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Judiciária confirma
detenção de suspeito do homicídio de dois agentes da PSP |
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A Polícia
Judiciária (PJ) confirmou hoje a detenção do indivíduo suspeito
de ter assassinado dois agentes da PSP na madrugada de ontem, na
Amadora. O detido tem 30 anos de idade e foi detido no Alto
Alentejo.
A PJ "procedeu,
esta madrugada, à detenção de um indivíduo de sexo masculino,
face aos seguros indícios de um duplo homicídio, cometido na
madrugada anterior na cidade da Amadora, vitimando dois agentes
da polícia de Segurança Pública", lê-se num comunicado da PJ.
O detido, de 30 anos de idade, foi localizado numa povoação do
Alto Alentejo, encontrando-se detido na Directoria de Lisboa da
PJ. Quando foi encontrado, o homem tinha na sua posse "mais de
uma dezena de armas de fogo de calibre de guerra, incluindo
pistolas- metralhadoras e pistolas, bem como milhares de
munições e armas brancas".
O suspeito será hoje presente a interrogatório judicial para que
lhe sejam decretadas as medidas de coacção "tidas por
adequadas", diz o comunicado.
Os dois agentes da PSP foram mortos na madrugada de ontem no
bairro da Falagueira, Amadora, perto de um bar, quando abordaram
um homem de cerca de 30 anos na tentativa de o identificar.
As vítimas mortais são os agentes António Carlos Fernandes
Abrantes, 30 anos, e Paulo Jorge de Oliveira Alves, 23 anos.
Os corpos dos dois agentes encontram-se desde ontem no Instituto
de Medicina Legal de Lisboa, onde serão hoje autopsiados,
segundo fonte deste instituto. A mesma fonte acrescentou que,
provavelmente ainda hoje, serão libertados e entregues às
respectivas famílias para a realização das cerimónias fúnebres.
A PSP disponibilizou equipas de psicólogos para assistir os
familiares das vítimas e o terceiro agente que seguia no carro
patrulha.
O Sindicato dos Profissionais de Polícia convocou para amanhã as
forças de segurança e a sociedade civil para uma manifestação
silenciosa com o objectivo de chamar a atenção do Governo para a
questão da segurança no país.
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Polícias e magistrados
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«Guantánamo e
Abu Ghraib? Estes são os exemplos de cá.»
1 - A Câmara da
Pampilhosa da Serra queixou-se de furto de combustível em
máquinas da autarquia. No início desta semana, a GNR surpreendeu
em flagrante um homem de 48 anos e matou-o a tiro. Segundo a
versão policial, a única que existe, o suspeito pôs-se em fuga,
tentando atropelar os agentes. Um deles disparou alguns tiros
para «imobilizar a viatura». Porém, imobilizou o «pilha-gasóleos»
para sempre.
2 - No início
deste mês, no Algarve, um jovem instrutor de windsurf
envolveu-se, num bar de Lagos, numa troca de insultos com dois
agentes da PSP à paisana. Os polícias chamaram outros colegas
que espancaram o jovem e levaram-no para a esquadra. De
madrugada, o detido telefonou a um familiar a pedir que lhe
arranjassem um advogado, mas, uma hora depois, a polícia
telefonou a dizer que ele estava morto. Segundo a versão
policial, a única que existe, o jovem suicidou-se na cela,
enforcando-se nas calças. O advogado deveria ser para o ajudar a
suicidar-se.
3 - Em
Fevereiro passado, uma patrulha da Brigada de Trânsito da GNR
perseguiu um jovem de 25 anos, sem carta de condução, que não
obedecera a uma ordem de paragem. Após um despiste, o jovem
fugiu a pé, mas os agentes conseguiram detê-lo depois de o
atingirem a tiro. Foi levado para o posto da GNR e em seguida
para um estabelecimento clínico. Quando chegou já estava morto.
Louve-se o zelo dos agentes por conseguir interrogá-lo antes
dele morrer.
