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Oito oficiais
acusados pela inspecção-geral |
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A Inspecção-Geral da Administração Interna
já acusou oito oficiais da Escola Prática de Polícia (EPP) de violação
dos deveres «de zelo» e de «aprumo», por receberem indevidamente
dinheiros públicos, soube o DN. Tais factos surgiram na sequência das
investigações motivadas pelas denúncias de um agente que acusou 17
elementos do estabelecimento de ensino de cometerem diversos actos
ilícitos.
Neste momento, um outro oficial está suspenso, enquanto o processo
referente a um décimo indivíduo foi arquivado. Todos os acusados
incorrem em penas disciplinares de suspensão que variam entre os 20 e
os 120 dias. A IGAI tem ainda de se pronunciar sobre os casos de sete
responsáveis da EPP. Ao mesmo tempo, decorre uma investigação sob
tutela do Ministério Público, que não produziu qualquer despacho sobre
o assunto.
A IGAI tem notificado os arguidos em grupo. Há algumas semanas foi a
vez de cinco elementos que conheceram as decisões da equipa liderada
pelo juiz Rodrigues Maximiano. No final da semana passada, foram mais
cinco oficiais que ficaram a saber o resultado da análise da inspecção
às denúncias efectuadas em 2001 por Fernando Rodrigues, que na altura
era adjunto da área jurídica.
Estes últimos têm agora 20 dias para apresentar a sua defesa.
O processo iniciou-se no final de 2001, quando o chefe Rodrigues se
insurgiu contra a existência de pagamentos indevidos de ajudas de
custo. Mas associado a esta acusação apresentou ainda à direcção
nacional da PSP casos que considerava de gestão danosa, violação dos
deveres profissionais, peculato, falsificação de documentos e burla.
Todos estes crimes acabaram por ser confirmados por uma fiscalização
da IGAI, cujos resultados foram divulgados pelo Ministério da
Administração Interna, em Maio de 2003. Estas suspeitas envolviam
cinco oficiais superiores da EPP e 12 oficiais e chefes, ou seja toda
a estrutura superior da escola responsável pela formação de agentes da
PSP.
Recorde-se que após as primeiras denúncias a Inspecção-geral da
Polícia analisou as eventuais irregularidades, mas acabou por arquivar
o processo.
Só após nova insistência de Fernando Rodrigues, em 2002, é que foi
decidido pelo ministro Figueiredo Lopes remeter o assunto para a
inspecção do ministério. Que confirmou as suspeitas de ilegalidades e
instruiu os respectivos processos disciplinares, cujas decisões
começam agora a ser conhecidas.
ADVOGADO Um dos técnicos envolvidos nas denúncias de Fernando
Rodrigues, agora colocado na biblioteca da escola, é alvo de uma
queixa na Ordem dos Advogados, sendo suspeito de exercer ilegalmente
advocacia fora da EPP, podendo ser acusado de «procuradoria ilícita».
Fontes contactadas pelo DN dizem que a lei estatuária não permite as
duas funções. A provar essa acumulação, o funcionário responsável pela
divulgação dos casos investigados apresentou um documento em que um
agente afirma ter entregue 250 euros ao elemento em causa para este
lhe tratar de um assunto pessoal. O oficial encaminhou o policia para
outro causídico, mas, frisa, sem devolver o dinheiro.
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Director
Nacional da PSP Defende Alargamento de Poderes da Polícia
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Abrir a possibilidade aos órgãos de
polícia criminal de realizarem buscas domiciliárias durante a noite,
em casos especiais como os de tráfico de estupefacientes ou de
criminalidade organizada, é uma das propostas defendidas pelo director
nacional da PSP, o juiz Mário Morgado, tendo em vista o reforço do
sistema de segurança interna. As ideias de Mário Morgado foram
apresentadas, ontem, na sessão de abertura do I Congresso de Processo
Penal, no Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança
Interna, em Lisboa.
No seu entender, o sistema jurídico
português apresenta "lacunas" no âmbito das medidas de polícia de
direito administrativo (distintas das de processo penal) que limitam a
"desejável eficácia policial". Para as ultrapassar, Mário Morgado
defende um conjunto de propostas que já apresentou, inclusive, na
Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais e Direitos.
Face à aproximação do Euro 2004, o
director nacional da PSP entende, por exemplo, que "condicionar o
acesso a determinados espaços ou eventos a pessoas conotadas com a
actividade criminal ou perturbadoras da ordem pública, incluindo a sua
eventual detenção de curta duração, desde que uma e outra sejam
devidamente fundamentadas e comunicadas à autoridade judiciária
competente", se revelaria de "particular utilidade."
Entre várias outras medidas que, na
opinião de Mário Morgado, contribuiriam para reforçar a segurança
interna e agilizar a justiça penal, inclui-se a possibilidade do
recurso a "mecanismos de vídeo-vigilância em lugares públicos e, bem
assim, o princípio da validade dos respectivos registos de som e
imagem como meios de prova".
