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«Guerra» entre SEF
e forças de segurança |
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Polémica pode
prejudicar segurança do Euro2004. Inspectores do SEF acusam polícias
de «meterem o bedelho» nas suas fiscalizações. PSP e GNR acusam
sindicato do SEF de «nem conhecer a lei»
A PSP e a GNR não
gostaram das acusações feitas esta segunda-feira pelo sindicato do SEF
(Serviço de Estrangeiros e Fronteiras). Dizem que os inspectores não
conhecem as leis orgânicas, queixam-se de que o trabalho das polícias
é prejudicado pelos horários de função pública do SEF e admitem que
tudo isto possa prejudicar as acções conjuntas de segurança para o
Campeonato Europeu de Futebol.
Segundo Gonçalo
Rodrigues, presidente do Sindicato de Investigação e Fiscalização, a
Polícia e a Guarda terão efectuado detenções ilegais a cidadãos
estrangeiros nas últimas semanas. Uma situação incómoda que preocupa a
própria direcção do SEF. Apesar de não comentar as declarações do
sindicalista ao jornal Público, adianta que «há preocupações na área
das competências das forças policias».
A direcção do SEF
adiantou ao PortugalDiário que os «pontos a acertar» entre as forças
de segurança já foram transmitidas ao ministério da Administração
Interna e que até foram avançadas propostas para acabar com as dúvidas
nas competências das diferentes polícias. José Manangeiro, da
Associação de Profissionais da Guarda (APG), admite que existe a
necessidade de «aperfeiçoar o sistema e a legislação», mas quanto a
acções da GNR fora da sua competência sublinha que não pode aceitar
tais acusações, ainda que respeite tais declarações.
Gonçalo Rodrigues
confirmou ao PortugalDiário que a PSP e a GNR estão a realizar
operações de fiscalização fora da sua competência. As fiscalizações
acabam em detenções sem que as «suspeitas» tenham cometido algum
crime, acusa o sindicalista que afirma: «A GNR e a PSP estão a deter
ilegalmente cidadãos estrangeiros e até um português já foi detido sem
ter feito nada».
As operações que se
destinem apenas a fiscalizações a imigrantes ilegais são da
competência exclusiva do SEF. No entanto, tanto a PSP como a GNR podem
fiscalizar e deter indivíduos sobre quem recaiam suspeitas de estarem
ilegais quando são detectados no decorrer de qualquer operação, por
exemplo numa investigação de tráfico de droga. Além disso, diz, estão
a «prender pessoas para aumentar as estatísticas».
Quem não gostou nada
das declarações de Gonçalo Rodrigues foi o Sindicato Nacional de
Oficiais da PSP que, em comunicado, dispara contra os inspectores.
«Razões de queixa têm os profissionais da PSP que ficam inúmeras vezes
a braços com situações complicadas, envolvendo suspeitos de
nacionalidade estrangeira, pelo simples facto que fora das horas de
expediente ser difícil encontrar o apoio do SEF». Uma situação
confirmada pelo PortugalDiário que apurou que, «depois das 17 horas, é
impossível ter acesso a informações do SEF importantes para
investigações a decorrer». Alegadamente, os inspectores deixam de
trabalhar depois daquele horário e impedem os polícias de aceder às
bases de dados com informação sobre estrangeiros.
«Com esta entrevista
ficam prejudicadas as relações operacionais para o plano de segurança
do Euro 2004», avançou outro elemento da polícia contactado pelo
PortugalDiário.
José Manageiro admite
também que a entrevista do presidente do sindicato do SEF veio ferir
algumas susceptibilidades e que pode levar a alguns constrangimentos
no decorrer das operações de segurança conjuntas para o campeonato de
futebol.
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Polícias pagos duas
vezes para fazer segurança no «Rock in Rio» |
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Largas dezenas de
polícias da Divisão dos Olivais da PSP foram destacados para
patrulhamentos extra-remunerados durante o Rock in Rio Lisboa, no
horário normal de expediente. Estes polícias irão receber duas vezes,
apesar de não terem cumprido o horário de serviço da esquadra.
As preocupações de segurança associadas ao Rock in Rio levaram o
gabinete do vereador Pedro Pinto, da Câmara Municipal de Lisboa, a
pedir à PSP um contingente policial especial. Sem meios «especiais»,
as divisões da PSP recorreram aos agentes que, normalmente, estão
colocados nas secretarias, executando tarefas administrativas. Apesar
de muitos já constarem das escalas de gratificados, estes só lhes são
marcados após o horário de expediente (após as cinco da tarde) e aos
fins-de-semana, essencialmente para marcarem presença de autoridade
nos jogos de futebol.
Nos dias do festival, houve esquadras que ficaram com um ou dois
agentes para assegurar o expediente burocrático, já que um terço dos
polícias foi colocado em «gratificados» das 13 às 19 horas. Ficou por
cumprir, neste horário, pelo menos quatro horas de serviço de esquadra
(das 13 às 17 horas).
Os casos mais flagrantes reportam-se a chefes, subchefes e comissários
que, habitualmente, estão afectos a funções administrativas. O próprio
comandante interino da Divisão dos Olivais, comissário Manuel Pereira,
prestou serviço na escala dos «gratificados», das 13 às 17 horas de
dia 4 de Junho.
MULTIDÃO. No primeiro fim-de-semana, de acordo com fonte policial,
houve um número inusitado de polícias nas ruas. Só a Segunda Divisão
da PSP (Olivais), no primeiro dia, mobilizou 408 polícias para
«gratificados», 354 dos quais para o Parque da Bela Vista e espaço
adjacente. O policiamento era de tal ordem que, nos três quilómetros
da Avenida do Santo Condestável, pelas 18 horas, contaram-se 50
polícias, divididos em grupos de dois.
