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Polémica - Estavam no quarto a preparar as malas para ir de férias
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Amor Chumbado na PSP |
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A decisão do ministro da Administração Interna é talvez
a última esperança de Tiago e Joana. Os dois jovens cadetes do
Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna (ISCPSI)
da PSP são namorados e partilham mais do que o sonho de uma vida em
comum. No último ano lectivo, apesar de terem obtido notas positivas a
todas as disciplinas, foram ambos reprovados na nota de mérito
pessoal.
Uma ‘nega’ para a
qual não encontram explicação, apesar de terem sido encontrados por
dois oficiais no quarto atribuído ao rapaz, quando preparavam as malas
para partir de férias, na tarde do último dia do ano – as aulas tinham
terminado nessa manhã, 9 de Junho.
O chumbo a mérito obriga-os a repetir todas as disciplinas dos
respectivos anos do Curso de Oficiais. No entanto, segundo fontes
contactadas pelo CM, é habitual os cadetes, homens e mulheres,
frequentarem os quartos uns dos outros.
Confrontado com os chumbos, e antes de se demitir, no fim de Julho, o
ex-director nacional da PSP, Mário Morgado, determinou a suspensão das
notas dadas pela escola e ordenou que, antes de uma decisão, se
concluíssem os processos disciplinares instaurados aos alunos: ele
veterano, ela caloira. Mas até hoje, e com o ano lectivo em curso, os
dois jovens ainda não foram ouvidos.
“Para a nota de mérito ser negativa tem de ser por razões muitíssimo
graves e deve ser sustentada por um processo disciplinar em que a
pessoa se possa defender”, alega o advogado Alexandre Zagalo, do
Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP), organismo que assumiu o
processo dos dois cadetes.
As notas finais foram afixadas em pauta a 22 de Junho, duas semanas
depois do fim das aulas. Tiago não esperava surpresas. Afinal, foi o
‘atleta do ano’ no ISCPSI, era capitão da equipa de futsal e tinha
representado a escola em diversas provas, do atletismo ao vólei,
passando pela natação.
Além disso, era o segundo melhor aluno do seu curso. “É um dos
melhores do Instituto e não existem razões objectivas para se chumbar
este aluno”, sublinha o advogado.
Ainda assim, a nota de ICAL (Instrução do Corpo de Alunos) apareceu
negativa na pauta, à frente do seu nome e à frente do nome da
namorada, aluna do 1.º ano. “Ninguém conhece as razões para esse
chumbo”, admite o advogado do SPP.
Poucos dias depois, o casal de namorados recorre, a título individual,
para a Direcção Nacional (DN) da PSP. Os recursos hierárquicos chegam
às mãos do então director nacional, juiz Mário Belo Morgado, que
decide suspender as notas – ficam sem efeito – e sugere que, antes de
ser tomada qualquer decisão, se aguarde pelo fim dos processos
disciplinares em curso. “Esse despacho é o único que podia ter sido
dado e suspende a nota. Até porque as pessoas não podem ser condenadas
duas vezes. Não podem ser condenadas sem processo e os cadetes já
estão a ser prejudicados”, refere Alexandre Zagalo. “Esta é uma
história de Romeu e Julieta, que não é própria dos tempos de hoje”,
avisa.
Quando os dois alunos são informados do conteúdo do despacho da
Direcção Nacional, no início de Setembro último, a hierarquia da PSP
tinha mudado a partir do topo e em poucos dias. Na sequência da
mudança de Governo, Mário Morgado apresentou, a 28 de Julho, a
demissão ao recém-empossado ministro da Administração Interna, Daniel
Sanches, que substituíra Figueiredo Lopes. A 5 de Agosto, Branquinho
Lobo chegava à DN da PSP.
Chamada a pronunciar-se, a nova Direcção Nacional nada decidiu. “O
despacho de Mário Morgado consolidou-se na ordem jurídica. O que
existe é uma posição da actual DN a lavar as mãos como Pilatos. O
despacho do anterior director tem de ser cumprido”, defende Alexandre
Zagalo. Os dois cadetes aguardam agora uma decisão do MAI sobre o seu
caso. A DN da PSP, contactada ontem, não quis fazer comentários.
PORMENORES
NOTA DE ICAL
A nota de Instrução de Corpo de Alunos (ICAL), segundo o regulamento
do corpo de alunos, é o resultado da avaliação sistemática e
permanente dos alunos durante o ano, no que respeia aos registos
comportamental, atitudinal, das actividades curriculares e ao
desempenho no projecto-escola.
NEGATIVA FATAL
As classificações comportamentais e atitudinais são de natureza
qualitativa. As actividades curriculares incluem tiro, aulas de ordem
unida e miniestágios. Ter negativa a comportamento significa chumbar a
ICAl, o que implica repetir todo o ano lectivo, mesmo as cadeiras
feitas.
UNIVERSIDADE DA PSP MARCADA POR POLÉMICAS
Menos de um ano depois do caso das praxes de carácter sexual
denunciado pelo CM, o Instituto Superior de Ciências Policiais e
Segurança Interna (ISCPSI) volta a estar no centro de uma polémica -
desta vez a reprovação de dois cadetes, namorados: ele, aluno do
quarto ano, segundo classificado no respectivo curso; ela, aluna do
primeiro ano. As turmas de Tiago e Joana, de resto, tinham sido
protagonistas, tal como o resto do ISCPSI, do caso das praxes de
carácter sexual.