O responsável da PSP mostra-se também
favorável à possibilidade de os órgãos de polícia criminal "procederem
a identificações, revistas e buscas nos meios de transporte, nos
lugares públicos ou nos lugares abertos ao público, independentemente
de despacho da autoridade judiciária" em casos como "suspeita de posse
ou guarda de objectos ou substâncias relacionados com a prática de um
crime"; "lugares onde se proceda à reparação ou desmantelamento de
veículos automóveis ou seus acessórios;" "lugares de diversão nocturna
abertos ao público e lugares habitualmente frequentados por
delinquentes ou onde tenha ocorrido qualquer crime de natureza
pública" ou "na via pública, em situações de perturbação da ordem".
António Rodrigues Maximiano,
procurador-geral adjunto e inspector-geral da Administração Interna,
manifestou ao PÚBLICO as suas reservas quanto à aplicação de algumas
destas medidas. "É uma questão de grande melindre", considera. "Se
isso se traduz por meros actos policiais, não é novo... Agora, se vai
criar excepções na área dos direitos fundamentais, tenho algumas
reservas", disse. Rodrigues Maximiano manifesta-se, contudo, a favor
da vídeo-vigilância em locais públicos, como ruas, monumentos ou
auto-estradas.
Na intervenção que apresentou, ontem,
sobre "detenção fora do flagrante delito", Rodrigues Maximiano
defendeu que esta "deve ser o mais residual dos comportamentos",
afirmando que "a regra é a da liberdade" e que "não é aceitável que se
prenda para provar, mas o contrário".
O I Congresso de Processo Penal
prossegue, hoje, com o debate de temas como "Os meios de obtenção de
prova", no âmbito do qual intervirá o professor catedrático Manuel da
Costa Andrade sobre as escutas telefónicas. O encontro termina com uma
conferência sobre a criminalidade organizada e a investigação criminal
pelo professor Germano Marques da Silva, da Faculdade de Direito da
Universidade Católica.
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Mais violência em Lisboa
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Criminalidade subiu quatro por
cento no último ano. Santana diz que não tem meios
Lisboa foi um dos quatro distritos do país
onde a criminalidade aumentou. A insegurança na capital cresceu quatro
por cento em 2003. E foi a única região onde se registaram mais crimes
violentos. Em todo o país, o relatório da criminalidade da Polícia de
Segurança Pública adianta ainda um aumento nos crimes na ordem de mais
de um por cento, sobretudo «contra as pessoas» e «contra a paz e a
humanidade». A juntar à capital, Ponta Delgada, Faro e Angra do
Heroísmo formam o conjunto dos quatro distritos onde a violência
cresceu.
Situação que pode ser explicada pela
«tensão e conflitualidade existente na sociedade civil fruto das
dificuldades económicas conjunturais», descreve o mesmo documento a
que o PortugalDiário teve acesso. Uma explicação também usada para
justificar o «aumento verificado nos crimes de ofensas corporais
voluntárias simples, maus-tratos ou sobrecarga de menores, incapaz ou
do cônjuge, ameaça e coação e condução de veículo sob efeito de
álcool». Aliás terão sido também as «dificuldades económicas
conjunturais» que levaram a um «aumento de manifestações ocorridas em
2003» - mais 80 por cento que em 2002.
Mas a crise económica não explica tudo. Os
portugueses têm «maior confiança no sistema judicial, no tratamento de
processos de maus-tratos a menores» e, talvez por isso, os «crimes
contra as pessoas» aumentaram sete por cento no último ano. Este foi o
acréscimo que mais contribuiu para o aumento da criminalidade. Os
delitos «contra a paz e a humanidade», em que se incluem os
comportamentos xenófobos e a descriminação racial, também sofreram uma
subida. Na estrada, os condutores não ajudaram a melhorar o cenário da
criminalidade nos meios urbanos. A PSP registou mais nove por cento de
crimes contra a vida em sociedade e contra o Estado. E neste capítulo
contou, e muito, a condução sob o efeito do álcool e a desobediência à
autoridade e o aumento de três por cento do crime de condução sem
habilitação legal.
Mas nem tudo é mau. Aliás, no último ano a
Polícia registou menos crimes violentos. Esta diminuição (de três por
cento) verificou-se sobretudo nos distritos do Porto, Setúbal, Braga,
Aveiro e Coimbra, onde também aconteceram menos roubos na via pública
e roubos por esticão. Lisboa também foi mau exemplo na contabilidade
dos crimes mais graves, onde se verificou um aumento deste tipo de
crimes. Santana Lopes, presidente da autarquia, explica através de um
dos seus assessores, que «já intercedeu, junto das autoridades
centrais, para combater a criminalidade». Mas sem sucesso. Santana
terá pedido ao Governo 300 polícias para integrar a Polícia Municipal.