No dia 29, o policiamento passou a ser feito em grupos de quatro, no
mesmo local. O patrulhamento normal da PSP, enquanto autoridade de
Estado, segundo a mesma fonte, não sofreu alterações de maior,
tornando-se mais visível apenas pela circulação de maior número de
carros patrulha.
A restante meia centena de agentes que constavam da escala de
gratificados foi colocada em supermercados, centros comerciais e
instituições particulares e oficiais.
Já na sexta-feira, dia 4 de Junho, o policiamento gratificado sofreu
uma redução para metade, com «apenas» 298 agentes destacados para
remunerados, mas apenas 205 escalados para o Rock in Rio.
«Parece que houve alguém com bom senso, na comando de Lisboa ou na
direcção nacional, que deu instruções para evitar que o escândalo se
repetisse», afirmou um polícia. Ainda assim, também nesse dia, houve
muitos polícias que abandonaram o horário normal de serviço para
assegurar os «gratificados» extraordinários. Nesse dia, os restantes
90 polícias foram distribuídos pelas áreas comerciais e ainda pelo
Pavilhão Atlântico, ao serviço da sociedade Euro 2004.
VOLUNTÁRIOS. Outra situação que causou indignação foi a mobilização
obrigatória dos agentes que saíram da última escola de formação de
polícias para o Rock in Rio e o Festival Rock Superbock, no próximo
fim-de-semana, no Parque do Tejo e Trancão. Os polícias temem ainda
que o mesmo aconteça durante o Euro, por falta de pessoal.
Os serviços «gratificados» são exercidos em voluntariado, mas a
escassez de pessoal levou o comandante da Divisão dos Olivais a
assinar uma informação onde determina que «os agentes saídos do último
curso (...) irão ser escalados, fora das suas horas de patrulha» para
funções de remunerados. E não fosse os agentes não terem percebido, a
nota é mais explicita: «Serão escalados nas horas da sua folga.»
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Sindicato
alerta |
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PROMOÇÕES NA PSP JÁ VÊM
TARDE |
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A Associação Sindical dos Profissionais
da Polícia (ASPP/PSP) considerou que as promoções que a Direcção
Nacional da PSP vai anunciar esta semana “já vêm tarde”, na medida em
que “estão em dívida desde Março de 2002”.
“Além disso, depois de concretizadas estas
promoções, outros 2200 profissionais da PSP continuarão legitimamente
à espera que o Governo se decida a promovê-los, uma vez que, ao abrigo
do Estatuto do Pessoal da PSP, já reúnem condições para essa
promoção”, referiu esta segunda-feira a direcção da ASPP.
Relativamente à remuneração das horas de
trabalho a prestar durante o Euro’2004 (fora do horário normal de
serviço), a direcção da ASPP refere que esta “só foi possível graças à
luta que os profissionais da PSP têm vindo a travar ao longo dos dois
últimos anos”, obrigando o Governo a “tomar decisões que, não tendo
decorrido de soluções encontradas em sede de negociação colectiva,
vieram de certa forma ao encontro dos anseios dos agentes”.
PAGAR A TODOS
“Mas o poder político não pode esquecer
que tem definitivamente de tornar extensivo o pagamento de horas
extraordinárias a todos os profissionais da PSP que tenham de
trabalhar para além dos seus horários normais de serviço, tal como
acontece em todo o sector da Administração Pública”, advertiu. Pela
“dignificação da PSP”, a ASPP reitera que os profissionais da polícia
continuarão, “sem nunca porem em causa a segurança do País, a afirmar
publicamente o seu descontentamento pela forma como o Governo deixou
agravar as condições de trabalho”.

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Associação diz que
estatuto da GNR é inconstitucional |
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A Associação dos
Profissionais da Guarda (APG) vai pedir a inconstitucionalidade das
normas do Estatuto dos Militares da Guarda Nacional Republicana (GNR),
por considerarem que limitam o ingresso na instituição.
Em causa está a atribuição de exclusividade no acesso à GNR aos
elementos que tenham cumprido dois anos de contrato num ramo das
Forças Armadas (FA). E ainda a obrigatoriedade de pedir autorização ao
respectivo Chefe de Estado Maior caso se pretenda participar num
concurso de admissão a praça daquela força de segurança.
Esta alínea do artigo 272.º do Estatuto está relacionada com as
alterações efectuadas à legislação na sequência da aprovação do
Regulamento de Incentivos à Prestação de Serviço Militar nos Regimes
de Contrato e Voluntariado. As duas directivas estão a ser bastante
contestadas dentro da instituição, pois há quem defenda que este é o
derradeiro passo para a «perda de autonomia da GNR».
«Isto não faz nenhum sentido. A GNR fica sem poder gerir o seu próprio
recrutamento. As forças armadas não vão autorizar a saída dos
elementos válidos que tenham nos seus quadros», defende João Manageiro,
da Associação dos Profissionais da Guarda. «Esta norma é muito grave,
por isso vamos entregar um processo de inconstitucionalidade»,
acrescentou.
Considerar que, após dois anos nas forças armadas, um indivíduo ainda
deve pedir autorização ao responsável máximo do ramo com o que assinou
contrato para ingressar na Guarda não é mais do que uma forma de
«limitar o acesso dos cidadãos à GNR, defende a APG. «Também o facto
de só poderem concorrer elementos oriundos das FA é de
constitucionalidade duvidosa», sublinhou a associação.