Em meados de Novembro do ano passado, os 45 alunos do primeiro ano,
entre eles quatro mulheres, são acordados a meio da noite e sujeitos a
uma praxe que consistia em lamber chantili de um pénis de borracha
colocado num manequim.
No entanto, e de acordo com o testestemunho de um ex-cadete, Bruno
Serra, praxes semelhantes tinham ocorrido no ano anterior, motivando a
sua desistência do curso.
A praxe do início do ano lectivo 2003/2004, que incluiu também muito
exercício físico e poucas horas de sono e de descanso, decorreu nas
instalações do instituto superior da polícia, no Calvário, em Lisboa,
perante uma assistência de inúmeros alunos de outros anos.
A denúncia do caso, comunicado ao então director nacional da PSP por
um oficial superior da Polícia, leva o ministro da Administração
Interna, Figueiredo Lopes, a prometer que as responsabilidades seriam
apuradas no mais curto espaço de tempo possível. Mas, já com uma nova
direcção nacional na PSP e com um novo ministro, os processos
continuam sem resultados.

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Policias Defendem Pré-reforma
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O Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP/PSP) está contra a
extinção da pré-reforma na polícia, e a consequente obrigatoriedade de
reforma aos 60 anos, defendida pelo Director Nacional da PSP em
declarações a um órgão de comunicação social.
Em comunicado a que o
CM teve acesso, a direcção nacional do SPP/PSP refere, desde logo, que
caso sejam verdadeiras estas alegações, tem de se equacionar a
disponibilidade dos polícias.
DESGASTE RÁPIDO
“Por sermos uma profissão de desgaste rápido, é-nos atribuído um
desgaste de 25 por cento em tempo de serviço, o que significa que em
cada quatro anos, ganhamos mais um para a contagem de tempo de
serviço”, referiu ao CM António Ramos, presidente do SPP.
Assim, a direcção nacional do sindicato manifesta incompreensão
perante o facto de não se poderem aposentar os profissionais de
polícia que alcançam o tempo necessário de serviço, independentemente
da idade.
“Questionamos assim para que servem os 25% de desgaste, se só
poderemos chegar à reforma por inteiro aos 60 anos”, acrescentou
António Ramos.
A pré-reforma é, por isso, “a única forma de evitar desigualdades e
injustiças no seio da PSP”, concluiu o dirigente sindical.

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Ladrões de banco levaram
as armas de dois guardas |
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Dupla,
apanhada em flagrante, fugiu com uma G3 e uma arma de calibre 9 mm e
agrediu um dos militares da GNR. Clientes e guardas foram sequestrados
na própria agência
Eram 11.30 horas. Os dois guardas chegaram à Caixa de Crédito Agrícola
Mútuo, em Balasar (Póvoa de Varzim), longe de imaginar que os
assaltantes ainda estivessem a meio do "serviço". O flagrante acabou
por custar caro aos militares: os dois ladrões retiraram-lhes as armas
- uma espingarda automática G3 e uma Walter P38 de calibre 9 mm -,
agrediram um deles com uma coronhada na cabeça e sequestraram-nos no
próprio banco.
O alerta para o posto da Póvoa foi dado pelas 11.15 horas A patrulha
chegou ao local 15 minutos depois. Na altura em que se preparavam para
sair do jipe, o cabo e o soldado deram logo de caras com um dos
assaltantes, munido de uma caçadeira de canos serrados, que os coagiu
a largarem as armas. Entretanto, o comparsa (com o mesmo tipo de arma)
estava no interior do banco à espera que lhe abrissem o cofre
principal. No momento em que o cabo pousava a G3 no chão, foi agredido
na cabeça com a caçadeira.
"Mal viu o jipe a chegar, um dos ladrões, que estava do lado de fora
do balcão a vigiar o exterior, saiu do banco e foi ter com os guardas.
Agrediu logo um deles. Depois, os guardas (um deles sangrava muito)
foram levados para dentro da agência e tiveram que esperar que os
assaltantes levassem o dinheiro do cofre", relatou, ao JN, José
Rodrigues, cliente do banco que assistiu à situação.
A mesma testemunha recordou que quando entrou no banco, os ladrões já
lá se encontravam. "Deram-me um empurrão, eu perguntei o que é que se
passava e eles disseram-me para ficar sentado e caladinho. Estava no
banco uma meia dúzia de clientes, que também foram obrigados a ficar
parados", afirmou.
Saíram
calmamente
"Depois mandaram os funcionários abrir as caixas e o cofre, que
demorou mais tempo. Quando conseguiram o dinheiro, fugiram",
acrescentou José Rodrigues, que nem queria acreditar no que
presenciara.
A dupla teria sotaque espanhol, actuou de cara destapada e aparentava
cerca de 30 anos. Terá permanecido no banco durante cerca de meia-hora.
Depois, saiu tranquilamente, sob o olhar de vários populares das
Fontainhas, localidade junto à Estrada Nacional 206, que liga a Póvoa
de Varzim a Famalicão.
"Saíram calmamente, como se nada fosse, de armas ao ombro e com os
sacos de dinheiro na mão. Um deles tinha uma barba que parecia ser
postiça", contou José Carlos Silva, outra das testemunhas do insólito
assalto. Os assaltantes fugiram num Volkswagen Bora cinzento em
direcção a Macieira de Rates, não sendo de excluir a hipótese de um
terceiro indivíduo estar a aguardá-los ao volante do veículo. Uma
patrulha da GNR de Vila do Conde também foi ao local, para auxiliar os
colegas, mas quando chegou já não havia sinais dos ladrões.