4 - Há uns
anos, um jovem toxicodependente estava em prisão preventiva no
Estabelecimento Prisional de Coimbra. Elementos da PJ, sem
conhecimento do defensor ou de qualquer magistrado, foram
buscá-lo para um interrogatório que decorreu da seguinte
maneira: o jovem foi trancado num armário de metal e deitado no
chão. Durante um certo tempo os «investigadores» pontapearam o
armário a seu bel-prazer. Queriam que ele confessasse um
determinado facto. A original «terapêutica» era para lhe avivar
a memória.
5 - Em Março de
2000, um ferroviário de Sintra queixou-se da PJ por, durante um
interrogatório nocturno, ter sido algemado e agredido durante
horas, com socos no corpo, e de lhe terem batido com uma tábua
na sola dos pés. Os «investigadores» pretendiam que ele
confessasse a autoria de um furto. Quando se foi tratar,
apresentava quatro costelas partidas, vários hematomas,
escoriações nos punhos, múltiplas equimoses no tórax, na barriga
e nas costas. Apresentou queixa mas os denunciados só foram
constituídos arguidos em finais de 2004 e, logo de seguida, no
início de 2005, o MP arquivou o processo, por, entre outros
motivos, ter dúvidas sobre a origem das lesões. O magistrado
considerou que ele poderia ter-se ferido a si próprio ou então
que poderia ter sido um terceiro a seu pedido. Qualquer coisa do
género: «Ó vizinho, faça-me um grande favor. Parta-me aqui umas
três ou quatro costelas, que é para eu poder processar uns
senhores da polícia que me andam a chatear».
6 - Há uns anos
uma mulher foi detida e insultada por um polícia numa esquadra
de Lisboa. Mais ou menos na mesma altura um homem foi detido e
morto com um tiro na cabeça numa esquadra da PSP de Matosinhos.
O polícia que insultou a mulher foi condenado numa pena mais
grave do que a do polícia que matou o homem. A mulher era
magistrada. O homem era cigano.
7 - O
Presidente da República afirmou recentemente, em Madrid, que se
sentiu chocado ao tomar conhecimento das «coisas» que se passam
em Guantánamo e em Abu Ghraib. O melhor é continuar a ignorar as
«coisas» que se passam nas instalações policiais e nos tribunais
de Portugal. Senão ainda se pode emocionar.

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PSP:sindicato quer
sociedade civil em manifestação |
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Marcada para
terça-feira, para chamar atenção do Governo para questão da
segurança
O Sindicato dos
Profissionais de Polícia (SPP/PSP) apelou hoje à participação
das forças de segurança e da sociedade civil numa manifestação
silenciosa, marcada para terça- feira, para chamar a atenção do
Governo para a questão da segurança.
"É uma chamada
de atenção ao novo Governo para que se empenhe no reforço de
meios e da segurança", disse o presidente do SPP/PSP, António
Ramos, à agência Lusa.
Segundo o
sindicalista, a manifestação está marcada para as 17:30 de
terça-feira no Marquês de Pombal, em Lisboa, seguindo
posteriormente para a Praça de Comércio, onde será feito um
minuto de silêncio.
Dois agentes da
PSP foram mortos a tiro cerca das 02:00 de hoje, no bairro da
Falagueira, Amadora, por um indivíduo que pretendiam identificar
e que se pôs em fuga.
António Ramos
sustentou que a polícia mantém as mesmas técnicas de há 20 anos
e os mesmos meios legais que não acompanharam a evolução da
criminalidade violenta, não tendo em conta que "é preciso outro
tipo de actuação quando se trata de bairros problemáticos".
Neste sentido,
o SPP/PSP elaborou um projecto com 14 propostas para melhorar a
eficácia do serviço policial, que já enviou ao Ministro de
Estado e da Administração Interna, António Costa.
A estrutura
sindical propõe que o policiamento (já por si escasso devido à
falta de elementos) deve ser fundamentalmente dirigido para as
zonas onde os delinquentes actuam (que normalmente é fora das
suas áreas de residência) e para zonas de grande afluência de
pessoas (tendo em atenção as horas/dias em que essa mesma
afluência mais se verifica).
Deverão existir
permanentemente ou a circular, em particular durante os dias e
horas de maior perigosidade, equipas do Corpo de Intervenção,
preparadas e dentro das zonas de alto risco.
