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Policiamento de
jogos obriga a fechar alguns postos da GNR |
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Associação
dos Profissionais da Guarda diz que milhares de efectivos são
afectados
Santa Casa da Misericórdia garante que está a transferir as
verbas previstas na lei
Os militares da GNR estão há quase 13 meses sem receber o
pagamento pelo policiamento que fazem nos jogos de futebol
amadores e das camadas mais jovens. Para além disso, denunciam o
facto de, por vezes, serem obrigados a fechar os postos para
zelar pela segurança nos encontros de futebol. A Santa Casa da
Misericórdia garante que faz a transferência mensal das verbas
do Totoloto e os ministérios das Finanças e da Administração
Interna dizem que tudo está ser pago. Ninguém se entende.
"É escandaloso e inadmissível" o que se está a passar, frisa
José Manageiro, da Associação dos Profissionais da Guarda (APG),
alertando para o facto de milhares de militares estarem a ser
prejudicados "por trabalhos que fazem em horas de folga". "A GNR
trabalha acima dos seus limites e como não pode recusar uma
ordem do Comando, tem de continuar a fazer os gratificados sem
receber um cêntimo há mais de um ano", afirmou.
O responsável lembra que "para muitos militares policiarem os
jogos, muitos postos têm de estar fechados, porque não há gente
suficiente". A situação foi confirmada ao JN por fonte do
comando da GNR. "Neste tipo de jogos perdem-se sempre quatro a
cinco horas e enquanto os militares estão a policiar jogos não
podem estar no posto", disse a mesma fonte.
José Manageiro, que apela ao "bom senso" das várias entidades
lamenta que "não haja enquadramento jurídico dentro da GNR, que
é uma estrutura militar", que possa levar à recusa deste
policiamento.
Da mesma situação se queixa Peixoto Rodrigues, da Associação
Sindical Independente de Agentes (ASG), lembrando que neste tipo
de jogos "está em causa a ordem pública", pelo que a PSP "não
pode recusar prestar esse serviço, apesar de ser feito em
horários de folga". O dirigente revela que hoje mesmo irá
"oficiar o ministro da Administração Interna (MAI) para que, até
ao final do mês e por escrito, aquele diga como pretende
resolver a situação". António ramos do Sindicato dos
Profissionais de Polícia (SPP) diz que "a ideia é deixar de
fazer os policiamentos enquanto as dívidas não forem pagas".
Paes Afonso, responsável pelo departamento de jogos da Santa
Casa da Misericórdia, garantiu ao JN que as verbas, resultantes
do Totoloto, "são mensalmente transferidas para o MAI" e que
"não há atrasos".
Fonte do MAI diz que essa verba é enviada à Direcção Geral do
Tesouro (DGT) e que o Ministério comunica à GNR e PSP os
montantes disponibilizados. A mesma fonte garante ainda que até
Agosto foram disponibilizados já mais de dois milhões de euros
para o policiamento.
Segundo gabinte de Imprensa do Ministério das Finanças, "o
controlo efectivo dessas verbas é efectuado pela secretaria do
MAI", e que a DGT apenas faz o registo contabilístico da receita
orçamental.

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SEF Anuncia Greve para o próximo dia 27 |
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O Sindicato dos
Funcionários de Investigação e Fiscalização do Serviço de
Estrangeiros e Fronteiras (SEF) entregou ontem no Ministério da
Administração Interna (MAI) um pré-aviso de greve.
A paralisação
terá lugar no próximo dia 27 e afectará todos os postos
fronteiriços - aéreos, marítimos e mistos. O motivo é, uma vez
mais, o não pagamento, por parte da tutela, das horas
extraordinárias em atraso.
A greve agora
anunciada é apenas mais uma das várias já efectuadas pelos
investigadores e fiscalizadores do SEF desde que, há cerca de
dois anos, vários tribunais e auditorias jurídicas lhes deram
razão para reclamarem o pagamento do trabalho extra. Segundo o
presidente do sindicato, Gonçalo Rodrigues, o valor da dívida
acumulada pelo MAI desde Janeiro de 2002 ascende já a cerca de
7,5 milhões de euros.
"Não se
compreende como é que, havendo tantos pareceres e decisões
judiciais dando-nos [investigadores do SEF] razão, a tutela
teime em não pagar o que deve. A única decisão acatada, até ao
momento, foi uma emanada do Tribunal Administrativo [onde correm
seis acções relativas ao mesmo problema], tendo o MAI acedido a
pagar as escoltas feitas ao estrangeiro nos fins-de-semana. Mas
"até esta decisão é discutível, uma vez que a lei não faz
distinção entre trabalho extra efectuado ao fim-de-semana ou nos
dias utéis", adiantou o sindicalista.