Segundo o JN apurou, os autores do roubo já estarão identificados pela
Polícia Judiciária, do Porto , que encetou as investigações. O sistema
de videovigilância da dependência da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo
registou todos os movimentos.
Sete pontos
O cabo da GNR deu entrada no Hospital da Póvoa de Varzim sendo
suturado com sete pontos. Teve alta pouco depois, retomando ao
serviço. O colega não sofreu ferimentos, tendo ficado em estado de
choque, de acordo com uma fonte policial.
Um dos funcionários da Caixa adiantou, ao JN, que a dependência já
tinha sido assaltada "três vezes em três anos". Quanto ao montante
roubado, referiu que, até meio da tarde de ontem, não tinha sido
apurado. "A PJ ainda está a fazer a peritagem", referiu.
O mesmo responsável assegurou que todo o sistema de segurança foi
accionado. Um aviso fixado à porta do banco dava conta de que o mesmo
se encontrava encerrado por "motivos de força maior".
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«Tuning» com vigilância
apertada |
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Para já, ordem é fiscalizar. Em 2005, código da estrada prevê
apreensão dos veículos
O conselho de
trânsito reuniu-se esta quarta-feira para discutir as medidas para
combater os fenómenos do «tuning» e «street racing», avançam o DN e o
JN.
Para já, a acção das
autoridades policiais e a Direcção-Geral de Viação passa por um
aumento das acções de fiscalização em relação aos carros com
modificações. Mas com a entrada em vigor do novo código da estrada (em
2005), as autoridades podem apreender, no acto, qualquer veículo
suspeito de ter alterações estruturais não autorizadas.
Enquanto o novo
código não entra em vigor, as autoridades vão poder apreender os
livretes dos veículos suspeitos, fornecendo uma guia provisória ao
potencial infractor e procedendo de imediato à marcação de uma
inspecção técnica extraordinária.
Claro que essa
inspecção não pode ser feita no momento, pelo que, muitas vezes, os
adeptos do «tuning» podem ter tempo de retirar do automóvel os
elementos ilegais.
Por outro lado,
também as inspecções periódicas obrigatórias deverão reforçar a
atenção em relação a aspectos que estão associados à prática de
corridas ilegais, designadamente alterações à potência dos motores.
Rogério Pinheiro,
subdirector geral de Viação disse ao JN que «há uma necessidade
imperiosa de incrementar o patrulhamento dos locais» onde decorrem as
corridas ilegais, e explica que «a simples presença de um
carro-patrulha é elemento dissuasor».
Porém, os esquemas de
convocação das corridas (marcação inicial na Internet, alterada,
depois, por sms) dificultam o trabalho das autoridades.
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Polícias não querem trabalhar
depois dos 60 |
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O gabinete do
primeiro-ministro prometeu, ontem, ao Sindicato dos Profissionais da
Polícia (SPP) e e à Associação Sindical Independente de Agentes da
PSP, que iria questionar a Câmara Municipal de Lisboa sobre o que se
passa relativamente ao pagamento dos polícias que trabalharam no Rock
in Rio.
O assunto foi abordado durante uma reunião entre dois assessores de
Santana Lopes e estas duas associações sindicais da PSP, ontem, em
S.Bento. O pagamento relativo ao serviço prestado durante o Euro 2004
foi outro dos temas debatidos. Confome noticiou ontem o JN, os agentes
ainda não receberam o que lhes é devido porque a PSP não enviou para a
sociedade Euro 2004 o mapa das facturas. A Direcção Nacional daquela
polícia disse, entretanto, ao nosso jornal, que "o processo está
concluído" devendo as facturas ser brevemente apresentadas .
A audiência com os assessores do primeiro ministro foi pedida pela
Federação Geral de Sindicatos Independentes, que convidou aqueles dois
sindicatos a integrar a comitiva. Os dois sindicatos entregaram aos
assessores de Santana Lopes um dossiê onde criticam a alteração da lei
do regime das aposentações e reivindicam a manutenção da reforma aos
60 anos e a pré-reforma aos 52 .
Também exigiram o regresso aos horários de trabalho de oito horas. O
regime foi alterado para as seis horas por turno. António Ramos, do
SPP, diz que, para além de "ter tirado agentes da rua", o novo horário
prejudica as deslocações dos agentes às terras de origem, onde
permanecem as suas famílias.
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Polícias saem de S. Bento de
bolsos vazios |
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Gabinete
do primeiro-ministro garante que vai «expor problema» a Santana,
ex-presidente da CML. Agentes continuam à espera do dinheiro do Rock
In Rio. E alguns já falam em greve de fome
Os polícias vão
continuar sem receber o dinheiro que a Câmara Municipal de Lisboa (CML)
lhes deve. Nem a reunião na residência oficial do primeiro-ministro
com uma delegação da Federação Geral de Sindicatos Independentes
conseguiu desbloquear a situação.
Peixoto Rodrigues, um
dos sindicalistas em representação da PSP presentes na reunião com os
assessores de Santana Lopes, disse ao PortugalDiário que o assunto das
dívidas aos agentes da PSP foi apresentado, «mas não obtivemos
qualquer resposta. Disseram apenas que vão expor o caso ao senhor
primeiro-ministro».
