharia de Coimbra foi praxado de forma violenta. Os estudantes foram
obrigados a atar, com um cordel, o pénis a um tijolo. Depois, o tijolo era
atirado de uma escadaria, mas antes de atingir o chão o cordel era cortado.
Além disso, alguns dizem que tiveram de beber água de um copo onde antes um
‘veterano’ teria mergulhado o órgão sexual.
ORGASMO
Em Setembro de 2002, uma aluna da Escola Superior de Saúde do Instituto
Piaget de Macedo de Cavaleiros queixou-se ao Governo que foi obrigada, numa
sessão de praxes, a despir-se, simular o acto sexual e o orgasmo
esfregando-se num poste de energia eléctrica e em colegas e a virar a roupa
do avesso. Foi também obrigada a imitar um burro e a insultar a família.
Caso está em tribunal.
ASSALTO
A 2 de Outubro, um grupo de onze caloiros cumpriu uma praxe ordenada pelos
veteranos do Instituto Superior Técnico (pólo de Oeiras). Simularam um
assalto a um banco, a Caixa Geral de Depósitos de Oeiras. Uma empregada
accionou o alarme e a PSP apareceu, o que podia ter gerado uma situação de
segurança muito complicada. Foram parar à esquadra e agora estão sujeitos à
justiça dos tribunais e da universidade.
BORGA
Os caloiros do curso de Gestão de Empresas do Politécnico de Bragança
denunciaram uma praxe invulgar: estão obrigados a mês e meio de farras
consecutivas. Quem se recusar sujeita-se a represálias, dizem. O ritual
acontece todas as noites levando os alunos a faltar com regularidade às
aulas da manhã. A Comissão da Praxe garante que as noitadas só estão
autorizadas às quartas-feiras, o que contraria as queixas dos estudantes.
DEJECTOS
Em Outubro de 2002, uma aluna da Escola Superior de Agronomia de Santarém –
caloira de engenharia agro-alimentar – apresentou queixa por ter sido
praxada com esterco de porco na cara, no peito e no cabelo. A tortura terá
demorado várias horas. Os praxadores foram sujeitos a processos
disciplinares instaurados pela instituição de ensino.
Comentários
- Ex.Urubu (com muito gosto)
No meu tempo não nos davam o prazer do chantili. Nunca achei degradante e
tenho muitos amigos que vêm desse tempo. O sr. Viola quando fez o estágio de
Com. na ESP decerto assistiu a algumas sessões de praxe, como ex-aluno que
era. Tenho pena que, como oficial, não tenha intervido e denunciado a
situação, pois ela existe desde 1985. A sua esposa não é mais digna que
todas as outras mulheres que já passaram pelo ISCPSI. A srª quando for
oficial e tiver um problema para resolver vai chamar o marido? Não tem
perfil.
- antónio quaresma
O aluno que refere que os cadetes deveriam ir para a prisão como o Bibi e
que os cadetes fazem isto porque não toca às irmãs nem mães deles tem razão.
Afinal o SubIntendente só se queixou porque não gostou do que fizeram à
mulher. Será a mulher dele melhor que as dos outros que por lá passaram?! É
que ele foi um dos iniciadores da praxe na ESP (actual ISCPSI). Punam-se os
subintendentes. As 1ªs mulheres da ESP sofreram muito mais. Será que a minha
mulher é mais digna que a dos outros? Não creio.
- Anónimo
Os professores sempre viram os alunos a dormir nas aulas e nada fizeram, em
quase 20 anos. Uma colega minha casada, mãe de dois filhos, e o senhor que
agora se preocupa com a mulher dele sabiam do que se passava (sim porque
todos sabiam) e não se incomodou. Também ela esteve para desistir várias
vezes, mas foi uma mulher com M grande e hoje é uma estimada e respeitada
oficial de polícia. Sou anti-praxe e espero que acabe nestes moldes, mas
porquê punir cadetes? Todos tinham conhecimento e nada foi feito.