A obrigação de pedir esta autorização já estava prevista no Estatuto
dos Militares da Guarda. No entanto, não existia a necessidade de
cumprir dois anos nas FA nem a exclusividade de admissão na GNR a quem
tenha cumprido contrato nas forças armadas. Dois requisitos bastante
contestadas pela associação que lembra estarem criadas condições para
que «as carreiras das pessoas sejam limitadas».
«Além disso impõem às pessoas um emprego prévio (os dois anos nas FA)
para poderem concorrer a um outro emprego, neste caso na GNR. Isso não
é aceitável e é inconstitucional», acusa João Manageiro.
«A Guarda Nacional Republicana fica como uma força de segurança de
segunda escolha. Há uma imensidão de questões limitativas para a
autonomia da Guarda», frisou.
Nas alterações ao Estatuto dos Militares da Guarda, publicadas em
Diário da República no dia 21 de Maio, a associação profissional
apenas encontra uma decisão que merece elogios. Trata-se da frequência
completa do curso de sargento na Escola Prática da Guarda, terminando
a passagem pela Escola do Exército.

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"Portugal
Pode Ser Citado nos Relatórios da Amnistia Internacional Devido a
Detenções Ilegais" |
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As
recentes operações desencadeadas, por todo o país, por militares da
GNR e efectivos da PSP em estabelecimentos de diversão nocturna, para
identificação e eventual detenção de estrangeiras em situação ilegal,
são contestadas pelos inspectores do Serviços de Estrangeiros e
Fronteiras (SEF). Em entrevista ao PÚBLICO, o presidente do Sindicato
da Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF, Gonçalo Rodrigues,
afirma que aquelas forças policiais estão a actuar para além das suas
competências, pois não têm vocação nem meios para aquele tipo de
detenções.
PÚBLICO - Nos últimos
meses, e com maior incidência na passada semana, diversas mulheres
estrangeiras que foram detidas por, alegadamente, estarem em situação
ilegal no país, acabaram por ser libertadas, confirmando-se, em vários
casos, que nem sequer cometeram os crimes que levaram à intervenção da
polícia. Qual a explicação para esta vaga de equívocos?
Gonçalo Rodrigues - O
que se está a verificar é uma clara invasão da GNR, e também da PSP,
nas competências exclusivas do SEF. Estão a realizar operações de
fiscalização em bares de alterne, para controlar estrangeiras em
Portugal, e a deter pessoas que não cometeram qualquer crime. Acabam
por mandar essas pessoas para o SEF e aí somos nós [investigadores]
que concluímos que essas mesmas pessoas estão em situação legal.
Entretanto, passaram um ou dois dias detidas ilegalmente.
Os inspectores do SEF
não participam, com as restantes polícias, nessas operações em casas
nocturnas?
Nem sempre. E é nos
casos em que o pessoal do SEF não participa que ocorrem as
ilegalidades. Por não estarem vocacionados para esses serviços, os
efectivos de outras forças de segurança acabam, até, por pôr em risco
investigações em curso relativas ao tráfico de seres humanos e de
redes de imigração ilegal.
Que erros têm sido
detectados no procedimento da GNR e da PSP durante as operações em
bares de alterne?
São diversos.
Primeiro, violam o Decreto-Lei n.º 244/98, relativo à lei dos
estrangeiros. O decreto diz, claramente, que em primeiro lugar se pune
a entidade empregadora, mas o que está a acontecer é que levam as
estrangeiras directamente para os postos e esquadras e, mais tarde,
para o SEF. O procedimento correcto em relação a estas pessoas
consiste em fazer-se uma análise de cada caso, depois ajuda-se a
legalizar e, finalmente, quando há motivos para tal, faz-se então a
notificação para abandonarem o país.
Muitas vezes
chegam-nos casos de mulheres a quem nem sequer foi dada a oportunidade
de provar que estão legalmente no país. Essas mesmas pessoas chegam a
estar detidas um e dois dias. No Bairro Alto, há dias, a PSP deteve
durante 24 horas um português, pensando que se tratava de um imigrante
ilegal. Só quando o homem foi entregue ao SEF é que a situação se
resolveu, havendo então necessidade de contactar o Ministério Público
para fazer o auto de libertação.
As pessoas detidas
ilegalmente tem sido ressarcidas?
Os estrangeiros, por
desconhecimento e também por medo, não protestam. Se o fizessem, se
fossem para os tribunais, o Estado seria sistematicamente condenado.
Com as frequentes infracções que estão a ser cometidas pelas
autoridades, é bem possível que, em breve, Portugal surja nos
relatórios da Amnistia Internacional, acusado de violar os direitos
dos imigrantes. A acontecer, será uma situação nova para o país e que,
por arrasto, poderá denegrir, embora injustamente, a imagem do SEF.
Nós [sindicato] já demos conhecimento da situação ao Ministério da
Administração Interna...
E qual foi a
resposta?
O secretário de
Estado, Nuno Magalhães, disse que iria actuar para impedir estas
situações. No entanto, nas últimas semanas, os casos de detenções
ilegais têm aumentado. Estamos preocupados com toda esta situação e
também porque o Governo, mesmo prometendo, nada faz nesta matéria. O
ministro [da Administração Interna, Figueiredo Lopes] é, obviamente, o
principal responsável. Repare que estamos a falar de problemas que,
quase diariamente, são colocados a cerca de 30 mil mulheres
estrangeiras. Estas pessoas, só porque são estrangeiras e trabalham em
bares de alterne, são claramente discriminadas. Não podem ser detidas
só porque trabalham nas casas da noite, senão também as portuguesas o
seriam, e isso, como todos sabemos, não acontece.