Deram-lhe apenas 20 agentes.
A mesma fonte recorda que está prometida a
abertura de quatro novas esquadras para a Policia Municipal, ainda
este ano. Resta saber quem vai ocupar as instalações. Recorde-se que
Santana Lopes já admitiu que a falta de meios de segurança na cidade
de Lisboa é o principal motivo de divergência com os ministros do seu
partido.
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Absolvido Agente da PSP
Que Matou Jovem da Bela Vista |
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Mário Machado, o agente da PSP acusado do
homicídio de um jovem do bairro da Bela Vista em Junho de 2002, foi
ontem absolvido pelo Tribunal de Setúbal, que também considerou
improcedente o pedido de indemnização apresentado pela família da
vítima. O Ministério Público e o advogado da família, José Maria
Martins, já anunciaram que vão recorrer da sentença para o Tribunal da
Relação de Évora.
Toni, de 24 anos, morreu no dia 20 de
Junho de 2002 no bairro da Bela Vista, em Setúbal, vitimado por um
disparo de uma "shot-gun" manuseada pelo agente da PSP Mário Machado,
quando alegadamente tentava pôr cobro a incidentes entre outros dois
jovens, um deles munido de uma arma branca.
O colectivo de juízes do Tribunal de
Setúbal, presidido por Sérgio Almeida, deu como provado que Toni
surgiu "intempestivamente" junto dos agentes policiais, "não acatou as
ordens para se afastar e avançou rapidamente para o arguido, com uma
conduta agressiva e uma garrafa partida nas mãos". Os amigos e
familiares de Toni negaram sempre esta versão dos factos e alegaram
que este agiu apenas para separar os agentes dos outros jovens.
O tribunal considerou também que o agente
agiu em legítima defesa e que não lhe era exigível "esperar para
verificar a eventual confirmação da ameaça", acrescentando que o
agente Mário Machado "ou disparava ou ficava nas mãos do cidadão [Toni]".
O juiz salientou ainda o facto de o agente desconhecer que as
espingardas "shot-gun" poderiam ser letais quando disparadas a curta
distância, dado não lhe ter sido ministrada qualquer formação
específica sobre a referida arma.
"As pessoas estão consternadas"
A absolvição do arguido foi bem recebida
pelo presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP),
António Ramos, e pelo director nacional da PSP, Mário Morgado. "As
posições que apresentei em tribunal, em defesa do agente Mário
Machado, assentaram numa grande convicção", disse Mário Morgado à
Lusa. O director nacional da PSP defendeu em tribunal que, à data dos
acontecimentos, as espingardas "shot-gun" eram consideradas "armas não
letais".
A decisão deixou consternados familiares e
amigos de Toni, que pertencia à associação local Centro Cultural
Africano. "A morte do Toni foi pior que a morte de um cão", disse uma
tia da vítima à saída do tribunal. "Em Portugal não há justiça para os
africanos."
Mónica Frechaut, do Centro Cultural
Africano, disse ontem ao PÚBLICO: "As pessoas aqui no bairro estão
muito consternadas. Vamos concerteza fazer acções de protesto, é o
mínimo que podemos fazer em memória do Toni. Foi absolvido um
assassino".
A associação SOS Racismo emitiu um
comunicado ontem à tarde onde considera que o colectivo de juízes
"decidiu absolver o assassínio" e comparou este caso com o de Aldoar,
"em que o polícia que matou um cidadão cigano saiu impune". A
associação diz que "não resta a menor dúvida de que todos são iguais,
mas há uns que são menos iguais que os outros. Ficou claro que na
cabeça de quem manda no sistema judicial, a vida de um 'preto' ou de
um 'cigano' não terá tão simplesmente igual valor humano".
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GNR recusa promoções com base
em norma ilegal |
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O Tribunal Constitucional (TC) declarou
inconstitucional a norma do Estatuto dos Militares da Guarda Nacional
Republicana que impede a promoção a cabo por antiguidade, no caso de o
agente ter sido punido com penas superiores a 20 dias de detenção ou
equivalente. Os magistrados consideram violado o n.º 4 do artigo 30 da
Constituição, que, no âmbito dos «limites das penas e das medidas de
segurança», frisa: «Nenhuma pena envolve como efeito necessário a
perda de quaisquer direitos civis, profissionais ou políticos».
Este acórdão, que teve dois votos contra entre 12 elementos do
Tribunal, foi publicado no Diário da República de 13 de Março e é
considerado pela Associação dos Profissionais da Guarda um «aviso»
para o comando da corporação. Para José Manageiro, presidente da APG,
ficou claro que o «regulamento interno da GNR é contrário ao espírito
da lei».