Há poucos
meses, o não pagamento das horas extraordinárias fez com que os
investigadores tivessem agendado uma greve para o período do
Euro 2004. O protesto seria desconvocado, "para que o SEF não
viesse a ser responsabilizado por qualquer acto terrorista que
pudesse vir a ocorrer durante o campeonato europeu de futebol".
Agora, com a
greve do próximo dia 27, não deverá existir qualquer
fiscalização nas fronteiras aéreas e marítimas, bem como nos
postos mistos (onde trabalham igualmente polícias espanhóis e
militares da GNR), instalados em Vila Real de Santo António,
Caia, Vilar Formoso e Valença.
O SEF é a única
instituição, dentro das forças de segurança nacionais, que gera
receitas susceptíveis de se autogerir. Para 2005, tal como já
foi anunciado, prevê-se que sejam na ordem dos 35 milhões de
euros, dinheiro esse proveniente da cobrança de diversas taxas
de segurança e emissão de documentos, nomeadamente passaportes e
autorizações de residência.
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Associação acusa ministro
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ASPP diz que
MAI não resolve problemas
A Associação
Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) acusou hoje o
ministro da Administração Interna, Daniel Sanches, de "ainda não
ter assumido o compromisso de resolver o quer que seja" na PSP.
Em conferência
de imprensa, no final de uma reunião da direcção nacional da
ASPP, em Lisboa, o presidente desta estrutura sindical, Alberto
Torres, disse que "se o anterior ministro da Administração
Interna, Figueiredo Lopes, não investiu um cêntimo na PSP e
ignorou em absoluto os problemas da corporação e dos seus
profissionais, o actual titular, Daniel Sanches, levará
certamente a PSP à bancarrota".
"Veja-se o
orçamento que aceitou para 2005, igual ao de 2004, sem ter em
conta os investimentos que são necessários na PSP, nomeadamente
em meios, instalações e equipamentos, e as dívidas dos Serviços
de Saúde, que deverão totalizar, no final do corrente ano, cerca
de 14,5 milhões de euros", acrescentou Alberto Torres.
"Sugerimos ao
ministro da Administração Interna que visite as degradadas
esquadras e testemunhe as pouco dignificantes condições de
trabalho dos profissionais da PSP", disse também o dirigente
sindical.
O director
nacional da PSP, Branquinho Lobo, também foi acusado de "total
ausência de respostas a qualquer dos problemas" que a ASPP lhe
tem apresentado.
Do caderno
reivindicativo que a ASPP apresentou ao Governo chefiado por
Pedro Santana Lopes consta, nomeadamente, a actualização em 5
por cento dos vencimentos dos profissionais da PSP em 2005.
"Só assim será
possível inverter a degradação dos salários reais na PSP,
aproximando-os tendencialmente dos vencimentos das polícias
europeias", justificou Alberto Torres.
A ASPP exige,
também, a promoção de todos os profissionais da PSP que desde
Março de 2002 têm as respectivas promoções em atraso, e que "são
cerca de quatro mil".
Relativamente
ao Estatuto do Pessoal da PSP, a ASPP reivindica a "definição
clara" do sistema de pré-aposentação e aposentação aos 50 e 55
anos de idade, assim como das regras de promoção em todas as
categorias profissionais.
Por outro lado,
a Associação Sindical dos Profissionais de Polícia reclama a
atribuição do subsídio de risco ao pessoal da PSP, alargada aos
herdeiros dos polícias vitimados em serviço.
A ASPP tem
marcada para 22 de Novembro uma assembleia geral, em que poderão
ser decididas "formas de luta" para pressionar a direcção
nacional da PSP e o Ministério da Administração Interna a
resolverem "os muitos problemas" da instituição policial,
segundo Alberto Torres.
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Cisão de oficiais na GNR |
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Oficiais
reivindicam a «ruptura» com o «domínio» do Exército e fazem
ultimato ao comando-geral
Mais de 200
oficiais da GNR - capitães e majores - reuniram-se esta semana
em Sintra, num clima de contestação ao Comando daquela força de
segurança, liderada pelo general Mourato Nunes. Do encontro, no
qual estiveram presentes oficiais de todo o país, saiu um
documento que os organizadores classificam de «ruptura» com o
«domínio» do Exército na GNR, cujos comandantes-gerais são e
sempre foram das Forças Armadas. Para já, está eminente uma
cisão na actual Associação dos Oficiais, pela qual os
contestatários não se sentem representados.
No documento, a que o EXPRESSO teve acesso, os oficiais acusam a
cúpula da GNR de «beneficiar invariavelmente os quadros
oriundos da Academia Militar», «relegando para segundo
plano a antiguidade e o mérito, princípios basilares da
instituição». Os oficiais notam uma «utilização
arbitrária e crescente do poder discricionário» do Comando,
«abusando das nomeações em detrimento do concurso, gerando um
descontentamento crescente e preocupante».