Recorde-se que o
festival Rock In Rio decorreu ainda durante a presidência de Santana
Lopes na Câmara Municipal de Lisboa.
O problema das
dívidas, que rondam os 180 mil euros (só referentes ao policiamento do
festival), está a deixar alguns polícias desesperados. «Há alguns
colegas que falam já em greve de fome, porque continuamos sem obter
qualquer resposta quer da Direcção Nacional da PSP, quer do próprio
comando de Lisboa», adianta Peixoto Rodrigues.
O PortugalDiário
voltou, mais uma vez, a contactar as entidades envolvidas em todo este
processo de pagamento das dívidas aos agentes da PSP. Quer a Câmara
Municipal de Lisboa, quer a própria Direcção Nacional da PSP continuam
a não adiantar qualquer informação sobre possíveis datas para saldar
dívidas.
Para todos os
efeitos, e caso o pagamento não seja feito até ao dia 30 de Setembro,
os sindicatos da PSP tencionam realizar a 7 de Outubro uma
concentração frente à CML. No local estará um advogado para receber as
queixas dos polícias.
Mas há outros
assuntos que preocupam os polícias e que o sindicato deu a conhecer
nesta audiência em S. Bento. Nomeadamente a problemática do regime
especial de aposentação. Os sindicatos mostraram-se preocupados com as
alegadas declarações do director nacional da PSP, que terá afirmado o
fim das pré-reformas, mesmo a breve prazo.
«É importante notar
que o trabalho por turnos desgasta ainda mais o trabalhador e, nestas
condições, ter uma pessoa a trabalhar até aos 65 anos pode pôr em
causa, inclusivamente, a integridade física do agente», acrescenta o
sindicalista.
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Palmela: «incúria» das forças
de segurança |
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Sindicato de Chefes da PSP diz que há «meios para acabar com corridas
ilegais»
O Sindicato
Independente da Carreira de Chefes de Polícia considerou hoje que
houve «incúria» das forças de segurança por terem sido incapazes de
travar a corrida ilegal de automóveis em Palmela, no domingo, que
matou três pessoas.
O secretário-geral do
Sindicato, Joaquim Teixeira, disse à Agência Lusa que a PSP «pode e
tem meios para acabar com as corridas ilegais de velocidade», como a
que aconteceu domingo em Palmela, e que se repetem noutros pontos do
país.
No entender deste
dirigente sindical, o acidente de domingo aconteceu «por incúria de
alguém» e o principal responsável terá sido o comandante da força de
segurança, que não impediu a corrida, apesar de serem frequentes
«naquele local e dia, como foi noticiado».
Joaquim Teixeira
referiu também que tal como os curiosos, os polícias sabem quando se
realizam estas provas de velocidade.
O sindicalista
explicou que tem de existir um planeamento para combater este fenómeno
e uma mobilização e actuação permanente dos agentes, também à civil,
de forma a surpreender os infractores.
Num comunicado, o
Sindicato apela a uma maior mobilização dos agentes, lembrando que a
profissão de polícia implica a perda de domingos e feriados.
Nesse documento, o
Sindicato dá como exemplo a «brilhante intervenção» da GNR que
conseguiu impedir a prática de corridas de velocidade ilegais no IC-23
e na Maia.
À Lusa, Joaquim
Teixeira referiu também que a polícia dispõe de técnicas de
investigação, quer para o apuramento de crimes, quer para a sua
prevenção. «Para que servem as informações e os agentes à civil?»,
pergunta o sindicalista.
No domingo, três
pessoas morreram e quatro ficaram feridas em Palmela, após terem sido
apanhadas no despiste de um automóvel que participava numa corrida
ilegal.
O condutor do
automóvel foi segunda-feira acusado de homicídio voluntário pelas três
mortes e vai aguardar o julgamento em prisão preventiva.
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Mortes de Palmela São Homicídio
"Voluntário" |
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Jovem que provocou o acidente fica em prisão preventiva. Familiares e
amigos dizem que "tudo não passou de um grande azar"
Ficou em prisão
preventiva o jovem de 22 anos que na tarde de domingo provocou um
acidente de que resultou a morte de três pessoas que assistiam a uma
corrida não autorizada de automóveis, numa estrada particular junto às
instalações da Lear e da Makro, em Palmela.
A advogada de Neutel
Mendes, o condutor do Peugeot 106 que se despistou, não conseguiu
fazer valer a tese de homicídio involuntário por negligência, tendo a
juíza de instrução do Tribunal de Setúbal entendido, pelo contrário,
que o jovem tinha consciência de que a prática deste tipo de corridas
podia ter um desfecho fatal.
"A juíza considerou
que, para o senso comum, é obrigatório calcular que, destas corridas,
poderia resultar um acidente", explicou a advogada Maria Graça
Rodrigues.
Neutel Mendes ficou
indiciado da prática de três crimes de homicídio voluntário com
eventual dolo, condução perigosa e condução sem habilitação legal. Do
acidente resultaram ainda três feridos ligeiros e um ferido grave,
transportado para o Hospital Garcia de Orta, em Almada, mas já livre
de perigo, bem como danos em nove veículos e numa mota estacionados no
local.