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Figueiredo Lopes nega
existência de «espiões ilegais» |
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Dirigentes da PSP
negam possuir equipamento de intercepção telefónica
O ministro da
Administração Interna garantiu hoje, em Évora, que todas as forças e
serviços de segurança sob a sua dependência trabalham no rigoroso
cumprimento e respeito pela legalidade, negando a existência de
alegados "espiões ilegais".
A garantia de
Figueiredo Lopes surge na sequência uma notícia, hoje publicada pelo
semanário O Independente, sobre um "pelotão de pesquisa" do Euro 2004,
integrado na PSP, que "actua como um serviço secreto clandestino".
"Na minha
dependência, sob minha responsabilidade, não há nenhuma força, nem
serviço de segurança, que não trabalhe no rigoroso cumprimento e
respeito pela legalidade", assegurou o ministro.
"No princípio, não
havia formação, não havia meios, não havia efectivos. Agora até há
espionagem. Meu Deus, onde é que vamos parar", ironizou António
Figueiredo Lopes, numa conferência de imprensa no Governo Civil de
Évora.
O ministro visitou
hoje em Évora o Centro Distrital de Operações de Socorro e o Comando
Distrital da PSP, além de ter reunido com autarcas e com os membros da
Comissão Distrital de Segurança.
Figueiredo Lopes
congratulou-se com a redução da criminalidade no distrito de Évora,
considerando que se trata de uma região "segura".
"O Euro 2004 não vai
deixar de ter projecção no distrito de Évora, ao nível turístico",
previu o ministro, garantindo que as forças de segurança vão estar
atentas a esses fluxos de visitantes.
O governante indicou
que sete grupos de intervenção rápida vão ser distribuídos pelas
principais vias rodoviárias do distrito durante o Europeu de Futebol.
A notícia de O
Independente refere que "o Grupo de Operações Especiais (GOE) da
Polícia de Segurança Pública (PSP) possui, integrado na sua estrutura,
um autêntico «serviço de informações» constituído por uma centena de
efectivos e conhecido por «pelotão de pesquisa»".
"Trata-se de mais um
dos parentes próximos dos «serviços secretos» ou, segundo a designação
oficial, «serviço de informações».
Porém, este serviço
não está contemplado na Lei do Sistema de Informações da República
Portuguesa", acrescenta o semanário.
A Direcção Nacional
da PSP também reagiu à notícia, realçando em comunicado que "a
necessidade de qualquer Polícia com funções de prevenção, repressão e
investigação criminais possuir um sólido sistema de informações não é
minimamente questionável, sendo fortemente recomendado por diversas
instâncias internacionais, como a ONU, Conselho da Europa, Interpol e
Europol".
O órgão dirigente da
Polícia esclarece também que "não existe qualquer conexão funcional
entre o Departamento de Informações Policiais e o Grupo de Operações
Especiais (GOE) da PSP e é completamente falso que qualquer serviço da
PSP possua equipamento de intercepção telefónica".
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Violência: queria
entrar à borla em discoteca de Lisboa
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SETE SEGURANÇAS DÃO SOVA A AGENTE DA PSP
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Um agente da PSP da Amadora foi ontem
de madrugada severamente agredido - a murro e pontapé - por sete
seguranças do ‘Alcântara Club’, em Lisboa, após, alega a discoteca,
ter “armado confusão” à porta.
As versões são
contraditórias: a gerência diz que o polícia apontou uma arma ao
porteiro; a PSP que ele apenas puxou da pistola após ter levado dois
murros. Num ponto todos estão de acordo: o agente queria entrar à
borla para “beber um copo” e ficou feito num oito. Está tudo em vídeo.
Segundo apurou o CM, e consta do relatório policial, tudo se terá
passado pelas 06h00. O agente ‘Carlos’, da esquadra de Alfragide,
encontrava-se com mais três colegas (todos fora de serviço) em
Alcântara. Tentaram entrar gratuitamente na discoteca ‘W’, o que lhes
foi negado. Dirigiram-se então para o ‘Alcântara Club’. A entrada
nesta discoteca também lhes foi recusada.
Os agentes saíram do local mas, pouco depois, ‘Carlos’ regressou à
porta do ‘Alcântara Club’. “Ele apenas queria entrar para beber um ‘copo’”,
disse fonte policial.
O porteiro e um dos seguranças, que estavam à porta, negaram a entrada
ao agente, até porque, afiança fonte do estabelecimento, “ele não se
identificou e estava bêbado”. Antes, pediram-lhe o consumo mínimo de
10 euros, que não quis pagar.
A discoteca diz que o agente os insultou. Este que apenas estavam a
conversar. A verdade é que o PSP acabou por levar dois murros na cara
e sacou imediatamente de uma pistola que trazia à cintura. “Armou-a e
apontou-a ao segurança”, diz a discoteca. “Não. Ficou apontada para o
chão e foi logo guardada outra vez na cintura”, afiança a PSP.
Depois da cena as versões coincidem no essencial: o polícia foi
barbaramente agredido com mais murros, pontapés e golpes de bastões
extensíveis e passou largas horas no hospital. “Ficou uma lástima”,
dizem.
ARSENAL APREENDIDO
'BRUTAL'
A PSP, que apreendeu o vídeo de vigilância da discoteca, que mostra
grande parte das agressões, classifica as mesmas como “brutais”. “Vi
as imagens e não ponho minimamente em causa a versão do agente”,
referiu ao CM fonte policial.