Os oficiais questionam mesmo a «mais-valia» para a Guarda
da formação militar dos provenientes da Academia, «quando o
serviço a prestar é na sua essência policial e de segurança
pública». O resultado, sublinham, é a a «transformação de
cenários de segurança pública em verdadeiros teatros de
operações de guerra...»
Por
outro lado, neste documento - que contém nove pontos de protesto
e que vai ser entregue aos comandantes de todas as unidades do
pais -, os oficiais dizem verificar-se na GNR «uma gritante
falta de capacidade do comando em proporcionar aos seus
militares os meios necessários para o cumprimento da missão, o
que se tem traduzido num prejuízo crescente para o cidadão».
Estes oficiais entendem que a GNR «tarda a tornar-se
independente em relação ao Exército». Isto, «quer em
termos humanos (um terço dos oficiais do Exército está em
funções na Guarda), quer materiais: apesar de ser a maior força
do país em número de homens, não tem nenhuma infra-estrutura de
"treino", sendo obrigada a recorrer ao Exército, pagando, para
algo tão simples como o treino de tiro, por inexistência de
carreiras próprias». Ainda assim, é ainda referido na
missiva, «invariavelmente a Guarda presta serviços ao
exército sem cobrar um euro».
Ontem foi pedido ao presidente da Associação dos Oficiais que
convocasse uma assembleia geral urgente. Os revoltosos de Sintra
querem eleições antecipadas para «tomar o poder», uma vez
que os oficiais da Guarda são numericamente superiores aos do
Exército. A criação de uma nova associação pode ser a
alternativa. Outras acções mediáticas estão também a ser
avaliadas, como «passeios-colectivos» em traje de gala
junto ao Carmo, o quartel-general da GNR. Uma vez organizados em
associação, pretendem alertar o ministro da Administração
Interna para a situação.
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Mau estar no
comando regional da PSP |
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Madeira -
Afirmações feitas pelos presidentes dos dois sindicatos de
polícia da Região inflamam elementos da hierarquia regional da
Polícia de Segurança Pública
Declarações de
dois sindicalistas da PSP não caíram bem junto do comando
regional da polícia, que fala em «várias imprecisões» nas
informações veiculadas pelo SIAP e pela ASPP.
O cerne das
discordâncias prende-se com o resultado das avaliações de
desempenho, operadas na esquadra de Câmara de Lobos. De acordo
com fonte da hierarquia do comando regional, as acusações dos
sindicalistas quanto à existência de injustiças «não são
fundamentadas, nem correspondem, de forma alguma, à verdade».
O nosso
interlocutor referiu a existência de uma grande disparidade
entre o número de negativas avançadas pelos sindicatos e o valor
real, que é apenas de «seis avaliações negativas».
Para os
próximos tempos, o comando regional da PSP vai estudar a forte
possibilidade da instauração de processos disciplinares aos
sindicalistas, a par do recurso às instâncias judiciais por
crimes de difamação.
Contactado o
subcomissário Roberto Fernandes, ex-comandante de Câmara de
Lobos, este remeteu quaisquer declarações sobre este assunto
para o comando regional da PSP.
No entanto,
confessou lamentar «a difamatória suposição de ter ficado com os
louros do trabalho desenvolvido» enquanto comandante daquela
unidade.
Apesar do
«cenário crítico» com que se deparou, realçou a «dedicação e
espírito de sacrifício de todo o corpo profissional envolvido».
Lamenta, por
fim, a oposição criada entre «o sentimento de dever cumprido» e
as acções de «uma reduzida minoria», que apenas quer «prejudicar
o valioso conjunto dos agentes policiais».

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Justiça: Maria
José Morgado alerta |
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Corrupção
está fora de controlo
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A corrupção em Portugal pode
estar fora de controlo. O alerta partiu da magistrada Maria José
Morgado, que apontou ontem a apatia da sociedade civil, o sigilo
fiscal e o segredo bancário como factores “para não haver um
verdadeiro combate à corrupção”.
Maria José
Morgado, no seu discurso no I Congresso sobre a Democracia em
Portugal, considerou que “a sociedade civil tem de exigir à
Polícia Judiciária, ao Ministério da Justiça e ao Procurador
Geral da República, Souto Moura, estatísticas, estudos,
diagnósticos e resultados sobre o combate à corrupção”.
Ao CM, a magistrada explicou que “tem de haver um tratamento
especializado dos dados, para definirmos a corrupção nos
diferentes serviços do Estado, bem como quais as categorias de
funcionários envolvidas e a relação com o crime organizado”.