De acordo com a
advogada, o jovem esteve "muito abatido" durante todo o
interrogatório, garantindo que "nunca na vida pensou que lhe podia
acontecer uma coisa destas". Descontente com a medida de coacção
aplicada ao seu constituinte, Maria Graça Rodrigues sublinhou que, "ao
contrário do que a juíza considerou, ele não previu o resultado e
nunca pensou que poderia matar alguém". Também não terá sido
considerado o facto de o jovem, calceteiro de profissão e morador no
Bairro da Bela Vista, em Setúbal, ser o "sustento da família", uma vez
que a mãe está desempregada e o pai é paraplégico.
Corridas "nunca vão
acabar"
Inconformados com a
decisão estavam também os familiares e amigos do jovem, que não
arredaram pé do Tribunal de Setúbal durante todo o dia. A mãe de
Neutel Mendes foi dizendo aos jornalistas que o filho "não é nenhum
assassino", garantindo tratar-se de um jovem que "nunca se meteu
nestas coisas". O carro que Neutel Mendes conduzia era de um amigo e,
afiançaram os colegas presentes, "tudo não passou de um grande azar".
As corridas de carros
naquela que é agora conhecida como "estrada do picanço" eram prática
comum, aos fins-de-semana. Segundo o PÚBLICO apurou junto de um adepto
do "tuning", que também estava presente no momento do acidente, mas
que preferiu manter o anonimato, "todos os domingos havia corridas e
juntavam-se centenas de pessoas na Lear". O "azar" de Neutel Mendes
terá sido fazer o percurso, a alta velocidade, no sentido inverso ao
que era "a regra", apanhando a assistência "desprevenida".
Há vários meses que
estas corridas ocorrem naquele local, arrastando centenas de adeptos e
curiosos. "Chega a haver barraquinhas a vender bifanas", conta a mesma
fonte, sublinhando que "o ideal seria haver, como noutros países,
circuitos com iluminação, bancadas e barreiras de protecção, para a
prática segura destas corridas", que, afirma, "nunca vão acabar".
Nos últimos 12 meses,
a GNR efectuou pelo menos sete operações planeadas de fiscalização de
automóveis suspeitos de participarem nas corridas de "street racing"
em Palmela e elaborou um auto de notícia devido a um acidente que
ocorreu naquele local a 3 de Abril de 2004.
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Polícia Avança com Medidas
Preventivas para Travar Corridas Ilegais de Carros |
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A vertigem da
velocidade e o gosto de viver no limite levam cada vez mais jovens a
participar em corridas não autorizadas de carros. A última, no
domingo, em Palmela, fez três mortos e obrigou as autoridades a
sugerir um conjunto de medidas preventivas para tentar pôr um travão
no fenómeno do "street racing". Quem o pratica diz que as corridas
"nunca vão acabar". A polícia reconhece dificuldades em lidar com o
problema. Por Anabela Mendes
A apreensão
definitiva de viaturas identificadas com a prática de "street racing"
("corridas de rua") pode ser uma das medidas preventivas a adoptar,
segundo a GNR e a PSP, para evitar corridas ilegais como a que teve
lugar no domingo, em Palmela, e que causou três mortos e quatro
feridos, um deles com gravidade.
O acidente, o mais
grave de sempre desde que o fenómeno das corridas de carros não
autorizadas chegou a Portugal, foi provocado por um jovem de 22 anos
sem carta de condução. Ouvido ontem no Tribunal de Setúbal, o jovem
ficou indiciado da prática de três crimes de homicídio voluntário com
eventual dolo, condução perigosa e condução sem habilitação legal. Vai
ficar a aguardar julgamento em prisão preventiva.
A gravidade deste
acidente de "street racing" - uma modalidade "importada" do Japão e
Estados Unidos e com uma vasta legião de adeptos em todo o mundo -
levou ontem o chefe da Secção de Operações da Brigada de Trânsito da
GNR a reunir com responsáveis da Direcção Geral de Viação para
discutirem medidas preventivas mais eficazes.
Apostar na
visibilidade das autoridades e na prevenção, equacionar a
possibilidade de apreensão definitiva de viaturas identificadas com a
prática de "street racing" e uma aposta maior em operações "stop" nas
entradas das cidades ao fim-de-semana poderão ser algumas dessas
medidas.
De acordo com o
capitão Lourenço da Silva, oficial de informações e porta-voz da
Brigada de Trânsito da GNR, o fenómeno do "street racing" tem vindo a
ser acompanhado pelas autoridades, que sempre que podem actuam, mas,
devido à imprevisibilidade das corridas, o trabalho de prevenção, que
seria o ideal, tem-se demonstrado muito difícil.
"Apesar de
conhecermos os locais onde normalmente estas corridas acontecem, não
se consegue adivinhar nem a hora, nem o sítio, nem o dia em que vão
ter lugar. Os promotores de 'street racing' têm uma organização que
põe todos os cuidados na preparação das corridas, rodeadas do maior
secretismo, e de que só nos chega informação através de denúncias ou
quando já estão a decorrer", explica o oficial, que compara a situação
das autoridades, neste caso, ao jogo "do rato e do gato".
Apostam-se
automóveis
"Estas corridas
envolvem carteiras de apostas, tanto em dinheiro como em veículos, e
os organizadores têm equipas de segurança, que verificam se não há
sinal das autoridades para não serem apanhados em flagrante. Ao mínimo
sinal da nossa aproximação, tudo termina e o nosso trabalho, na
maioria das vezes, fica-se pela verificação dos documentos das pessoas
e veículos que se encontram no local", diz o capitão.