- Fernando Pinheiro
Sou ex. aluno. Terminei o curso há já alguns anos. Fui praxado precisamente
da mesma forma que estes foram. O que quero deixar claro é o seguinte:
Sempre fui anti-praxe e sempre me repugnaram determinadas situações, mas
como alguém disse isso acontece uma noite e fisicamente nada acontece.
Passei muitas noites sem dormir, na altura diziam-me que era uma preparação
para as noites que um polícia passa sem dormir quando está de serviço. Punir
os cadates porquê? LISBOA
Domingo, 23 Novembro
- Manuel Tavares
Acho bastante interessante que o Subintendente Viola da Silva apenas tenha
tido conhecimento das praxes, vinte e tal anos após a génese do curso!!!
Ainda para mais sabendo-se que é oriundo da Escola!! Valores mais altos se
levantam!!! A hipocrisia devia ser crime... Parece-me que está aberta a
audiência, julgue-se e condene-se os culpados, quem sabe estes não serão já
subintendentes... ou será que a praxe começou apenas este ano??
- Tito Fernandes
Comentários idênticos aos redigidos pelos Srs. Freire e Gnres não merecem
qualquer respeito. Quem é que são essas personalidades para questionar o
valor de uma panóplia de pessoas formadas na Escola Superior de Polícia ou
no Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna? Quem os
ouvir falar deve pensar que são uns excelentes profissionais!!! Ou quem sabe
uns polícias perfeitos!!! Gostava de os ver a dispender o seu tempo em
questões profissionais, em detrimento da vida pessoal
- cesar
Estes índividuos que vão para a E.S.P. ñ param de me supreender. Lembram-se
daquele Cadete desta mesma escola q a coisa de dois anos atropelou um Agente
da P.S.P para fugir a uma operação STOP, pois é esse Senhor hoje é Oficial
da P.S.P, e como este ñ foi expulso estes também ñ o serão, infelizmente. Pq
para a ESP só entram filhinhos do Papá e esposas de Papás. Tenho pena dos
homens da P.S.P. q tem q aturar estes PUTOS como seus oficiais
- A. Bramão e H. Ramos
É curioso verificar que cada comentário aqui publicado tem um interesse
específico... Diria mesmo que muitos abutres aproveitam a oportunidade para
manipular a opinião pública.Vou tentar criar uma amostra dos comentadores.
Aqui vai: 50%líderes sindicais do SPP, 20% Agentes/Chefes com processos
disciplinares levantados por oficiais, 10% membros da AOP,6%alunos praxados,
5% veteranos e ex-alunos do ISCPSI, 5% cidadãos que já foram multados por
questões de trânsito, 4% curiosos.
- DAVID
O que eu me admiro é como ainda há gente que se admira que estas coisas
acontecem . Só quem não está directamente relacionado com estas instituições
e com a sociedade portuguesa é que ainda se admira . Basta ver o que
acontece, também, na vida militar, entre outras, para constatar que os
direitos dos cidadãos são letra morta . É este o Portugal que temos
infelizmente .
- Zé Martins
Os alunos que praxam outros são os menos inteligentes. Os grandes
responsáveis pelas praxes não são os alunos mas os reitores das
universidades que permitem essas práticas. Se os queixosos metessem os
reitores em tribunal as praxes acabavam rapidamente nas universidades
- PSP
Comentários para quê.... vergonha. É preciso que se dê o exemplo para o
País. Só com expulsão dos alunos envolvidos. Pois porque ainda não passam
disso, meros alunos. Força sr. DN - sem piedade
- Maria G.
Será que o queixoso desconhecia a existência de praxes? Era estranho visto
que também frequentou a Escola! Sou contra praxes e desconheço os seus
objectivos, mas sendo verdade a informação da esposa do referido senhor
oficial ser a pessoa visada, então é um pouco pior que as praxes usar-se o
lugar que se ocupa numa instituição em proveito pessoal.É fácil incriminar
alunos que possivelmente também receberam as mesmas praxes mas tiveram a
pouca sorte de não ter um familiar em lugar de destaque.Lx
- João Santos
Chega de tanta cretinisse! Há que usar mão dura neste país! Até que enfim
que haverá castigos exemplares contra os praxadores. Acho piada aquela
justificação parola de que a praxe é necessária para as pessoas se poderem
conbhecer!Usem melhor o dinheiro dos nossos impostos, e depois não venham
dizer que não querem pagar propinas. Claro que agora refiro-me aos alunos
das universidades, que tal como estes alunos da PSP andam a esbanjar o nosso
dinheiro. Estão naquelas instituições para aprender!