PONTAPÉS
O agente terá sido agredido por sete seguranças. Levou vários
pontapés, estilo ‘karaté’, na cabeça. A PSP apreendeu na discoteca uma
arma ilegal, uma caixa de uísque cheia de navalhas e várias soqueiras,
além de bastões extensíveis.
QUEIXA
Acabaram detidos o porteiro e um segurança do ‘Alcântara Club’, que
serão hoje presentes ao Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa. A
discoteca queixa-se que foram mal tratados na esquadra e considera
mesmo avançar com uma denuncia à IGAI.
Sexta-feira, 4 Junho
- filipe
Apesar de o agente não ter razão, penso que estes gorilas devem ser
todos levados para a esquadra e receberem o mesmo tratamento que
aplicaram ao agente em causa e deixarem-nos no mesmo estado em que
ficou o agente. Só com este tipo de atitudes podemos voltar a estar
tranquilos numa discoteca.
- Zé
Os seguranças são mercenários pagos pelas discotecas, sem qualquer
tipo de ética profissional. Aos que transgridem deviam tirar-lhes a
carteira profissional e serem duramente castigados. As discotecas
envolvidas deviam ser fechadas definitivamente e os sócios proibidos
de abrirem outras. Sómente assim se acabaria de vez com a constante
agressão.
- Mutant
Todos podem ter razão, mas a verdade é que muitos polícias querem
entrar à borla e estão alcoolizados e ainda armam confusões. Mas
também é verdade que os seguranças escusavam de ser tão agressivos.
Será que não aprendem a neutralizar um dito agressor de uma maneira
mais simples? Se não o conseguem devem tirar uns cursos e aprender
umas disciplinas de defesa. A defesa é o melhor ataque. Mas, pelos
vistos, os porteiros só pensam em atacar. Os gerentes das Discos
deviam saber quem contratam.
- Ribeiro
20 dias de tensão para o agente da PSP que não se soube comportar como
autoridade e 3 anos de prisão e indemnização aos gorilas por não se
comportarem como bons seguranças.
- José Pimpão
Os seguranças das discotecas na maioria deles são uns atrasados
mentais que de dia fazem "trabalhinhos por encomenda". Metam esses
tipos na prisão a limpar os WC's!!!
- rui
O PSP deve ter visto uns bons fachos luz ascendentes!Devia pensar que
eram ovnis concerteza...! Entrar à borla?! Mas porque carga de água?!
Já sabemos a treta que são as discotecas Portuguesas para quem não 'é
da casa'!! Paga e cala, e mesmo assim teve sorte de não lhe terem
pedido 250eur.Viva a sardinha e vinho tinto!
- Francisco
A maioria desses seguranças que estão nas portas de discotecas são uma
cambada de cobardes só batem em grupo ,por isso deve vez em quando
apareçem estendidos e depois é coitadinhos,se fosse a PSP ia lá em
grupo e arrasava aquilo tudo e dava um enxerto àquela escumalha toda..
- Estremozbrinde Lda
Porque será que a Polícia nunca tem razão? Até o maior delinquente tem
sempre razão .... Coitado do PSP, esse nunca tem razão .... será o
único que está mal ? Sr. Ministro !!! Está por aí ? Ou muito ocupado
com o EURO ! Sim ... a prejudicar os seus homens ..... Obrigue ....
que eles fazem 12 horas por dia !!! E se não chegar .... 18 Horas ...
mas atenção .... mais de 24h/dia não, o dia tem mesmo 24 horas!.
- José Passadinhas
Sr. Ministro da Administração Interna, não se preocupa com estes casos
? Afinal está aí o EURO 2004 - O acontecimento do centro de atenções
!!! O resto não interessa. Como podem ter autorizações estes
seguranças ..... desculpe .... está ocupado com o EURO já esquecia
.....
- L.Santos
Os seguranças vão a Tribunal e muito bem ou muito mal porque como já
sabemos acaba em nada .. E então a discoteca , não deveria ser
encerrada???
- Luis Fernando
Discordo completamente. Quer dizer então que o policia anda bêbado e a
causar confusão e ainda se arma em vítima? Imagine que o polícia
tivesse acabado por dar um tiro num dos seguranças? O que você faria
se tivessem ameaçado com uma arma um colega vosso?
- Manuel FRANCA
A MAIOR PARTE DAS VEZES OS GORILAS COMO ESTES SAEM DA PRISÃO NÃO DA
FLORESTA, POR ISSO É QUE ELES TRABALHAM NESTES SÍTIOS, SE FOREM PARA A
PRISÃO JÁ CONHECEM OS CANTOS À CASA!!!!
- Rui Sasportes
Até quando esses "fora-da-lei" usam a violência de forma gratuita e
imune? Quando será que o Snr. Ministro responsável pela tutela se
dignifica legislar no sentido de extirpar esses colaboradores da noite
... sem qualquer formação cívica e profissional para esse desempenho ?
Porque espera Snr. Ministro?
- miguel santos
PORQUE É QUE NÃO FORAM LÁ O DURÃO BARROSO E O SEU AMIGUINHO PAULO
PORTAS BEBER UM COPO, PELO MENOS TINHAM FEITO UM FAVOR AGORA A UM
DESGRAÇADO. 7 CONTRA 1 QUE COVARDES.
- Zagallo - Porto
Alegre
Eventualmente os "gorilas " das discotecas são ajuramentados? Fazem
carreira como qualquer agente da PSP, ou continuam a ser gente que
ninguém conhece, alguns até com passado mais que duvidoso?