A ex-directora nacional adjunta da Polícia Judiciária, defendeu
ser “necessária a quantificação de objectivos e definição de
programas por parte dos políticos”. Enquanto esse trabalho não
for efectuado “existe uma realidade de paz podre em que não se
pede responsabilidades a ninguém”, sustentou. “Não existem
números oficiais. Portugal, enquanto país pobre, fica ainda mais
pobre com a corrupção”, acrescentou a magistrada, estimando que
a “evasão fiscal represente entre cinco a sete por cento do
Produto Interno Bruto”.
“Não há um verdadeiro combate. Volta e meia há um surto de
investigações, mas depois não ficam sinais marcantes”, referiu,
apontando como exemplo o ‘caso’ do Fundo Social Europeu, que
“terminou com meia dúzia de punições”.
Lamentando que “os partidos não tenham dado o exemplo”, a
magistrada sublinhou: “Os portugueses têm andado ao sabor dos
espectáculos mediáticos e da confusão entre escândalos e combate
real à corrupção. Esta confusão pode ser um sinal de que a
situação está fora do controlo”.
DEPOIMENTOS
A opinião da dra. Maria José Morgado é, como todas, legítima e
respeitável. Mas discordo dela em absoluto. Não tem de se atacar
o sigilo fiscal ou o segredo bancário, que existem em Portugal,
como em toda a Europa. Se o combate à corrupção não avança,
trata-se, isso sim, de incompetência da investigação criminal. O
problema não é a Lei. José Miguel Júdice, Bastonário da Ordem
dos Advogados
Há demasiados entraves à investigação. É preciso permitir o
acesso rápido às contas bancárias dos suspeitos e o cruzamento
dos dados fiscais, bancários e das conservatórias dos registos
prediais. Não é possível combater eficazmente a corrupção, tal
como é hoje – sofisticada – com os meios legais criados para um
fenómeno menos complexo. C. Anjos, Asso. Sindi. Fun. Inv.
Criminal

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Polícias
Entendem-se na Pré-reforma e divergem nas promoções
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A direcção
nacional da PSP acordou, na quarta-feira, com o Sindicato de
Profissionais de Polícia (SPP), conceder a pré-aposentação a
todos os polícias que a requeiram, desde que tenham 52 anos, sem
que os agentes da autoridade percam qualquer das regalias
financeiras que lhes estão atribuídas.
Trata-se de uma
inversão ao que havia sido decretado há cerca de um ano, quando
foi negada a pré-aposentação aos requerentes e lhes foi
comunicado que teriam de permanecer no activo até perfazerem 60
anos de idade.
Segundo
explicou ao PÚBLICO o presidente do SPP, António Ramos, a
decisão da direcção nacional "vem repor o que estava
estabelecido". "Os polícias voltam a ter oportunidade de se
pré-reformarem aos 52 anos, sem perderem dinheiro e, passados
cinco anos, entrarem definitivamente na situação de reforma."
Na mesma
reunião foi ainda debatida a problemática das promoções dentro
da PSP. Sem se ter atingido qualquer plataforma de entendimento,
saiu reforçada a ideia de que o director nacional, Branquinho
Lobo, se encontra "entre a espada e a parede", pois se de um
lado estão os principais sindicatos policiais, que defendem a
promoção por antiguidade, do lado contrário da barricada
encontram-se algumas cadeias de comando, argumentando que as
promoções deverão continuar a efectuar-se (como acontece há um
ano) através da avaliação curricular.
"Na PSP as
promoções sempre se fizeram por antiguidade. Após quatro anos,
desde que não existissem impedimentos legais ou disciplinares,
os efectivos eram promovidos. Com a introdução da avaliação
curricular, cujos parâmetros desconhemos, conseguiu-se que
muitos efectivos tenham sido preteridos pelas chefias e
impedidos de ascender. Mesmo neste momento, em que estão a
decorrer cursos de formação de polícias, estão a fomentar-se
desigualdades injustificáveis, pois metade dos formandos irá
ocupar determinados cargos, enquanto a outra metade, como as
mesmas habilitações e o mesmo tempo de serviço, ocupará postos
superiores", adiantou António Ramos.
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ASPP/PSP diz não temer
ameaças de processos |
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"A ASPP/PSP
garante que não são as ameaças de processos-crime que impedirão
o nosso sindicato de denunciar publicamente os atropelos e as
injustiças cometidos no seio da PSP". Assim reagiu, ontem, a
Direcção Nacional da Associação Sindical dos Profissionais da
Polícia a uma informação do "Notícias da Madeira", segundo a
qual o Comando Regional da PSP da Madeira processou
criminalmente aquele sindicato pelas críticas que fez ao
processo de avaliação dos profissionais da PSP. Reafirmando em
comunicado aquilo que classifica como "falta de transparência" e
"intempestividade" do referido processo, a ASPP/PSP recorda
também que o presidente deste sindicato pediu a impugnação
judicial das eleições para as comissões partitárias no Tribunal
Administrativo do Porto, e que "nada obrigará a ASPP/PSP a
recuar na defesa dos profissionais da PSP, sempre que estiverem
em causa valores ou direitos que afectem a instituição
policial".