- antonio almeida
As praxes, tão em voga, nos establecimentos de ensino superior, tornaram-se
em actos degradantes de enorme baixeza cívica e moral.O facto de haver
comentadores que apoiam estes actos,leva-me a pensar que são pessoas que
tomaram parte activa nesta selvajaria.Penso que os responsáveis devem ser
expulso da escola da Polícia. Porto
- aluno
Até que enfim, que houve alguém que teve a coragem de denunciar uma situação
que a muitos desagrada. Muitos têm feito esta "praxe" contraríados e apenas
por medo das ameaças que lhes fazem. Este grupo de mafiosos e cobardes têm
de ser expulsos, pois são indignos de serem oficiais de polícia. Deviam ir
para trás das grades e fazer companhia ao bibi. Pois concerteza que se
fossem as mães deles ou as irmãs já não achavam piada aquilo.Pede-se que a
investigação seja levada até ao fim com coragem.Lsb
- gnres
A mui nobre PSP segue desenfreadamente no caminho do abismo. Os senhores
Oficiais oriundos da ESP (salvo raras excepções) mais não fazem do que
acelerar essa queda, tal é a sua incompetência.Porque será que nunca ninguém
chumba naquele curso? Incrível não é?
- Constituição da República
Artigo 25.º(Direito à integridade pessoal) 1. A integridade moral e física
das pessoas é inviolável. 2. Ninguém pode ser submetido a tortura, nem a
tratos ou penas cruéis, degradantes ou desumanos.Artigo 26.º(Outros direitos
pessoais) 1. A todos são reconhecidos os direitos à identidade pessoal, ao
desenvolvimento da personalidade, à capacidade civil, à cidadania, ao bom
nome e reputação, à imagem, à palavra, à reserva da intimidade da vida
privada e familiar e à protecção legal contra quaisquer formas de
discriminação. 2. A lei estabelecerá garantias efectivas contra a utilização
abusiva, ou contrária à dignidade humana, de informações relativas às
pessoas e famílias. 3. A lei garantirá a dignidade pessoal e a identidade
genética do ser humano, nomeadamente na criação, desenvolvimento e
utilização das tecnologias e na experimentação científica. 4. A privação da
cidadania e as restrições à capacidade civil só podem efectuar-se nos casos
e termos previstos na lei, não podendo ter como fundamento motivos
políticos.Artigo 27.º(Direito à liberdade e à segurança) 1. Todos têm
direito à liberdade e à segurança. 2. Ninguém pode ser total ou parcialmente
privado da liberdade, a não ser em consequência de sentença judicial
condenatória pela prática de acto punido por lei com pena de prisão ou de
aplicação judicial de medida de segurança.
- Observador
E isto será só a ponta de um véu que cobre o caracter de quem comanda a
policia e que passou pelo mesmo achando, tal como outros ainda acham, que
assim se adquirem valores como a lealdade, honra e camaradagem. Gostava de
saber como isso acontece ao andarem às cabeçadas uns aos outros e coisas
mais. E ainda quer a instituição avaliar os Agentes e Chefes, com que moral?
E quem avalia os Oficiais??
- Sofia Sousa
Para o Sr. Antonio Vilela:Com essa mentalidade agradeço que continue a viver
nos EUA, que é melhor país que o nosso!!!Prefiro 3.000 praxes da PSP
Portuguesa a uma Guerra ilegal contra um país por interesses
económicos...Sr. Vilela continue nos EUA e eu continuarei desde Tenerife-
España, orgulhosa de ser PORTUGUESA!