O processo foi desencadeado após um requerimento do provedor de
Justiça, Nascimento Rodrigues, a pedir a «declaração de
inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, da norma constante
da alínea c), n.º 1) do artigo 266º do Estatuto dos Militares da
Guarda Nacional Republicana».
Artigo que determina as «condições especiais de promoção a cabo»,
especificando, na alínea c, que a ascensão por antiguidade só é
possível, por exemplo, se o militar não for «punido com o somatório de
penas superiores a 20 dias de detenção ou equivalente».
Para o provedor de Justiça a não promoção de um praça a cabo por
antiguidade, normalmente após um mínimo de 28 anos de serviço
efectivo, devido a uma pena de 20 dias ou mais de suspensão» é um
«efeito automático da punição».
Questionado pelos juízes, o gabinete do primeiro-ministro defendeu que
«a defesa das instituições da República e da legalidade democrática,
tratando-se do Estatuto dos Militares da Guarda Nacional Republicana,
obriga em todas as circunstâncias a um 'bom comportamento cívico',
'disciplina' e a 'proceder com justiça, lealdade, integridade,
honestidade e competência profissional». Por isso, considera não haver
«nenhuma restrição de direitos profissionais ou outros, mas pura e
simplesmente a sujeição a um estatuto constitucionalmente
determinado». Por isso, a norma a que se refere o provedor de Justiça
está integrada «num regime especial».
Na fundamentação da decisão o TC refere: «O legislador não pode
determinar que a restrição do direito à promoção resulte, sem mais,
como mero efeito automático de uma ou mais sanções aplicadas, sem que
exista qualquer valoração, designadamente em termos de culpa e de
proporcionalidade.» Os magistrados recordam ainda que na Constituição
«nada implica ou autoriza que normas de um eventual estatuto público
da Guarda Nacional Republicana, ainda que com o fundamento
constitucional, violem o disposto no artigo 30.º, n.º 4 da mesma
Constituição, nem se vislumbra qualquer razão para que o pudessem
eventualmente fazer».
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Morte de Militar da GNR em
Acidente Viação Está a Ser Alvo de Inquérito
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O ministro da Administração Interna,
Figueiredo Lopes, revelou ontem que foi instaurado um inquérito para
apurar as causas do acidente de viação que vitimou, no sábado, um
militar da Brigada de Trânsito (BT) da GNR da Guarda. "Temos essa
situação sob inquérito. Há a preocupação de averiguar com toda a
profundidade quais as causas do acidente", adiantou o ministro, em
Beja, durante a visita que realizou ao certame agro-pecuário Ovibeja.
Questionado pelos jornalistas sobre a
morte do militar da BT da Guarda, no IP-5, na sequência do despiste da
moto que conduzia em serviço, Figueiredo Lopes aludiu ainda ao
trabalho que, disse, tem sido feito para a renovação da frota de
veículos da GNR.
O ministro reagia às críticas lançadas
segunda-feira pela Associação dos Profissionais da Guarda (APG), que
expressou a sua indignação pelo "estado decrépito" das viaturas usadas
pelos militares daquela força de segurança. Além disso, a APG garantiu
que a moto distribuída ao militar do destacamento da BT da Guarda,
José João Cunha, de 46 anos, "partiu- se", o que provocou a sua "morte
imediata".
Confrontado com estas críticas, o ministro
da Administração Interna fez questão de lembrar que, no ano passado,
foi o actual executivo que "entregou pela primeira vez, desde há
vários anos, 50 motociclos à GNR, bem como várias dezenas de veículos
automóveis".
"Sabemos que é necessário renovar a frota
de veículos, inclusive de motociclos. Estamos no caminho dessa
renovação e esperamos que, até final do mandato, possamos dar novos
meios e novas formas de trabalho aos que, diariamente, zelam pela
segurança das estradas", afirmou.
Entretanto, os militares da BT da Guarda
decidiram que não voltam a passar autos nem a conduzir as motos do
destacamento, em protesto contra a actuação do comandante. Em causa
está o facto do comandante do destacamento ter ordenado sábado a
continuação da ronda ao colega do militar que morreu. Considerando a
posição do comandante uma "atitude nada digna", os militares
recusam-se a voltar a conduzir as motas e a passar multas enquanto o
caso não for esclarecido.
Os 70 militares da BT entregaram os
capacetes e admitem lavrar autos apenas em casos onde se verifiquem
manobras perigosas. A recusa em utilizar as motas vai manter-se
enquanto os veículos não forem inspeccionados, uma vez que, alegam,
"não oferecem condições de segurança".
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Há falta de meios para
combater criminalidade |
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Associação Sindical da Polícia diz que
segurança do Euro pode estar em causa
O presidente da Associação Sindical dos
Profissionais da Polícia (ASPP), Alberto Torres, alertou hoje que a
falta de meios na PSP pode pôr em causa o combate à criminalidade e a
segurança no Euro2004.