- indignado
Já se sabe que as discotecas não são lugares muito recomendáveis.Há
sempre sarilhos , barulhos e agressões e até mortes.Porque é que não
foram todos detidos esses 7 gorilas heróicosque agrediram o
policia?Essas discotecas deviam ser fechadas quando houvesse casos
assim de tanta brutalidade.Pelos vistos o agente não morreu porque não
calhou.Logo o 1º responsável é o dono , por ter esses gorilas ao
serviço dele e depois os gorilas.Deviam levar penas exemplares. |
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MAI cede a reivindicações
dos sindicatos da PSP |
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O Ministério da
Administração Interna (MAI) prepara-se para ceder a algumas das
exigências dos sindicatos da PSP. Isto depois de ter adiado a resposta
às reivindicações de outros agentes de segurança, os inspectores do
Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Enquanto os primeiros
conhecem para a semana o valor final da compensação pelas horas
extraordinárias que vão realizar durante o Euro 2004, os últimos terão
de esperar pelo fim do evento desportivo para ver resolvida a questão
do pagamento das horas extra, que dizem estar em atraso desde 2002.
Ontem, cerca de 30 dirigentes do Sindicato de Profissionais de Polícia
(SPP/PSP) e da Associação Sindical Independente de Agentes da PSP
estiveram concentrados frente ao MAI, na Praça do Comércio, até
receber a confirmação de que algumas das suas reivindicações seriam
cumpridas. Apenas a confirmação, porque segundo fonte do ministério,
os sindicatos teriam sido chamados na terça-feira para uma reunião de
emergência onde tudo teria já ficado resolvido.
Segundo o presidente da SPP/PSP, António Ramos, só ontem de manhã
houve certeza de que «os sindicatos vão ser notificados por escrito
acerca dos detalhes de como e quando vão receber as horas
extraordinárias» e a garantia de que «as listas de promoções vão ser
publicadas para a semana».
Segundo apurou o DN, os agentes da PSP vão receber 9,55 euros por cada
hora de trabalho extraordinário durante o Euro, um valor abaixo do
estabelecido na tabela de serviços de compensação (10,75 para os
agentes principais e 9,72 para os outros). Contudo, tanto os chefes
como os oficiais vão receber o valor de tabela: 11,44 euros no caso
dos primeiros e 12,44 para os segundos.
SEF. O Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF
resolveu na semana passada desconvocar as greves marcadas para Junho,
que coincidiam com o Rock in Rio e com o Euro 2004. «Ou apoiávamos ou
boicotávamos a operação de segurança. Resolvemos apoiar», disse o
presidente do sindicato, Gonçalo Rodrigues. Ainda assim, lamenta que
os investigadores do SEF estejam já a trabalhar 14 horas diárias por
turnos, «sem receberem mais».
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Polícias Vão Estar
Atentos a Locais de Interesse Público |
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As zonas turísticas e
de interesse histórico, os terminais de transportes públicos, praias,
parques de estacionamento, pontes, centros comerciais, locais de
abastecimento de água e energia, e escolas, para além dos estádios de
futebol, serão os locais onde, no decurso do Euro 2004, as autoridades
policiais vão patrulhar com maior intensidade. Ontem, em cada cidade
que irá receber jogos, responsáveis da PSP anunciaram os respectivos
planos de segurança.
Lisboa, por ser a
cidade que mais jogos vai acolher (dez dos 31, a dividir entre a Luz e
Alvalade), suscita especiais atenções em termos de segurança, até
porque, por exemplo, no dia 12 (véspera do Inglaterra-França), há um
acréscimo de pessoas nas ruas, em virtude dos habituais festejos de
Santo António.
"Forte visibilidade e
capacidade de mobilidade, capacidade de intervenção rápida e uma
exposição das forças que, contudo, não deverá deixar transparecer
agressividade", constituem a receita, preconizada ontem, pelo
comandante distrital da PSP lisboeta, superintendente Oliveira
Pereira. Este responsável policial, recordando que tem sob as suas
ordens cerca de 7.000 efectivos, sublinhou, contudo, que a área de
actuação das suas forças não se limita apenas ao concelho da capital,
mas também aos de Oeiras, Cascais e Amadora.
"Para além do
policiamento visível, é garantido que nas áreas consideradas, em
princípio, como mais vulneráveis, haverá sempre a presença de polícias
à cívil", garantiu Oliveira Pereira, reportando-se, dessa forma, à
tarefa que estará destinada às chamadas brigadas de investigação
criminal.
Às forças da PSP a
distribuir pelo terreno (ao longo dos últimos meses, só na região de
Lisboa, foi dada formação a cerca de 5.200 efectivos) juntar-se-ão, em
caso de necessidade, elementos do Regimento de Cavalaria da GNR.
Amanhã inicia-se,
entretanto, mais uma etapa da formação dos polícias chamados a
intervir no Euro, prevendo-se que cerca de 4.000 homens comecem a
lidar com o gás pimenta, uma "arma" adquirida propositadamente para o
evento e que é considerada de grande eficácia para dissuadir
arruaceiros.
Ontem houve ainda
oportunidade de dar a conhecer as denominadas salas de situação. São
recintos, instalados em cada cidade do Euro, onde a polícia, equipada
com algum novo material informático (que entre outras valências
permite a comunicação por vídeoconferência), tem a capacidade de
comunicar e receber informação em tempo real. Estas salas estão
igualmente ligadas aos Centros Locais de Informações Policiais, também
eles instalados nas urbes que recebem a prova, que por sua vez
comunicam com o Centro Coordenador de Informação Policial, local para
onde será canalizada toda a informação nacional e até estrangeira, uma
vez que nesse espaço estarão em permanência representantes das
polícias dos diversos países que participam na prova.