Este oficial explica
ainda que já se encontram envolvidas nestas corridas pessoas de alto
extracto social, com veículos topo de gama, apesar de representarem
uma minoria. De acordo com um esboço de retrato traçado pela Brigada
de Trânsito da GNR, os adeptos de "street racing" são jovens, na sua
maioria com idades entre os 20 e os 25 anos, com empregos pouco
estáveis, de que só querem o dinheiro para a manutenção e
transformação dos carros com que correm. Ainda de acordo com este
padrão, estes jovens vivem em função de actividades perigosas,
gostando de viver no limite e sendo o perigo uma espécie de vício.
A maneira de impedir
estas corridas é que é mais complicada. De acordo com Lourenço da
Silva, a GNR verifica diariamente os "sites" e fóruns de discussão na
internet dos adeptos de "street racing" e "tuning" - uma outra
modalidade muito em voga em Portugal, muitas vezes associada à
primeira, e que se traduz pela transformação estética e da motorização
dos carros - para procurar pistas, que, regra geral, são inexistentes.
O oficial diz que a convocação destas corridas é feita entre
conhecidos, ou através de mensagens SMS e "e-mail", e sempre no maior
segredo, o que dificulta o trabalho das autoridades.
Como exemplo, fala
das corridas que acontecem na Ponte Vasco da Gama, em Lisboa. "É certo
que detectamos os carros em alta velocidade, mas não os podemos tentar
parar sem colocar a vida de inocentes em perigo. Registamos as
matrículas e multamos por excesso de velocidade ou remetemos o caso
para o Ministério Público, pois tipifica um crime de condução
perigosa", explica.
O comissário
Alexandre Coimbra, porta-voz da Direcção Nacional da PSP, também
garante que as dificuldades com que a Divisão de Trânsito se depara
não diferem muito das da GNR. O oficial diz que a PSP tenta ser
pro-activa sempre que desconfia de uma corrida, montando operações
"stop" nas imediações dos locais onde supõe que irá ter lugar.
"Multamos, com base
em normas legais, os indivíduos que para ali convergem, de modo a
evitar que as corridas aconteçam. Quando elas já estão a ter lugar,
identificamos as viaturas e os condutores, que, se forem apanhados em
flagrante, incorrem no crime de condução perigosa, previsto no Código
Penal com uma pena que vai até aos três anos de prisão", explica.
"Essencialmente, a
PSP tem de ser inteligente e, através dos mecanismos legais de que
dispõe, tentar que as corridas não aconteçam", conclui, dizendo ainda
que a polícia apreenderá qualquer viatura que apresente alterações não
condizentes com o que está registado no seu livrete.
Carro
Transformado Será Apreendido
O novo Código da Estrada, que deverá entrar em vigor no próximo ano,
proíbe a circulação dos veículos que não disponham dos "sistemas,
componentes e acessórios aprovados" e determina a apreensão do veículo
e a aplicação de uma coima. Apesar do actual Código da Estrada já se
referir à transformação dos veículos - remetendo a sua autorização
para um regulamento -, a nova legislação vai mais longe ao determinar
claramente a proibição da circulação dos veículos transformados, a sua
apreensão e a aplicação de uma coima entre os 250 e os 1250 euros aos
condutores infractores. O veículo fica apreendido "até que seja
aprovado em inspecção extraordinária", de acordo com o artigo 114º do
novo Código da Estrada. Os moldes em que a transformação dos veículos
se pode fazer carecem ainda da publicação de um regulamento, já que há
certas alterações que são permitidas, como é o caso da publicidade nos
automóveis comerciais ou nos táxis.
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Rock in Rio: PSP continua sem receber |
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Associação sindical diz que tudo aponta para responsabilidades por
parte da autarquia
A Associação Sindical
dos Profissionais da Polícia revelou hoje que os agentes em serviço
durante tempo de folga no festival Rock in Rio, realizado em Maio e
Junho em Lisboa, continuam sem receber a respectiva remuneração.
Em declarações à
agência Lusa o presidente da direcção distrital de Lisboa da
associação, José Magalhães, afirmou que tudo aponta para
responsabilidades por parte da Câmara Municipal de Lisboa (CML).
"Fomos contactados
pelo organizador do Rock in Rio-Lisboa que nos desafiou a apresentar
qualquer requisição feita pela sua empresa para a segurança do Rock in
Rio", afirmou José Magalhães.
Segundo este
responsável sindical, é a Câmara Municipal de Lisboa que está em
dívida para com os polícias e não só pelo serviço prestado no Rock in
Rio, que decorreu a 28, 29 e 30 de Maio e de 04 a 06 de Junho deste
ano.
Contactado pela
Agência Lusa, um dos porta-vozes da autarquia escusou-se para já a
comentar as acusações de que a CML deve dinheiro aos polícias.
"Já estávamos
preocupados, mas se agora sabemos que temos dinheiro a haver da Câmara
de Lisboa estamos preocupadíssimos", disse José Magalhães, afirmando
que há mais de um ano que a CML deve dinheiro à PSP.
"A Câmara de Lisboa é
a entidade que mais dinheiro deve à PSP", referiu José Magalhães
estimando a verba em falta em mais de 500.000 euros, por diversos
serviços prestados, incluindo o festival, o policiamento nas obras do
Túnel do Marques, na zona J de Chelas, e noutros locais.
Segundo José
Magalhães, 70 por cento do efectivo policial de Lisboa será credor da
CML.