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Criminalidade
cresce mais no Norte e no Centro do país |
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Análise da criminalidade
registada nos quatro distritos judiciais permite verificar
aumentos de 20 a 30% Números globais condicionados por
diferenças na forma de contagem
Os distritos judiciais do Porto e de Coimbra foram aqueles em
que se registaram os maiores aumentos da criminalidade. As
conclusões estão expressas no relatório da Procuradoria-Geral da
República (PGR), relativo a 2003, e reflectem a entrada dos
processos-crime no Ministério Público.
A análise global é mais difícil de ser feita porque, conforme
reconhece a PGR, muitas comarcas mudaram os seus parâmetros de
avaliação, relativamente aos anos anteriores. É o caso do Porto,
onde, até 2002, a PSP enviava ao Ministério Público todas as
participações policiais, mesmo as queixas particulares, o que já
não aconteceu em 2003. Aqui, verificou-se uma diminuição do
número de crimes, que a PGR reconhece ser meramente indicativa.
Certo é que o Porto registou 27 mil crimes no ano passado, cerca
de 16% do total da região Norte.
Segundo as estatística da Procuradoria, as comarcas do Grande
Porto, algumas da zona Norte, como Braga e Guimarães, bem como
vários distritos do Centro registam as situações mais
complicadas. Os aumentos registados chegam a atingir os 50% (em
Seia), mas a média ronda os 20 a 30%, nos concelhos com maiores
subidas.
Por sua vez, dos quatro distritos judiciais (Porto, Coimbra,
Lisboa e Évora), e pelas mesmas razões avançadas para o Porto,
Lisboa regista diminuições da criminalidade participada. Nos
restantes e em termos globais, os aumentos são da ordem dos 10%.
Refira-se, ainda, que do total de crimes registados, cerca de
50% são contra a propriedade e 25% contra as pessoas.
No relatório anteontem divulgado, a PGR reconhece deficiência de
meios para investigar os crimes. Por isso, a média de acusações
deduzidas não chega aos 20%. Paralelamente, cerca de 50% dos
processos são arquivados.
O Ministério Público elenca outros problemas para explicar as
deficiências de operacionalidade, desde a falta de magistrados,
até às dificuldades de relacionamento com as autoridades
policiais, a falta de meios técnicos e os atrasos do Laboratório
de Polícia Científica.
Por sua vez, relativamente à continuidade dos processos, em fase
de julgamento, o relatório revela que 75% dos arguidos foram
condenados, sendo que diminuiu o número de presos preventivos,
pelo menos nas comarcas de Lisboa.
Por fim, a PGR alerta também para a necessidade de investimento
no combate à criminalidade económica e financeira, quase sem
representatividade no Norte e no Centro.
Adiamentos e falta de
instalações
O facto de muitos julgamentos serem sucessivamente adiados e
alguns tribunais estarem já a marcar os processos para 2007
(casos de Almada, Caldas da Rainha e Seixal) são dados como
exemplos dos problemas na máquina judicial. A falta de
instalações é também muito destacada, sendo o caso dos juízos
criminais do Porto o mais paradigmático. Neste caso, a PGR diz
mesmo que não estão garantidas as condições de segurança,
alertando para o agravamento "alarmante", em 2002, depois da
abertura, nas imediações, de um túnel para a circulação do
metro. "Tais trabalhos provocaram oscilações no edifício e deram
origem a anomalias que se foram tornando cada vez mais notórias.
Surgiu uma fissura na placa de cobertura do edifício, com cerca
de quatro metros de comprimento, que esteve na origem de
inundações danificando inquéritos e material informático", diz o
relatório.
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Plano:
associado à droga |
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Falhou combate ao crime
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O combate à criminalidade associada à droga
falhou os objectivos propostos para os últimos cinco anos, pois
subiu – em vez de ter caído 25 por cento, como era apontado –
com especial incidência nos pequenos delitos, que sofreram um
incremento de 26,4 por cento no último triénio em relação ao
anterior.
Exemplo disso
são os roubos por esticão (41 mil, ou seja, mais 65 por cento)
ou os furtos em veículos (204 mil, a que corresponde uma subida
de 30 por cento).
A conclusão, que é uma conta de resultado igual a zero, está
implícita em dois documentos da Direcção Central de Investigação
do Tráfico de Estupefacientes (DCITE) da PJ, que analisam a
evolução deste tipo de ilícitos nos períodos 1996-99 e 2000-2003
e foram elaborados para responder aos objectivos do ‘Plano de
Acção Nacional de Luta Contra a Droga e a Toxicodependência –
Horizonte 2004’.