A partir do início do
Euro a PSP fará, diariamente, às 13h, na Direcção Nacional, em Lisboa,
uma conferência de imprensa onde serão dados os pormenores relativos a
todas as ocorrências registadas nas 24 horas anteriores.
Sem
Folgas em Coimbra e Aveiro
Responsáveis da PSP de Coimbra e Aveiro anunciaram ontem que todos os
seus efectivos estarão de serviço nos dias em que se realizarem jogos
a contar para o Euro 2004. Na primeira cidade merece especial atenção
o jogo entre a Inglaterra e a Suiça, dia 17, prevendo-se que os
adeptos destas duas selecções sejam acompanhados não só pelas
autoridades nacionais mas também por polícias à civil seus
compatriotas. As estações ferroviárias da cidade serão alvo de
especiais atenções. Em Aveiro as maiores preocupações centram-se na
eventual falta de alojamento para todos os turistas esperados. Entre a
Praia da Mira e Espinho há 20 mil camas mas só holandeses sõ esperados
cerca de 40 mil.
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Ministério Público
acusa oficial e agente da PSP de sequestro |
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Polémica Polícia
terá ficado fechado numa sala quatro horas por ter recusado fazer um
teste de alcoolemia Subintendente está na Escola Prática de Polícia,
mas encontra-se de baixa
O Ministério Público de Santarém deduziu acusação contra o segundo
comandante da Escola Prática de Polícia de Torres Novas e uma agente
da esquadra da PSP de Santarém pelo crime de sequestro agravado. O
despacho data do início de Abril e a defesa do oficial já requereu a
abertura de instrução do processo.
Segundo o JN apurou, o subintendente Simões e a chefe Nazaré são
acusados de "co-autoria na forma consumada do crime de sequestro", de
que terá sido vítima o agente Branco, factos que remontam à noite de
11 de Junho de 2002.
Por volta das 20.30 horas, o subintendente Simões, que na ocasião se
encontrava na Inspecção-Geral da PSP, entrou nas instalações para uma
operação surpresa de fiscalização. À entrada encontrou o agente Branco
e ter-lhe-á ordenado que apagasse o cigarro.
Um primeiro contacto que foi feito "de forma exaltada" e que levou a
uma troca de palavras entre o oficial e o agente. Mais tarde, e já
dentro da esquadra de Santarém, o subintendente exigiu que o agente
Branco se submetesse aos teste de alcoolemia.
O polícia recusou, alegando que se tratava de uma ordem
discriminatória, já que havia mais agentes de serviço que deveriam
fazer o mesmo teste.
O oficial não se conformou com os argumentos e ordenou à chefe Nazaré
que mantivesse o polícia dentro da sala. Face aos pedidos insistentes
do agente para urinar, a chefe acabaria por autorizar uma saída para
ir à casa de banho. O agente esteve fechado na mesma sala durante
quatro horas.
Sentindo-se ofendido na sua honra, o agente Branco apresentou uma
queixa, no Ministério Público (MP) de Santarém, contra o oficial e a
chefe, em Dezembro último.
Na sequência desta exposição, o subintendente apresentou uma outra
queixa contra o agente por "denúncia caluniosa", processo que viria a
ser arquivado pelo MP.
Paralelamente, a Direcção Nacional da PSP instaurou um processo
disciplinar aos três elementos, cuja conclusão se encontra em aberto,
à aguardar uma decisão judicial.O subintendente desempenha funções de
segundo comandante na Escola Prática de Polícia, em Torres Novas,
desde Outubro de 2002.
Segundo o JN apurou, em 13 de Abril último, o oficial pediu 15 dias de
baixa médica. A 27 do mesmo mês, deslocou-se a uma consulta médica na
Escola e continuou doente em casa. No dia 4 de Maio, a Junta de Saúde
da Escola concedeu 60 dias por incapacidade temporária.
O JN contactou com o advogado do agente Branco, João Martins Leitão,
que, invocando o sigilo profissional, preferiu não tecer quaisquer
comentários, aguardando o desenrolar do processo.
O advogado do subintendente, José Trincão Marques, foi igualmente
contactado pelo JN, mas apesar da insistência e das mensagens deixadas
não foi possível chegar à fala com o causídico.
Ficha
Prisão
O crime de sequestro é punido com uma pena de prisão de 2 a 10 anos,
de acordo com os artigos 158 e 132 do Código Penal. No caso de se
tratar de um agente da autoridade, a pena a aplicar passa a ser
agravada.
Suspensão
O director Nacional da PSP escusou-se a comentar ao JN o facto do
subintendente se encontrar de baixa. "Estamos a colher elementos para
aquilatar a gravidade dos factos e é evidente que irão ser tomadas
medidas", explicou Mário Morgado.
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PSP alerta para falta de
condições |
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Mais de 90% das
esquadras do Comando Metropolitano da PSP do Porto encontram-se
degradadas. Grande parte do parque automóvel não passaria na vistoria.
O material informático encontra-se desgastado, enquanto o novo
equipamento de comunicações (via rádio) é deficiente. Uma situação que
põe em causa a credibilidade da instituição, o combate à criminalidade
e a segurança do Euro 2004. Estas algumas das denúncias da Associação
Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP).
Para os sindicalistas, este «é o pior comando do País, com um défice
de cerca de 700 profissionais». Relativamente ao Euro 2004, «os
sacrifícios impostos aos profissionais vão ser elevados, havendo
dificuldades na programação, devido ao reduzido número de efectivos».
Daí declinarem qualquer responsabilidade sobre eventuais falhas de
segurança. O Governo, sublinhou Paulo Rodrigues, líder da ASPP/PSP do
Porto, «ainda não informou sobre quanto vão receber os agentes pelas
horas a prestar para além do horário normal».