Esquadras "com tectos a cair", carros
patrulha que "se passassem numa inspecção rigorosa não poderiam
circular", comunicações envelhecidas e falta de meios são situações
que levam o dirigente sindical a concluir que "a PSP está na penúria".
Alberto Torres falava aos jornalistas no final de um encontro com o
secretário-geral do PCP, Carlos Carvalhas, e com o deputado comunista
António Filipe, na sede da ASPP, em Lisboa. "É uma total penúria
aquela em que vivemos na Polícia de Segurança Pública", disse o
presidente da associação, acrescentando que já pediu ao Presidente da
República, Jorge Sampaio, que realize "uma presidência aberta sobre
segurança para alertar para a situação". Carlos Carvalhas, que antes
do encontro com a direcção da ASPP, se reuniu com o director nacional
da Polícia de Segurança Pública, Mário Morgado, manifestou-se
preocupado com a criminalidade, "que não tem vindo a diminuir". "Os
profissionais estão no nível mais baixo da motivação. É um
descontentamento normal", afirmou, defendendo o reforço dos meios da
PSP e a "resposta às reivindicações" dos profissionais, como a fixação
de um horário de trabalho, a progressão nas carreiras e a atribuição
de subsídio de risco. Carvalhas manifestou ainda "preocupação" com a
segurança no Euro2004, alertando que a poucos meses do início do
campeonato europeu de futebol, "o corpo de intervenção da PSP não
conhece ainda os estádios".
"O ministro da Defesa disse que vamos
ter a NATO no Euro2004.
Vamos ter os submarinos ali na Costa da
Caparica a perseguir os `hooligans'", ironizou Carlos Carvalhas. Sobre
a segurança durante o Euro2004, Alberto Torres disse que o ministério
da Administração Interna, que tutela a PSP, "não tem dado os meios
necessários para que a polícia possa responder". Questionado sobre se
a polícia está preparada para responder a um eventual acto terrorista,
Alberto Torres afirmou recear que "as coisas não corram como deveriam
correr". "O poder político procura tranquilizar os cidadãos. Não nos
falta vontade, mas temos que alertar que nos faltam os meios", disse o
presidente da ASPP, associação que afirma representar 10 mil dos mais
de 20 mil efectivos da PSP.
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Polícias trocam PSP e GNR
pela Judiciária |
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Oficiais viram as
costas à Polícia e à Guarda e tentam entrar na PJ. Por dinheiro. E não
só
Dezenas de oficiais da PSP e da GNR estão
a virar costas às respectivas corporações e a tentar integrar os
quadros da Polícia Judiciária. Sentem-se desmotivados e fartos de
esperar por respostas e promoções que tardam a chegar. O concurso da
PJ, que pretende recrutar 300 novos inspectores, foi a deixa de que
estavam à espera. A Polícia e a Guarda arriscam-se a ficar sem muitos
dos seus especialistas em investigação criminal.
«Está tudo mal na polícia», desabafa um
oficial da PSP contactado pelo PortugalDiário. «Os agentes não estão
bem. E nós também não. A instituição deixou de nos dar respostas».
À procura de respostas anda um segundo
graduado interrogado sobre os motivos que o levam a bater com a porta.
«Fazemos tudo o que a polícia pretende. Tudo o que nos é pedido para
podermos ser promovidos e depois desesperamos porque nunca mais chega
o reconhecimento. As pessoas deixaram de acreditar», conta.
A PSP acredita que a grande motivação para
mudarem de «casa» passa por «uma questão salarial». O Comissário
Alexandre Coimbra, chefe de gabinete do Director Nacional, lembra que
até um inspector ganha mais que um subcomissário ou um comissário.
Admite que a «carreira de investigação criminal não existe na PSP» mas
garante que está prevista na revisão do estatuto da Polícia. Adianta
também que a corporação já formou mais de 1800 investigadores. Na
formação e aquisição de equipamento, a PSP terá investido cerca de 200
mil contos (um milhão de euros).
Mas há várias formas de falar do
investimento. José Manageiro, da Associação de Profissionais da
Guarda, acredita que é precisamente a falta de investimento nesta área
que tem desmotivado os investigadores da Guarda. «O Governo não tem
dado meios à GNR para que os seus homens atinjam os seus objectivos».
Os ataques às escolhas do executivo não ficam por aqui. «O Governo vai
destruir todo o conceito de investigação criminal por permitir que
estes elementos das nossas forças de segurança [PSP e GNR] sejam
integrados na PJ».
Quem também compreende o
«descontentamento» na PSP é Barros Correia, presidente do Sindicato
Nacional de Oficiais da Polícia. «Na PJ ganha-se mais do que na PSP e
conta muito na hora de decidir». Depois fala da falta de condições em
que trabalham os profissionais da investigação criminal para explicar
a decisão de alguns dos seus colegas.