A ASPP/PP tenciona
realizar a 07 de Outubro uma concentração frente à CML se até ao dia
30 de Setembro não forem feitos os pagamentos. No local estará um
advogado para receber as queixas dos polícias.
Os débitos aos
profissionais da PSP do Comando Metropolitano de Lisboa são superiores
a um milhão de euros, repartidos por várias instituições, afirma a
ASPP.
A ASPP/PSP lamenta
ainda que não tenha qualquer explicação por parte da hierarquia da
PSP.
A ASPP indica que
entre as outras entidades devedoras contam- se a Câmara de Loures e o
S.L Benfica, com pagamentos em atraso desde Agosto de 2003.
Com alguns meses em
atraso encontram-se, de acordo com a ASPP, o Hospital de Dona
Estefânia e a empresa que organizou o Campeonato do Mundo de Bicicleta
Todo-o-Terreno (BTT).

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PSP atravessa grave crise |
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Depois da bonança do Euro-2004, vem a tempestade: o novo director diz
que a policia está «falida»
A PSP pode estar a
entrar numa crise sem precedentes. O novo director nacional,
Branquinho Lobo, afirmou ao EXPRESSO ter encontrado um «buraco» de 60
milhões de euros nos serviços de saúde da Policia, em resultado de
dívidas a médicos e clínicas acumuladas por «décadas de má gestão».
Branquinho Lobo diz mesmo que a «crise financeira é muito grave»
- tendo sido este o argumento que usou para anunciar aos sindicatos
algumas medidas que os deixaram quase em choque.
Uma dessas medidas implica o fim das pré-reformas sem penalização e
contraria posições quer do anterior ministro da Administração Interna,
Figueiredo Lopes, quer do antecessor de Branquinho Lobo, Mário
Morgado. Estes responsáveis tinham concordado em que não fossem
aplicadas aos polícias as novas regras da pré-reforma da Administração
Pública, que penalizam quem se queira aposentar antes da idade
prevista.
Dado o grande desgaste causado pela profissão, a maioria dos
profissionais da Polícia pede a pré-aposentação entre os 52 e os 55
anos, quando completam os 36 anos de serviço, e o orçamento da PSP
paga-lhes a pensão até aos 60anos, altura em que a remuneração passa a
vir da Caixa Geral de Aposentações. Em média, entre 800 a 1000
polícias utilizam anualmente este esquema.
«A médio prazo, não vai ser possível manter este sistema»,
alega o director da PSP, «simplesmente porque não há dinheiro».
Para a Associação Sindical dos Profissionais da Policia (ASPP) isto é
«inaceitável» e representa «um golpe profundo nos
profissionais da Polícia». Alberto Torres, presidente deste
sindicato, o maior da PSP, saiu «muito desiludido» da reunião
que teve esta semana com Brinquinho Lobo. «Não formulou opinião nem
esboçou nenhuma solução para qualquer problema que lhe apresentámos.
Limitava-se a dizer que ia informar o ministro. Ora, o ministro já
sabe de tudo, porque reunimos com ele antes, há um mês».
Além das pré-aposentações, Branquinho Lobo também vai acabar com os
adiantamentos dos serviços gratificados. A justificação é a mesma:
falta de verbas. Até agora, sempre que os polícias faziam segurança a
eventos desportivos juvenis, da Selecção ou dos campeonatos
distritais, a PSP adiantava-se a pagar aos seus profissionais, porque
a verba destinada a este fim - proveniente das receitas do Totoloto -
chega sempre com mais de um ano de atraso (ascendendo a dívida, neste
momento, a 1,5 milhões de euros).
Quanto à ruptura
financeira no serviço de saúde - que gere um subsistema, com base em
acordos com médicos, hospitais e clínicas -, o dirigente da ASPP
sublinha que «é frequente ser recusada a assistência aos polícias e
seus familiares na PSP, por causa da falta de pagamento aos
profissionais de saúde com quem há acordos», o que «é constrangedor».
A ASPP contabiliza, porém, uma divida bastante inferior à avançada por
Branquinho Lobo, ficando-se pelos 15 milhões de euros.
Alberto Torres já convocou uma assembleia geral do sindicato para
Novembro, na qual «serão certamente aprovadas formas drásticas de
protesto». «É triste e revoltante que esta seja a paga pelo
excelente trabalho que fizemos no Euro-2004 e que fazemos todos os
dias, apesar da falta de condições», assevera.
Branquinho lobo avança a intenção de «contratar um profissional
para assumir um fundamental saneamento financeiro» na PSP.
«Sabia que a situação não estava famosa, mas pode ser que me tenha
deparado com um cenário muito pior do que pensava», afirma. Aos
profissionais da polícia promete «todo o esforço para resolver
questões que os afectem, desde que - sublinha -
não impliquem
despesa». |
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PSP
lança operação contra automóveis transformados |
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Em Lisboa. Fiscalização a corridas ilegais de automóveis. Detectadas
18 infracções
A PSP desenvolveu na
noite de sexta- feira para sábado na zona dos Olivais, em Lisboa, uma
acção de fiscalização a corridas ilegais de automóveis transformados
que terminou com a detecção de 18 infracções.
Em comunicado, a PSP
adianta que a acção de fiscalização ao fenómeno "tunning" (carros
transformados) e "street racing" (corridas de rua) decorreu na Avenida
Dr Alfredo Bensaúde, rua José Paulo dos Santos, Avenida Cidade do
Porto e Via do Oriente, em Lisboa, locais habitualmente utilizados
neste tipo de corridas ilegais.