A «desmotivação» pontifica no comando, alertando ainda os
sindicalistas para o facto de as promessas do ministro da
Administração Interna estarem por cumprir. Durão Barroso «assumiu, em
2002, instituir o subsídio de risco, compromisso esse também
esquecido».
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TSD pedem tréguas
às forças de segurança |
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Investigadores do SEF afirmam estar de
boa fé |
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Apesar do apelo dos
TSD-Trabalhadores Social Democratas, para as forças policiais fazerem
"tréguas" nas acções reivindicativas até ao final do Euro 2004, os
sindicatos das forças de segurança reafirmam as razões dos seus
protestos. Mantêm agendada
a manifestação de polícias convocada para 14 de Junho e o próprio
Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de
Estrangeiros e Fronteiras (SCIF-SEF) não exclui a possibilidade de
rever a decisão de ter suspendido as greves.
"Os TSD não põem em causa a razoabilidade e a legitimidade das
pretensões das várias forças de segurança, nem questionam as posições
dos sindicatos, mas consideramos que este não é o momento mais
adequado", disse, ontem, à agência Lusa o secretário-geral dos TSD,
Arménio Santos, à margem de uma conferência de imprensa convocada por
esta estrutura "para tomar posição sobre a situação sindical e
reivindicativa de algumas forças de segurança". Recorda-se que os TSD
são, estatutariamente, "umaorganização enquadrada programaticamente no
PSD". O JN pediu à Comissão Coordenadora Permanente dos Sindicatos e
Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança (CCP)
que comentasse o apelo de Arménio Santos, deputado do PSD.
"Gostaríamos que os TSD, como estrutura sindical que é, dispensasse
todo o apoio à justa luta dos profissionais das forças de segurança,
tendo em consideração que as iniciativas que vamos realizar jamais
colocarão em causa a segurança dos portugueses, epela qual muitos de
nós deram as suas vidas. Só o Governo parece não respeitar esse
sacrifício", declarou ao JN o porta-voz da CCP, José Manageiro,
apontando algumas das razões para a manifestação de 14 de Junho: falta
de cumprimento da Lei Sindical da PS
P; atraso na implementação do associativismo na GNR; a falta de
pagamento das horas extraordinárias no SEF; "a falta de respeito pela
dignidade da Polícia Marítima, como órgãos de Polícia criminal que
são"; e o estado das instalações e equipamentos policiais.
"O chefe de gabinete do secretário de Estado Nuno Magalhães
garantiu-nos que não havia problema", declarou ontem ao JN o
vice-presidente do SCIF-SEF, Joaquim Mendes, comentando a reacção do
Governo ao teor de um comunicado que se confirmou ter tidoorigem no
Ministério da Administração Interna, já depois da suspensão da greve.
O documento garantia que "não há horas extraordinárias em dívida". O
SCIF-SEF não exclui poder rever a suspensão da greve se detectar "má
fé".

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Activado por decisão do primeiro-ministro |
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Portugal vai ter
Sistema Nacional de Gestão de Crises |
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O Governo aprovou
hoje a criação de um Sistema Nacional de Gestão de Crises, um órgão
não permanente, activado por decisão do primeiro-ministro e
vocacionado para articular vários sectores do Estado em situações de
crise.
"Este é um passo
importante em termos de segurança e defesa, há muito que o Estado
tentava encontrar uma solução nesta área", sublinhou o ministro de
Estado e da Defesa, Paulo Portas, na conferência de imprensa que se
seguiu ao Conselho de Ministros, onde foi aprovado o decreto-lei que
cria este sistema.
De acordo com Paulo
Portas, o Sistema Nacional de Gestão de Crises "é uma estrutura
flexível e adaptável às situações de gestão de crises, que permite uma
resposta rápida e a necessária articulação entre diferentes sectores
do Estado".
"Trata-se de um
sistema de apoio à decisão, não é um órgão permanente e é activável
quando o primeiro-ministro o entender", acrescentou.
Este sistema integra
um gabinete de crise, um grupo de apoio e um sistema de informação ao
público.
"Não é, em
democracia, concebível uma gestão de crise competente e eficiente sem
esclarecimentos à opinião pública", frisou o ministro da Defesa,
lembrando que esta estrutura teria sido útil, por exemplo, na gestão
da crise ambiental provocada pelo navio "Prestige".
No gabinete de crise,
presidido pelo primeiro-ministro, terão assento os ministros das
Finanças, da Defesa, dos Negócios Estrangeiros, da Administração
Interna e da Justiça, bem como outros ministros que o chefe do
Executivo entender em cada situação.
Do gabinete de crise
fará igualmente parte o chefe do Estado-maior das Forças Armadas e o
futuro secretário-geral do Sistema de Informações da República.
Os ministros da
República (ou os futuros representantes da República, que os
substituirão, de acordo com a recente revisão constitucional) e os
presidentes dos Governos regionais poderão também integrar este
gabinete de crise, quando a situação abranger os territórios que
representam.
O grupo de apoio a
este gabinete de crise vai ser constituído por peritos e técnicos e,
de acordo com o ministro da Defesa, pelas entidades presentes no
Conselho Nacional de Planeamento de Saúde de Emergência.
Este grupo de apoio
está vocacionado para a produção de informação e de propostas de
acção, fazendo ainda a ligação a instrumentos internacionais.
Paulo Portas
assegurou que o Sistema Nacional de Gestão de Crises vai estar
operacional imediatamente após a publicação em Diário da República
deste decreto-lei. |
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