A Polícia Judiciária confirma a «afluência
de candidaturas por parte de oficiais da PSP e da GNR. Santos Silva,
chefe de gabinete do Director Nacional, explica no entanto que não vão
além de 25 por cento do total de candidatos. Oficiais de justiça,
inspectores de actividades económicas, inspectores do Serviço de
Estrangeiros e Fronteiras e elementos da Polícia Marítima também podem
candidatar-se a um lugar na polícia criminal. Este concurso está
aberto apenas a candidatos com licenciatura.
O mesmo responsável encontra na «liberdade
de pensamento» que se vive dentro da PJ, a explicação para o número de
candidatos das outras forças de segurança.
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Oficiais de Polícia
dizem-se alvo de discriminação |
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PSP Protesto
Oficiais de carreira garantem estar a ser preteridos em relação aos
que saem do Instituto Superior Direcção Nacional diz que apenas cumpre
lei aprovada no Parlamento
A discriminação entre oficiais saídos do Instituto Superior de Polícia
e os de carreira está a causar mau estar dentro da PSP. Na base do
descontentamento está o facto dos polícias saídos daquele
estabelecimento de ensino terem uma rápida progressão na carreira,
chegando mesmo a ocupar cargos que competem a postos superiores. "Há
subintendentes a desempenhar cargos de superintendentes e a ganharem
como tal", revelou ao JN um oficial.
Estes polícias, licenciados em Ciências Policiais, tiveram como
professores oficiais de carreira base, ou seja, aqueles que fizeram o
curso de agentes, sub-chefes e chefes de esquadra, e a quem a PSP não
reconhece qualquer habilitação académica. Mais grave é
o facto de, em termos de avaliação curricular, essas licenciaturas
valerem mais quatro pontos, que uma licenciatura em Direito, dos
oficiais de carreira.
"Numa progressão normal na carreira hierárquica, um subcomissário ao
fim de oito anos no posto, atinge o quarto e último escalão de índice
salarial. Se a situação não for alterada e atendendo que a que em
média, lhe faltam 10 ou 11 anos para atingir a idade da reforma,
durante todo esse tempo não terá possibilidade de qualquer progressão
na carreira, nem vertical nem horizontal", explicou o mesmo oficial.
Os polícias de carreira acreditam que são tão capazes de exercer
determinadas funções, como os que têm a licenciatura em Ciências
Policiais, e o facto de não serem reconhecidos "vai criando alguma
desmotivação". Dão como exemplo o facto da maioria das divisões do
Comando Metropolitano de Lisboa "estarem a ser comandadas por oficiais
de carreira, oriundos dos cursos de promoção, e a quem não é
reconhecido qualquer grau académico".
Questionando as razões desta "discriminação", alguns oficiais
contactos pelo JN acusam a Direcção Nacional de "não praticar o
princípio da igualdade" e exigem que "os lugares sejam atribuídos em
função da competência das pessoas".

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Forças policiais na
maioria das queixas |
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Os maus tratos pelas forças policiais são
os principais casos de discriminação racial que colocam Portugal na
lista negra da Europa. A Amnistia Internacional (AI) só publica o
relatório de 2003 em Maio, mas a representação portuguesa diz que se
mantém os abusos de autoridade, o que é confirmado pela Rede
Anti-Racista.
O relatório de 2002 denuncia maus tratos cometidos pelas forças
policiais portuguesas e insultos devido à raça ou à orientação sexual.
Actos que, segundo Simões Monteiro, presidente da secção portuguesa da
AI, continuam a verificar-se, nomeadamente os abusos de poder nos
estabelecimentos prisionais.
A violência exercida por seguranças de discotecas é outra das
denúncias. O SOS Racismo refere um último caso, há uma semana, quando
um grupo de cinco estudantes do programa Erasmus (senegaleses,
franceses e croatas) «foi barbaramente agredido por uma quinzena de
vigilantes da discoteca Kremlin». Acusa ainda a PSP pela «atitude
passiva e complacente perante a violência dos factos».
Os problemas com a polícia também constam das queixas recebidas pela
Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial (CICDR),
criada em de 2000. Estes e a diferenciação de tratamento no local de
trabalho constituem a maioria dos 36 processos instaurados. Destes,
foram arquivados dez casos e apenas apenas houve uma condenação: uma
empresa de rent a car que se recusou a alugar um carro a um indivíduo
de raça negra.
A CICDR analisa as queixas e direcciona-as para os organismos
competentes, cabendo ao seu presidente, padre Vaz Pinto, decidir a
medida a aplicar. A maioria dos processos dizem respeito a pessoas de
raça negra, seguindo-se a etnia cigana. Quando a discriminação se deve
à nacionalidade, as queixas são maioritariamente de brasileiros e
ucranianos.