No estudo ‘A Criminalidade Associada à Droga’, que exclui o
corrente ano por falta de dados estatísticos finais, elaborado
pelos inspectores Carlos Costa e José Leal, da DCITE, conclui-se
que o “objectivo de reduzir em cerca de 25 por cento” aquela
delinquência, como era proposto, “não foi plenamente alcançado,
exigindo porventura a reformulação de estratégias futuras”.
Na verdade, de 2000 a 2003, “aumentaram significativamente, em
cerca de 26,4 por cento, os crimes de execução menos complexa e
diminuíram, também em igual percentagem”, aqueles que exigem
meios e planeamento mais sofisticados, enquadrados na
criminalidade violenta, refere o estudo ‘Prevenção e
Investigação Criminal de Tráfico de Estupefacientes – Relatório
de Avaliação’.
No entanto, “o conjunto de crimes com níveis de associação
média/alta à droga aumentou em média 7,3 por cento”, comparando
os últimos quatro anos com os anteriores, destaca o relatório,
evidenciando que aumentaram, entre outros, os furtos de/em
veículos motorizados, em supermercados e os praticados por
carteiristas; bem como os roubos por esticão, na via pública e
os de burla e falsificação.
Em contrapartida, caíram os furtos em residências e edifícios
diversos, os roubos em estabelecimentos comerciais, a
contrafacção e falsificação de moeda, além de outros.
Os inspectores salientam que estes delitos “produzem na opinião
pública repercussão social por atingirem directamente valores
particulares do cidadão”. Ou seja, a criminalidade comum
praticada por indivíduos que são ‘pequenos’ traficantes de droga
é geradora do “sentimento de insegurança”.
A associação dos crimes à droga é particularmente estabelecida
com o sustento do consumo/toxicomania, abrangendo ainda uma
grande percentagem da categoria traficante/consumidor, e o
estudo ‘A Criminalidade Associada à Droga’ atende só a
indivíduos que se dedicam ao tráfico ao nível da venda directa
ao consumidor e, no limite, ao abastecimento de redes locais.
PROPOSTAS QUATRO
METAS
O ‘Plano de Acção Nacional de Luta Contra a Droga e a
Toxicodependência - Horizonte 2004’, apresenta quatro objectivos
e orientações globais: aumentar em 50 por cento as quantidades
de estupefacientes apreendidas, reduzindo “substancialmente” a
sua disponibilidade nos mercados; reduzir em 25 por cento a
criminalidade associada à droga; reforçar o combate ao
branqueamento de capitais resultante do tráfico e contrariar a
difusão e tráfico das novas drogas sintéticas. Para atingir
estas metas propõe, entre outras medidas, o esforço concentrado
das forças e serviços de segurança, o reforço das políticas
comunitárias de policiamento de proximidade, o aumento da
visibilidade das polícias e a racionalização dos seus
dispositivos. O plano foi aprovado pelo Governo, em 2001, e
envolve todas as forças e serviços de segurança, cabendo à DCITE
da PJ a coordenação e centralização da informação.
MUDAR
DE ESTRATÉGIA
O anterior presidente do Instituto da Droga e da
Toxicodependência (IDT) e actual ministro da Segurança Social,
da Família e da Criança, Fernando Negrão, escusou-se ontem a
comentar as conclusões do estudo ‘A Criminalidade Associada à
Droga’ e o seu sucessor no IDT, Nuno Freitas, esteve
incontactável. No entanto, na sua avaliação ao plano, publicada
no sítio do IDT, o presidente do Instituto defende “a criação de
uma nova estratégia nacional multifacetada e integrada” que
permita dar resposta às muitas questões levantadas pelo
documento. “Merecem especial referência a continuação e
aperfeiçoamento do trabalho” das polícias, bem como noutras
áreas, desde a Saúde à Solidariedade Social, passando pela
Justiça, de forma a melhor enfrentar a problemática da droga e
criminalidade.
A QUANTIDADE DE
ESTUPEFACIENTES APANHADOS PELAS POLÍCIAS SUBIU BASTANTE ENTRE
2000 E 2004
AMOSTRA
Os resultados do estudo ‘A Criminalidade Associada à Droga’
baseiam-se na informação constante do Sistema Integrado de
Informação Criminal e resultam de uma amostra de 1311
indivíduos, nascidos em 1967, de nacionalidade portuguesa e que
detinham na sua classificação policial a referência a
estupefacientes. Apenas 175 dos indivíduos são mulheres.