Aumentar o
número de fiscalizações em zonas de alto risco, unificar as
forças de segurança (PSP/GNR) e todas as unidades especializadas
numa determinada área para uma melhor gestão de meios e eficácia
e incrementar a vídeo-vigilância em zonas onde é hábito haver
actividade criminosa são outras das propostas feitas pela
estrutura sindical.
Mais formação e
mais e melhor redistribuição de efectivos são outras das
reivindicações feitas pelo Sindicato, pois só no comando de
Lisboa, segundo António Ramos, faltam cerca de 2.000 efectivos.
A morte dos
dois agentes, alegadamente alvejados com tiros de armas de 9 mm
e 7,65 mm (armas de calibre de guerra) apenas permitidas a
forças de segurança e Forças Armadas, ocorreu na Avenida General
Humberto Delgado, no bairro da Falagueira, junto a um
estabelecimento de nome "Chop Bar".
A morte destes
agentes eleva para seis o número de polícias abatidos em serviço
nos últimos três anos, dos quais quatro na zona da Amadora.
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Armas: Oficiais de
polícia reclamam penas maiores |
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E a melhoria
das condições dos agentes no terreno
A Associação
Sindical dos Oficiais de Policia (ASOP) reclamou hoje em
comunicado penas maiores para uso ilegal de arma e a melhoria
das condições dos agentes no terreno.
Comentando a
morte de dois agentes mortos esta madrugada no concelho da
Amadora, a ASOP criticou o aproveitamento político que os
partidos estão a fazer com este caso, apesar do reforço das
condições das forças policiais não ter sido uma prioridade.
"Basta olhar
para os programas eleitorais dos vários partidos do arco
governativo que concorreram às ultimas eleições e não se
verifica em nenhum deles um projecto sério de organização e
reestruturação das forças de segurança interna, por forma a que
as mesmas fiquem melhor formadas, apetrechadas e capacitadas
para zelar pela segurança da população portuguesa", considera o
comunicado.
Pelo contrário,
defende a ASOP, tem-se verificado "um contínuo e reiterado
desinvestimento nas forças de segurança, nomeadamente na PSP".
Para os
oficiais da PSP, "é tempo de Governo e Parlamento legislarem no
sentido dos processos, resultantes de ofensas à integridade
física ou morte de elementos de forças de segurança no
desempenho de funções, terem uma maior celeridade processual".
Os oficiais vão
mais longe e apelam ao poder político que reveja a moldura penal
para o uso ilegal de armas, reclamando ainda a regulamentação de
um "subsídio de risco por morte ou invalidez" para os agentes.
No comunicado,
a ASOP acrescentou que já fez chegar à direcção nacional da PSP
e aos vários grupos parlamentares "documentação que relata os
graves problemas com que se debate a instituição e os seus
profissionais", mas "até à presente data nada foi resolvido pelo
poder politico".
"Talvez se
alguns dos problemas com que se debate a instituição tivessem
sido resolvidos, se poupassem vidas humanas e se assegurasse uma
melhor segurança para os portugueses", conclui a ASOP.
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Sindicalista diz que
criminosos sabem que combate da polícia é ineficaz |
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O Sindicato dos
Profissionais de Polícia (SPP/PSP) afirmou hoje que a violência
contra as forças de segurança está a aumentar porque os
criminosos perceberam que "a polícia é ineficaz no combate à
criminalidade" e "não pode fazer nada".
Reagindo à
morte de dois agentes da PSP que esta madrugada foram baleados
na Amadora, Luís Maria, do SPP/PSP, reconheceu que não ficou
surpreendido com a notícia, até porque já estava à espera "que
voltasse a acontecer".
Para Luís Maria, "o crescendo de violência contra elementos das
forças de segurança passa por uma percepção que os criminosos
têm em relação à polícia que se restringe à frase 'não pode
fazer nada'".
De acordo com o sindicalista, actualmente a polícia "não pode
levar ninguém para a esquadra sem um forte fundamento, não pode
identificar ninguém sem um forte fundamento, não pode puxar da
arma". "O criminoso já percebeu há muito que a polícia é
ineficaz no combate à criminalidade", sublinhou Luís Maria à
Lusa, acrescentando que a abertura de fronteiras veio aumentar o
perigo devido à fácil circulação de pessoas e de tudo o que
quiserem transportar.