- Freire
Mais uma vez a verdade dos factos só vêm a público quando um dos graúdos se
sente incomodado ou incomodaram um dos seus por que de resto é o deixa
andar.Sempre tive duvidas que na ESCPSI formasse homens para comandar outros
Homens, pois oficiais na rua nem vê-los (Têm medo) e a referida escola
superior ministra todos os tipos de cursos menos o de Polícia.Que moral tem
um oficial saído dessa escola superior para reprender ou castigar um
subalterno quando ele não tem moral nem respeito.
- JACORBAR
Obviamente que a praxe sendo feita com objectivos construtivos, faz
falta...mas não é com este tipo de "números", que vamos criar laços de
camaradagem e lealdade entre os alunos (futuros oficiais de
polícia)!!!Lisboa
- M.Martins
Quem precisar da ESP para aprender e assimilar valores como a lealdade,
honra e camaradagem não reune condiçoes para lá por os pés. Como policia
regeito essa coversa da treta e desculpabilizante.
- Maria Luisa -Porto
Quero dizer ao Gaspar que os silêncios perante qualquer tipo de violência,
seja sob que pretexto for, são só cumplicidade com a mesma violência e assim
ela nunca acabará.Passa-se o mesmo na violência doméstica - quanto mais as
mulheres se calam e mais vergonha têm de a tornar pública mais continuam a
ser vitimizadas. O que se passou na escola da polícia é crime e não é por tu
te calares que deixa de o ser.
- Agente
Acho bem que esses meninos que praxam sejam punidos e muito bem punidos
disciplinarmente. Com atitudes dessa natureza que "ricos" oficiais de
policia deveriam ser. Agora lamento que atitudes destas venham para a praça
pública, o que só enegrece os profissionais da P.S.P. Toda a vida houveram
praxes, agora é necessário saber respeitar o ser humano. Cambada de
irresponsáveis, os que exageram e os que trazem assuntos do foro interno
para a praça pública.
- Emanuel Sampaio
Que belo exemplo dos nossos futuros defensores da dignidade e direitos
humanos! Na verdade, estamos muito bem servidos de potenciais carrascos.
Força, é assim mesmo! Gente desta estirpe é que é necessária para nos levar
aos gloriosos tempos da idade da pedra.
- Rico Leal
É a irreverência da juventude! Dirão alguns. E a dignidade humana não merece
respeito? Sujeitar homens e/ou mulheres a tamanha humilhação é duma baixeza
moral inqualificável e merece das pessoas de bem deste país a mais veemente
condenação. Não é com certeza este o perfil ético-moral que se espera dos
futuros Comandantes de Polícia e assim sendo a PSP com certeza que agirá em
conformidade. Uma pergunta aos autores de tão condenável acto: Como
reagiriam se os caloiros fossem vossos familiares (pai, mãe, filhos,
filhas...)? Se bem, não podem ser bons profissionais de Polícia porque não
são bons cidadãos. Louriçal
- amtonio luz
Julgava que vivia num país minimamnte civilizado.Afinal verifico que vivo
num país de alienados mentais e sem principios, não estaremos num país de
doentes morais?A . Luz
- sextus
Vivam os urubus...mesmo que alguns tenham de meter a Viola num saco...
- ANTI-MATRIX
CAMBADA DE ATRASADOS MENTAIS ESTES QUE PRAXAM
- Tomas VIOLA
Maria do Céu Viola da Silva! Este é o verdadeiro problema do ISCPSI! Nunca
ninguém se queixou de nada pois toda a gente acaba por perceber o verdadeiro
sentido da praxe!Mas este ano O Subintendente Viola da Silva não quer que a
sua esposa seja praxada(ALUNA DO 1ºANO do ISCPSI).Gostava de saber porque é
que isso ñ vem mencionado no Artigo.
- Tomas Viola
São 20 anos de tradição durante os quais todos os alunos do 1º ano passaram
pelos mesmos processos.Só este ano que a mulher do Subintendente Viola lá
está é que se lembraram de se queixarem.Trata-se de uma única noite em que
isto acontece depois da praxe continuam como um longo e produtivo processo
de integração sem o qual ninguém poderia viver normalmente na familia do
ISCPSI.A praxe nesta instituição ensina-nos muitas coisas sobretudo valores
como a lealdade, honra e camaradagem.