ASSOCIAÇÃO
O documento considerou criminalidade tipicamente associada à
droga todos os tipos que apresentem uma frequência igual ou
superior a cinco por cento e criou uma escala de intensidade
relativa ao grau de associação. Por exemplo, assalto à mão
armada ou roubos por esticão são de grau médio e os furtos de
veículos ou em residências são de grau alto.
APREENSÕES
O total de drogas apreendidas no quinquénio 2000-2004 a nível
nacional, por todas as entidades, aumentou 499 por cento, em
relação ao período 1995-1999, revela o documento ‘Prevenção e
Investigação Criminal de Tráfico de Estupefacientes – Relatório
de Avaliação’. Neste caso, foi cumprido o plano nacional, que
previa um aumento de apenas 50 por cento.

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Direcção Nacional da PSP
cede às pretensões dos sindicatos |
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Pré-aposentações estão
garantidas e remunerações do Euro2004 serão pagas em 48 horas
Decisão surgiu a minutos do início de um encontro de
sindicalistas
A Direcção Nacional (DN) da PSP despachou, ontem, de uma vez só,
os problemas com a pré-aposentação, o pagamento de gratificados,
a actualização de abonos de família, quotizações sindicais e
pensões de pré-aposentação, cuja resolução vinha sendo exigida
pelos sindicatos. Ontem ainda, dois dos sindicatos da PSP
reuniram-se e decidiram novas formas de contestação.
O documento da DN, a que o JN teve acesso, é assinado pela
directora nacional adjunta dos Recursos Humanos e chegou à sede
do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP) minutos antes do
encontro entre esta organização e a Associação Sindical
Independentes de Agentes da Polícia (ASG), permitindo que os
ânimos acalmassem.
Uma das grandes questões prendia-se com a pré-aposentação. O
director nacional "autorizou a passagem à situação de
pré-aposentação e a prestação de serviço por pessoal nessa
situação, nos limites orçamentais superiormente aprovados", diz
o comunicado.
É garantido ainda que "os processos pendentes serão objecto de
despacho nos próximos dias". António Ramos, presidente do SPP,
mostrou-se satisfeito e lembra que "estas cedências são o
resultado de pressões constantes".
Outra das preocupações era o pagamento das remunerações devidas
ainda ao Euro 2004. A direcção da PSP assegura que "os montantes
estarão disponíveis nas respectivas contas bancárias nas
próximas 48 horas".
Apesar de tudo isso, "há ainda muita coisa a fazer", diz
António Ramos, pelo que o encontro de ontem, que juntou mais de
80 delegados sindicais do SPP e da ASG, acabou por ficar de novo
marcado por fortes críticas contundentes ao Governo e à DN.
Para já, ficou marcado um encontro nacional de polícias e
familiares, no dia 27, no Terreiro do Paço, em Lisboa. A recolha
de cinco mil assinaturas, para a apresentação de uma petição à
Assembleia da República, para "o debate da actual situação da
PSP" foi outras das iniciativas tomadas.
Resolvido parece estar também o pagamento dos cerca de 60 mil
euros que o Hospital D. Estefânia, em Lisboa, deve aos agentes
que ali prestam serviço, e que os levou, ontem, a realizar uma
vígilia. O director da unidade de Saúde, Luis Nunes, garantiu
"não ter verbas" para pagar, já que a Polícia "também deve ao
hospital cerca de 300 mil euros".
A solução das dívidas passará pelo orçamento rectificativo,
garantiu, ao JN, fonte do Ministério da Administração Interna.
Também o responsável pelo Gabinete de Relações Públicas daPSP,
Hipólito Cunha, frisou o mesmo, salientando que "a DN acredita
que o problema seja resolvido brevemente".
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Protesto: Sindicatos de polícia convocam vigília
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Famílias na rua a 27
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Elizabete Lopes é polícia há quatro anos e meio.
Delegada do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP/PSP) na
esquadra da PSP de Miraflores, espera por uma promoção desde
Junho. “Acho que as medidas a tomar para resolver este e outros
problemas da PSP só podem ser de firmeza”, salientou.
Por isso, a
jovem não hesita ao garantir que, no dia 27 de Novembro, será
uma das polícias que irá levar familiares à Praça do Comércio,
em Lisboa, para pressionar o Governo a tomar medidas efectivas.
A iniciativa foi ontem aprovada durante a conferência nacional
que juntou delegados do SPP/PSP e da Associação Sindical
Independente de Agentes de Polícia (ASIA/PSP). Os agentes
participantes no encontro aprovaram, por unanimidade, a ideia
apresentada pelo presidente do SPP/PSP, que afirma se ter
“inspirado na realidade espanhola”. “Em Espanha, a luta pelo
sindicalismo fez-se nas esquadras, onde as famílias muitas vezes
entraram em solidariedade com os polícias”, referiu António
Ramos.