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SIS persegue Al-Qaeda em
Lisboa |
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«Secretas»
tentam localizar célula terrorista. Europol alerta para perigo no Euro
2004
Os Serviços secretos portugueses tentam localizar a célula terrorista
que poderá ter-se infiltrado em Portugal após os atentados em Madrid.
Segundo a edição do semanário Expresso, os agentes do SIS e dos outros
serviços de segurança dirigem a atenção para as bolsas e movimentações
consideradas suspeitas de elementos da comunidade islâmica.
Em declarações ao Expresso um agente dos serviços secretos considera
que «a melhor forma de enfrentar o medo e faciliar a actuação das
forças de segurança é fazer a vida normal».
Fonte dos serviços de informações salientou a mudança provocada a
todos os níveis pelos atentados da passada semana em Espanha: «Pela
primeira vez, desde que Portugal se colocou ao lado dos
norte-americanos, acredita-se que o perigo existe e é real».
Segundo a análise que tem sido feita na última semana pelas
«secretas», Portugal não é considerado um alvo preferencial dos
terroristas, que voltam o seu ódio para os americanos, italianos,
britânicos e espanhóis.
O problema reside no facto de Portugal ter uma deficiente preparação,
se comparado com outros países, o que o torna um alvo fácil.
«A premência de um ataque em Portugal decorre da estratégia que vier a
ser fixada pelos terroristas: hierarquizar os ataques, por ordem de
importância, ou ceder à tentação do mais fácil», afirmou fonte do SIS
ao Expresso.
Europol alerta para Euro 2004
Também o director da Europol, a polícia europeia de investigação,
lançou um alerta sobre os riscos potenciais de atentados terroristas
que pesam sobre os grandes eventos desportivos como o Euro 2004 ou os
Jogos Olímpicos de Atenas.
«Não temos indicações de um ataque iminente, mas o risco permanece
claramente muito importante», afirmou Jorgen Storbeck, manifestando a
sua preocupação face ao Euro 2004.
O aviso foi feito aos ministros da Justiça e da Administração Interna
da União Europeia reunidos de emergência em Bruxelas para tirar as
lições dos atentados de Madrid.
A intensificação da troca de informações entre os serviços secretos,
policiais e judiciários foi a palavra de ordem da discussão dos
ministros.
Seguindo de perto as movimentações nos hotéis, os agentes de segurança
portugueses estão a dar particular atenção às três grandes
concentrações previstas: Fátima, Rock-in-Rio e Euro 2004.

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Agente da PSP acusado de homicídio
por negligência |
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Polícia que matou suspeito no Passeio
Alegre incorre em pena até cinco anos MP refere que o arguido, ao usar
a arma, "violou os princípios mais elementares da prudência"
O agente da PSP que matou a tiro um assaltante de carros, em 5 de
Agosto de 2002, na Rua do Passeio Alegre, no Porto, é acusado pelo
Ministério Público (MP) do crime de homicídio por negligência
grosseira. Paulo Custódio será julgado nos Juízos Criminais do
Porto e incorre numa pena até cinco anos.
O MP argumenta que o polícia "violou os princípios mais elementares da
prudência", quando fez uso da arma de fogo. Na descrição dos
acontecimentos, a acusação realça que o agente, na altura em que se
dirigia para os dois suspeitos, um deles Nuno Lucas (a vítima mortal)
retirou a arma do coldre e puxou atrás a respectiva corrediça.
De seguida, e quando os indivíduos tentaram a fuga para o Lancia Y10
(furtado) que tinham estacionado em frente a uma garagem, fez um
disparo para o ar, como forma de intimidação, enquanto proferia
repetidamente a expressão "Polícia, parem". Indiferente aos avisos,
Nuno Lucas entrou no carro e o colega fugiu a pé.
De acordo com o MP, Paulo Custódio foi, depois, em direcção à viatura,
empunhando a arma de fogo, "que não encontrava em posição de
segurança, pois tinha uma munição na respectiva câmara".
Disparo na cabeça
Quando o suspeito se preparava para pôr o Lancia Y10 em movimento, o
agente começou por agarrá-lo pela roupa, com a mão desarmada, na zona
do peito, junto ao pescoço. Nuno Lucas tentou libertar-se. "Perante
esta reacção, o arguido introduziu o seu braço direito no interior do
veículo e, empunhando a sua arma, nas condições anteriormente
descritas, atingiu com a mesma o Nuno Lucas na zona inferior direita
da nuca. Acção da qual resultou o imediato disparo daquela arma de
fogo, que à data dos factos se encontrava em bom estado de
funcionamento", descreve o despacho do MP. A vítima foi atingida na
cabeça e faleceu. Entretanto, o segundo fugitivo foi interceptado,
pelo polícia que acompanhava Paulo Custódio, junto ao restaurante "A
Portugália".