- Fernando Brito
Vossa Excelência Senhor subintendente Viola da Silva, director de
Departamento na Direcção Nacional, é uma pessoa integra, respeitada e ao
tomar esta atitude de grande homem está também a castigar quem não merece
pertencer a tão nobre instituição, como é a Polícia de Segurança Pública. Vá
para a frente com os castigos e se necessário, expulse quem não dignifica a
Polícia. Muito Obrigado Senhor Subintendente.
- Antonio Vilela
Parece Mentira o que vejo na Internet. Será que os Responsáveis vão
agarrados? ONDE está tanto DINHEIRO que o nosso GOVERNO paga,e é pago para
estas COISAS? Vivo há 30anos em EUA e sinto vergonha ao ver isto no meu
País! Até quando?
- mário rocha
Assim entre eles, como devemos esperar que sejam para nós????
- Gaspar
Desde muito cedo que aprendi a resolver os problemas que me afectam sem
necessitar de os dar a conhecer a pessoas que não compreendem a sua origem e
significado. É imcompreensível como alguém se faz valer da comunicação social
e exterioriza para fora de uma instituição algo que se pode resolver
devidamente, sem que seja do conhecimento público.Lisboa
- Dark angel
será que esta sitaução só foi participada, por haver entre os cadetes a
esposa de um GRAÚDO......... como diria o outro vocês sabem do que eu estou a
falar.....
- Bico de Obra -
Lisboa
A Escola Superior de Policia de um país que se diz democratico e o espelho de
uma sociedade decadente e a necessitar urgentemente de reformas, tal como a
PSP. Isto é so um pequeno exemplo de um oceano de problemas, agora tentem
imaginar estes "Senhores", futuros Oficiais de Policia a comandar
agentes e Chefes de Policia. o meu obrigado. Lisboa
- AGÁ
Esses praxantes (energumenos) devem ser pura e simplesmente expulsos do
ISCPSI,como bem refere o subintendente Vilola da Silva. Aliás, os praxados
deviam apresentar queixa crime contra esses abjectos "seres
humanos". Imagine-se o tratamento dado ao cidadão comum em esquadras
dirigidas por tal "gente"!!!
- São Pagê - ESP
Tenho pena que queiram comparar a praxe do ISCPSI com os casos passados em
outros institutos públicos. O que se passou no Instituto da PSP foi uma
tradição que não tem nada ver com praxe e muito menos a ver com coacção à
prática de actos sexuais, pelo que não ofendem ninguem nem mesmo os caloiros,
pelo que só servem de convivio numa noite de confraternização entre os
veteranos e Urubus (caloiros. Tenho pena que festas dessas não sejam
realizadas mais vezes porque cria laços de amizade.

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Comando da PSP com novo
director |
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Oliveira Pereira vai
assumir a direcção do Comando Metropolitano da PSP Sob sua alçada
ficarão dois milhões de pessoas. |
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O superintendente Francisco Oliveira
Pereira, de 53 anos, é o oficial indigitado pela Direcção Nacional
para suceder a Gaspar Fernandes na direcção do Comando Metropolitano
da PSP de Lisboa (Cometlis). Porém, a sua tomada de posse só terá
lugar depois de recuperar do grave acidente de viação de que foi
vítima há uma semana, apurou o JN.
Oliveira Pereira é um oficial como uma vasta qualificação académica e
experiência profissional, além de ser considerado "um homem de
personalidade vincada e excelente preparação humanística". Para muitos
dos polícias que comandou nos últimos anos, "é um oficial que tem
pautado a sua actuação por um elevado profissionalismo e competência".
Licenciado em Ciências Militares e, em 1997, frequentador do estágio
de actualização para oficiais superiores no Instituto Superior de
Ciências Policiais e Segurança Interna, Oliveira Pereira conta com uma
vasta folha de serviços. Em 1984, foi ajudante de Campo do governador
de Macau e no ano seguinte comandante da Divisão Policial naquele
território, responsável pela orientação de 630 agentes e pela
segurança pública e prevenção criminal de 410 mil habitantes.