Da operação resultou
a fiscalização de 135 viaturas e a detecção de 18 infracções ao código
da estrada, de acordo com a mesma fonte.
Na mesma noite, a
acção da PSP impediu a circulação de viaturas na Via do Oriente -
Parque das Nações, de forma a impedir a concentração daquele tipo de
viaturas.
No comunicado, a PSP
informa que vai continuar a manter-se atenta a este fenómeno, de forma
a evitar as corridas ilegais em plena via pública.
Domingo, três pessoas
morreram na sequência de um despiste de um veículo que participava
numa corrida ilegal de automóveis modificados, numa estrada secundária
no concelho de Setúbal.
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Corridas ilegais: BT quer
carros apreendidos definitivamente |
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DGV e BT reuniram-se esta manhã e apresentaram medidas para acabar com
acidentes como o de Palmela. Aumentar vigilância policial é outra
proposta que vai a Conselho de Trânsito
O Chefe da Secção de
Operações da Brigada da Trânsito, tenente-coronel Marcelino esteve,
esta manhã, reunido com responsáveis da Direcção Geral de Viação para
discutir o fenómeno do street racing - corridas de carros ilegais,
feitas em ruas sem controlo policial. As polícias estão preocupadas
com o acidente que vitimou três pessoas, este domingo. E preparam-se
para apostar em medidas de prevenção para acabar com as corridas da
morte. Há outras propostas em cima da mesa.
«Vamos apostar na
visibilidade e prevenção, em detrimento de outros patrulhamentos»,
explica fonte da DGV ao PortugalDiário. Aos fins-de-semana, as
polícias dirigem as suas operações «para os grandes eixos viários»
devido ao trânsito de fim-de-semana. Uma situação que, sobretudo em
determinados pontos do país, poderá ser alterada pela necessidade de
vigiar locais onde ocorram corridas ilegais.
«O objectivo é evitar
que as corridas aconteçam. E isso é mais importante do que prender
pessoas», adianta a mesma fonte. Mas a mesma opinião não é totalmente
partilhada pela Brigada da Trânsito. «O fenómeno é mais complicado do
que parece. Estes condutores estão organizados, têm vigilantes e sabem
onde nós estamos a patrulhar», refere o capitão Lourenço da Silva.
Uma proposta que está
em cima da mesa, e que poderá ser discutida no próximo Conselho de
Trânsito, é a criação de mecanismos legais que «permitam combater
eficazmente o fenómeno, nomeadamente através da apreensão definitiva
do veículo».
A DGV, por outro
lado, considera que a aposta deve ser na visibilidade, «já que a
repressão não tem resultado». Ainda assim, a vigilância das polícias
não será fácil. «Através da Internet, todos os dias são combinados
vários locais de concentração. Só que as corridas não ocorrem em
nenhum daqueles sítios», o que dificulta o trabalho das forças de
segurança.
Refira-se que o
condutor responsável pelo acidente, um jovem de 21 anos, não possuía
carta de condução e já tinha sido condenado com pena suspensa de três
anos por condução sem título. Está a ser ouvido esta segunda-feira no
tribunal de Setúbal. Do acidente resultaram três vítimas mortais e
quatro feridos. O jovem deve responder pelo crime de homicídio
involuntário.
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Agentes de Oliveira do
Douro lavam os carros |
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Há dois anos que é
assim e os polícias da esquadra de Oliveira do Douro garantem que
na-da podem fazer, a não ser cumprir ordens. Uma comunicação interna,
assinada pelo comandante, sub-comissário Almeida Santos, dá conta da
obrigatoriedade dos agentes lavarem as viaturas antes de as
utilizarem.
De acordo com o documento, datado de 18 de Novembro de 2002 (ao qual o
JN teve acesso), "no período da manhã, o motorista de serviço deverá
ter como preocupação primeira, limpar e lavar convenientemente a
viatura policial". Esta limpeza é "vistoriada diariamente" pelo
comandante ou, na sua ausência, de um chefe.
Esta situação, segundo fonte do Sindicato dos Profissionais de Polícia
(SPP), "põe em causa a higiene do agente que vai entrar ao serviço
depois de limpar a viatura". "Como é que um polícia se pode apresentar
às pessoas na rua, com asseio e brio, depois de ter estado a limpar o
carro?" questiona o Sindicato, adiantando que os próprios motoristas
"não se sentem à vontade no desempenho profissional porque estão sujos
e transpirados". Referem que, por exemplo, na 10.ª Esquadra de Gaia,
"há um agente que só trata das viaturas", o que acontece em muitos
comandandos do país.
Para além desta norma, "o mau estar e sentimento de revolta" dos
agentes prende-se ainda com os resultados das avaliações curriculares
que, segundo o SPP, "estão a provocar descontentamento" e "a
desastibilizar o bom funcionamento do serviço havendo rivalidades
entre colegas". Garantindo que os sócios do sindicato, "por o serem,
foram prejudicados", a mesma fonte disse ao JN que as avaliações
"foram feitas só pelo comandante que não consultou ninguém".
O JN contactou o comandante, que recusou prestar declarações, alegando
não estar autorizado. Mesmo assim afirma «desconhecer» a norma da
limpeza dos carros (que tem a sua assinatura), mas não se pronuncia
sobre as avaliações. A.S.
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