DIA DE REUNIÃO DAS FAMÍLIAS
Assim, aproveitando o facto de 27 de Novembro ser um sábado,
“dia em que os polícias conseguem reunir a família”, o SPP e a
ASG querem “no Terreiro do Paço, pressionar o Governo a
considerar os problemas da PSP”. Em paralelo, tentar-se-ão
recolher cinco mil assinaturas de associados dos dois
sindicatos, com um objectivo claro. “Queremos levar o parlamento
e o Governo a legislar, como é de lei, sobre assuntos que dizem
respeito à vida da PSP, inclusive revogar despachos negativos”,
salientou Peixoto Rodrigues, secretário-geral da ASG.
Depois de terem anteontem recebido a garantia da Direcção
Nacional da PSP, de que iriam ser despachados os requerimentos
de pré-aposentação de dezenas de agentes, com o salário por
inteiro assegurado nos anos anteriores à reforma, o SPP e a ASIA
decidiram adiar a entrega de um memorando ao Governo. “Recebemos
ainda a informação de que um assessor do primeiro-ministro
intercedeu junto do ministro da Administração Interna para que
as promoções fossem desbloqueadas. Resolvemos esperar e dar o
benefício da dúvida, antes de entregar o documento que
aprovámos”, concluiu o presidente do SPP.
GRATIFICADOS NA
ESTEFÂNIA PODEM PARAR
A direcção da Associação Sindical Independente dos Agentes de
Polícia (ASIA/PSP) deixou ontem no ar a possibilidade de apelar
aos seus associados para que deixem de fazer gratificados no
Hospital D. Estefânia, em Lisboa, caso a administração do
estabelecimento hospitalar não pague, até fim de Novembro, os 60
mil euros que deve a 120 agentes. A dívida, acumulada desde
Maio, abrange profissionais do Comando Metropolitano de Lisboa
da PSP, e da própria Direcção Nacional (DN), que fizeram
gratificados naquele estabelecimento hospitalar. “Em média, cada
agente faz no Hospital da Estefânea, cinco gratificados por mês,
a 160 euros cada um”, explicou aos jornalista Peixoto Rodrigues,
secretário-geral da ASIA/PSP. Apesar de admitir esta dívida,
fonte da administração do D. Estefânia referiu que só terá
condições para a saldar quando receber da DN da PSP os mais de
300 mil euros de que garante ser credora. Em causa estão,
segundo referiu a mesma fonte, as dívidas acumuladas pelos
Serviços de Saúde da DN da PSP. O secretário-geral da ASIA/PSP
recusa este argumento, referindo que “a dívida do hospital é a
cada polícia, e não à DN”. Se até final de Novembro não receber
o dinheiro de que garante ser credor, Peixoto Rodrigues referiu
que será o primeiro a, “a partir de 1 de Dezembro, deixar de
fazer gratificados no Hospital D. Estefânia”.

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Polícias em vigília
reivindicam pagamentos |
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Associação Sindical Independente de Agentes promove esta
quarta-feira uma vigília junto ao Hospital Dona Estefânia
A Associação Sindical Independente de Agentes da PSP (ASG)
promove quarta-feira de manhã uma vigília junto ao Hospital Dona
Estefânia, em Lisboa, para reivindicar o pagamento de serviços
prestados por polícias, anunciou hoje a organização.
"A dívida em causa ascende a aproximadamente 60 mil euros e
prende-se com serviços prestados por elementos da 5/a Divisão da
PSP de Lisboa desde Maio deste ano naquela unidade de saúde",
adiantou à Agência Lusa o secretário-geral da ASG, Ernesto
Rodrigues.
"Mais do que a direcção do Hospital Dona Estefânia, a ASG
critica, principalmente, a direcção nacional da PSP por não
fazer diligências para que a dívida em causa seja saldada",
disse também o dirigente sindical.
A Associação Sindical Independente de Agentes da PSP tem 2.800
sócios, segundo Ernesto Rodrigues.
"Uma vigília não é uma concentração, é mais uma manifestação
simbólica. Não são esperados quarta-feira muitos agentes junto
ao Hospital Dona Estefânia. Pretendemos apenas chamar a atenção
das instituições que os agentes não podem estar a prestar
serviços sem a correspondente remuneração", disse ainda o
secretário-geral da ASG.
A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP) também
acusou recentemente, entre outras entidades, o Hospital Dona
Estefânia de dívidas para com os agentes, embora não tenha
mencionado os montantes em causa.
Essas dívidas relacionam-se com os chamados "serviços
remunerados" prestados pelos polícias a várias instituições.
A Agência Lusa tentou ouvir sobre o assunto a direcção do
Hospital Dona Estefânia, mas na altura não havia nenhum
responsável disponível para prestar esclarecimentos.
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