Depois de, em 1992, como subdirector para a área do ensino, ter
passado pelo Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança
Pública, foi adjunto do gabinete do primeiro-ministro e oficial de
segurança e, em 1996, comandante da divisão policial de Cascais. Aqui
destacou-se pelo empenho e comando em raídes anti-crime e anti-droga
em bairros até então classificados como problemáticos.
Dois anos mais tarde, em 1998, foi nomeado comandante da divisão
policial da Expo'98 e delegado da PSP na Autoridade Coordenadora de
Segurança, criada no âmbito daquele evento. Entre 99 e 2003 exerceu
funções em departamentos da direcção nacional da PSP e, até ao
momento, desempenha, em acumulação, o cargo de Coordenador Nacional de
Segurança Pública, para o Euro 2004.
Como novo comandante do Cometlis, o superintendente Oliveira Pereira
vai ter na sua dependência oito divisões policiais em Lisboa e quatro
na periferia, responsáveis pela segurança de quase 2 milhões de
habitantes.

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Polémica - posse
de directores adjuntos |
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DIRECTOR DA POLÍCIA LANÇA
APELO À UNIÃO |
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O director
nacional da Polícia de Segurança Pública, Mário Morgado lançou ontem vários
recados, durante a tomada de posse como directores nacionais adjuntos dos
superintendentes Gaspar Fernandes e Azevedo Sobral. Em causa, várias dúvidas
tornadas públicas a respeito não só de alguns dos nomeados, como da forma
como estes o foram.
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“É incompatível com um clima institucional saudável que,
recorrentemente, aquando da nomeação de pessoas competentes e de bem para
lugares de responsabilidade, logo sejam desencadeadas agressivas campanhas
difamatórias, sem qualquer consistência ou base objectiva e quase sempre a
coberto de um significativo anonimato”, disse o responsável máximo da PSP,
perante uma das mais concorridas tomadas de posse dentro da instituição.
Depois de garantir que “qualquer responsável da PSP cessará as funções de
direcção ou comando” quando haja conhecimento de “indícios consistentes da
prática de factos graves” e quando se verifique “em processo de natureza
criminal, existência de acusação proferido por magistrado judicial ou do
Ministério Público”, Mário Morgado fez comparações com o mundo do futebol:
“Quem forma a equipa, quem coloca as peças no terreno e quem decide quem joga
na linha avançada não é o balneário: é o treinador”.
No seu discurso, o director nacional fez ainda um pedido, seguindo a
linguagem futebolística: “Vamos todos reforçar os laços no balneário e tratar
de marcar cada vez mais golos”.
No acto de ontem registaram-se outras nomeações. O superintendente chefe
António Chumbinho tomou o cargo de director da Escola Prática de Polícia,
superintendente Pinto do Carmo de comandante da PSP/Madeira, superintendente
Guedes da Silva do comando da Polícia de Setúbal, subintendente Guerreiro
Cabrita do comando da PSP de Faro e os comissários Luís Elias e Resende da
Silva dos cargos de chefes da Divisão da Prevenção, Criminalidade e
Delinquência e da Divisão de Estudos e Planeamento Operacional,
respectivamente.

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Concurso chumbado |
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Polémica Júri pode anular concurso de superintendentes-chefes e põe em
causa critérios definidos
Já foram entregues recursos de candidatos
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As duas actas do concurso para
superintendentes-chefes da PSP podem levar à sua anulação. Para já,
alguns oficiais recorreram dos resultados e, enquanto se espera por
uma decisão, os superintendentes Azevedo Sobral e Gaspar Fernandes
tomam hoje posse como directores nacionais adjuntos da Polícia.
Na primeira acta, datada dos inícios de Outubro, o júri analisou as
regras do concurso e ficou com "o sentimento que as fórmulas
encontradas, onde alguns factores se sobrepõem a outros, podem
originar distorções que eventualmente conduzam a resultados injustos".