A acusação sublinha que o agente nunca foi ameaçado ao ponto de ter
que fazer uso da arma e critica o facto de ele não ter recorrido a
"meios coercivos menos perigosos", como o cassetete, que deixou ficar
na viatura onde seguia com o colega. Recorde-se que os dois agentes
iriam prestar serviço gratificado na Festa da Cerveja, que se
realizava no PasseioAlegre.
"Este arguido previu que a morte de Nuno Lucas pudesse ter ocorrido em
resultado da utilização da arma de fogo que lhe estava distribuída
(...), mas confiou que tal não ocorreria", acrescenta a acusação. O MP
destaca, ainda, o facto de o polícia não ter dado cumprimento à
estratégia combinada com o colega de interceptarem os suspeitos de
"forma concertada". O outro agente ficou dentro do carro em que
seguiam, devido ao trânsito intenso. O arguido tinha "plena
consciência dos riscos" que aquela acção poderia envolver, assinala,
ainda, o despacho.
A defesa do arguido, cujo julgamento ainda não tem data marcada,
estará a cargo do advogado Luís Vaz Teixeira.

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SEGURANÇA
APERTA COM 2400 POLÍCIAS |
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O aumento dos
níveis de prontidão das unidades especiais da PSP está a mobilizar cerca de
600 polícias por cada turno de seis horas. Ao fim de um dia, são 2400
elementos com tempos de resposta mais curto em unidades como o Grupo de
Operações Especiais, o Corpo de Intervenção, o Corpo de Segurança Pessoal e
as equipas de inactivação de explosivos.
No entanto, e como explicou ao CM fonte da PSP, a subida nos
níveis de alerta nas unidades especiais, foi acompanhada de um reforço de
policiamento em algumas zonas, em especial nas áreas urbanas de Lisboa e do
Porto. “Zonas com elevada concentração de pessoas, como terminais de
transportes, aeroportos e outras instalações.”
A PSP – que tal como a GNR passou a integrar a Unidade de Controlo
Anti-Terrorista grupo que reunirá diariamente até 15 de Julho – reforçou
também a presença fora de Lisboa. “Um exemplo é a zona do Entroncamento,
devido ao movimento ferroviário”, adiantou o mesmo responsável. Na prática,
há mais Polícia e “à mostra”. “O objectivo é tranquilizar a população e, ao
mesmo tempo, dissuadir qualquer tentativa”, esclareceu a mesma fonte da PSP.

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Concurso da PJ rouba quatro
oficiais à PSP |
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Comissários e subcomissários afectos à
divisão de investigação querem ir embora Agentes criticam condições de
trabalho
Oconcurso público para a admissão de 300 novos inspectores da PJ
poderá provocar "baixas" de vulto no Comando do Porto da PSP. Quatro
oficiais afectos à Divisão de Investigação Criminal (DIC), entre eles
o próprio comandante da unidade, comissário
Ribeiro Neto, formalizaram as candidaturas, cujo prazo terminou ontem.
As possíveis transferências estão a causar um grande mal-estar na
força de segurança, que se vê na iminência de perder alguns elementos
que desempenham funções de comando em diferentes departamentos de
investigação criminal. Um dos receios é que o planeamento para o Euro
2004 sofra um sério rombo.
"Esta medida é um convite os quadros técnicos mais valiosos da PSP e
vai decapitar os serviços de investigação criminal, com consequências
em termos de funcionamento e gestão", sublinhou Alberto Torres, da
Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP),
acrescentando que as preocupações se estendem a agentes e subchefes,
que não vêem com agrado as saídas dos oficiais.
Uma fonte policial corroborou o clima de preocupação na PSP/Porto,
dando conta do "profundo descontentamento" entre os agentes de
investigação. "Há muitos que querem abandonar as brigadas e ir para as
patrulhas. Trabalha-se em condições péssimas e a desmotivação é
crescente", referiu, deixando o aviso: "No Euro 2004 vai haver muitas
manifestações e baixas entre os agentes..."
Recorde-se que o concurso está limitado a elementos da área da
investigação, com licenciatura e idades até 35 anos. No entanto e
porque se tratam de transferências na função pública, os oficiais da
PSP que eventualmente venham a ingressar na PJ nunca poderãoganhar
menos do que auferiam.
Tudo indica também que venham a ser dispensados do estágio de um ano,
atendendo a que já o efectuaram quando ingressaram na PSP.
O JN sabe ainda que idêntica situação é vivida em vários outros
comandos do país. Em Lisboa, por exemplo, há vários oficiais da
investigação criminal que se candidatarm à PJ, no concurso interno
aberto em meados do ano passado. Há também agentes, que se licenciaram
já depois de ingressaram na PSP, que manifestaram o desejo de
abondonar a corporação.
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