A segunda acta é mais contundente. No documento datado de 17 de
Outubro, a que o JN teve acesso, o júri "confirma os receios expressos
na acta nº1". Depois, "e após a aplicação das regras constantes do
aviso de abertura do concurso", considera que "o estabelecimento de
pontuação máxima de 20 valores prejudica os concorrentes que
ultrapassam e beneficia aqueles que somente o atingem ou dele se
aproximam".
O júri alega ainda que "o coeficiente atribuído ao Registo Disciplinar
está claramente subvalorizado. Se o desempenho do serviço é
importante, mais importante será se for bem desempenhado
(louvor/condecoração)". Relativamente à antiguidade da carreira, diz
que esta é apenas valorada em 0,020, "enquanto a antiguidade no posto
de superintendente é de 2,000, ou seja, 100 vezes mais", pelo que,
conclui, "afigura-se desajustado".
O desempenho de funções também suscitou dúvidas, já que os
coeficientes atribuídos "são claramente excessivos e determinantes". E
vai mais longe nas suas explicações. "Bastará desempenhar um dia as
funções de pontuação elevada para conseguir uma posição cimeira e
ultrapassar outros concorrentes que desempenharam funções igualmente
meritórias".
Estas actas estarão na origem da demissão do director nacional-adjunto
de Operações e Segurança, que não terá concordado com os critérios do
concurso.
Ao que o JN apurou o advogado Alexandre Zagalo, estará a patrocinar os
oficiais descontentes com o concurso. O advogado escusou-se a
confirmar e a prestar qualquer tipo comentários sobre este assunto.
Perante os resultados das actas, o concurso de superintendentes-chefes
vai ser anulado?
O concurso observa, em absoluto, os parâmetros legalmente
estabelecidos, pelo que não há a mínima razão para tal.
A nomeação dos superintendentes Azevedo Sobral e Gaspar Fernandes para
directores-adjuntos não viola a lei orgânica da Polícia, nº5/99,
artigo 84 nº2?
A nomeação de oficiais da PSP para os mais elevados cargos de direcção
e comando pressupõe sempre uma decisão ministerial e um juízo de
valor, por quem nomeia, do perfil dos nomeados, tendo em consideração
a natureza das funções a desempenhar. Para garantir um universo de
recrutamento mais amplo, a lei permite que os oficiais sejam nomeados
para desempenhar funções correspondentes aos postos superiores.
A contestação à sua liderança significa falta de diálogo?
Tem havido um diálogo regular com todos os sectores da PSP. Depois de
dialogar tenho o dever de tomar decisões.

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Oficiais na prateleira
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Polémica
Director Nacional da Polícia desmente acusações e garante que os
superintendentes estão a desempenhar funções compatíveis com posto .
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Alguns
superintendentes-chefes da PSP estão a ponderar a hipótese de
processar o Estado Português, por não estarem, alegadamente, a exercer
funções compatíveis com a sua graduação. Os oficiais em causa
sentem-se "na prateleira", situação que se mantém desde
Dezembro de 2002.
Segundo a lei, os superintendentes-chefes apenas podem comandar as
áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, Açores e Madeira, assumir o
comando da Escola Prática de Polícia ou exercer um cargo no Instituto
Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna ouna Direcção
Nacional.
A situação, que está a causar um certo mal estar, é tanto mais grave
quanto é certo que, segundo fontes contactadas pelo JN, "há
subintendentes a exercerem funções de superintendentes. As mesmas
fontes notam que, na PSP, "não existe nenhum intendente".
O director nacional desmente a "inoperacionalidade" destes oficiais e
garante que se encontram "a desempenhar funções compatíveis com o seu
posto". Assegurando que "todos os elementos da PSP estão a trabalhar
em prol da instituição, Mário Morgado diz que "não prescinde de
refrescar a cadeia de direcção e comando".
Segundo o chefe de gabinete de Morgado, os superintendentes-chefes
"estão a trabalhar no Gabinete de Pesquisa e Investigação",
departamento onde, de acordo com a lei, "apenas podem estar
superintendentes-chefes e superintendentes".
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