O sindicalista considerou ainda que o aumento de violência
contra as forças de segurança está relacionada também com um
certo clima de impunidade que os criminosos podem sentir e
exemplificou com o caso do agente Felisberto Silva, cujo autor
da morte "sem dificuldade se colocou em fuga para Cabo Verde".
O SPP/PSP exige a modificação das normas de actuação da polícia,
uma iniciativa que "tem que partir do poder político", disse. O
sindicalista considerou ainda que a situação está a tornar-se
muito perigosa não só para as forças de segurança, mas para toda
a população, porque "a maioria dos criminosos desloca-se por
todo o território, não mora em determinados bairros degradados
como se pensa". "Estes criminosos escolhem os bairros para se
refugiarem, aproveitando a sua arquitectura e os arruamentos",
afirmou, acrescentando que "quem mata um polícia, mata uma
pessoa qualquer".
Luís Maria, que se encontrava no local onde os agentes foram
mortos, disse ainda que os polícias foram alvejados com vários
tiros de "armas de 9 mm e 7,65 mm, armas de calibre de guerra,
vedadas a qualquer indivíduo, excepto às forças de segurança e
às Forças Armadas".
A morte dos dois agentes ocorreu cerca das 02h00 de hoje, na
Avenida General Humberto Delgado, no bairro da Falagueira, na
Amadora, junto a um estabelecimento de nome "Chop Bar".
António Costa diz que este não é o momento de fazer declarações
políticas
Em conferência de imprensa, o superintendente Oliveira Pereira,
do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, explicou que os dois
agentes mortos, de 23 e 30 anos, seguiam carro-patrulha com um
outro colega, tendo abordado um indivíduo para o identificar,
que de imediato disparou contra os polícias.
De acordo com Oliveira Pereira, após ter disparado os primeiros
tiros e baleado o motorista do carro-patrulha, o indivíduo
pôs-se em fuga na viatura que conduzia, mas de seguida fez
marcha-atrás, voltou a passar pelo local e tornou a disparar,
tendo só nessa altura atingido outro agente da polícia com
gravidade.
Os dois profissionais da polícia foram assistidos no local e
transportados de seguida para os hospitais São Francisco Xavier
e Amadora-Sintra.
O motorista chegou ainda com vida ao hospital, mas acabou por
falecer, e o outro agente chegou já morto, enquanto que o
terceiro não foi atingido pelos disparos.
O ministro de Estado e da Administração Interna, António Costa,
esteve na conferência de imprensa no Comando Metropolitano de
Lisboa, tendo expressado condolências às famílias dos agentes.
António Costa, que estava acompanhado pelo secretário de Estado
da Administração Interna, José Magalhães, considerou não ser o
momento para fazer declarações políticas, acrescentando apenas
que mantém as reuniões que já tinha agendado com as forças de
segurança sobre a situação do sector, previstas para depois da
Páscoa.
António Costa e José Magalhães deslocaram-se ao local onde foram
mortos os dois agentes da PSP antes da conferência de imprensa
no Comando Metropolitano de Lisboa.
O local onde foram mortos os dois agentes da PSP esteve vedado
até cerca das 10h30, para que agentes da Polícia Judiciária
recolhessem elementos de prova.
As características do suspeito, que segundo o superintendente
Oliveira Pereira tem identificação portuguesa, foram
transmitidas às forças de segurança.
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Autarca
pede medidas urgentes |
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Joaquim
Raposo: morte de agentes da PSP prova que Amadora é um concelho
de "excepção" |
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O presidente da
Câmara Municipal da Amadora, Joaquim Raposo, considerou que a
morte de dois agentes da PSP na madrugada de hoje vem provar que
a Amadora é um concelho de "excepção" que precisa de medidas
urgentes.
O presidente da
autarquia lamentou que os sucessivos governos não tenham dado a
devida atenção ao concelho da Amadora, salientando que precisa
de medidas de excepção devido às suas características
específicas, como o número de bairros degradados e a elevada
taxa de abandono escolar. "Infelizmente, vem reforçar o que
tenho dito nos últimos anos, que a Amadora é um concelho de
excepção que precisa de medidas urgentes", sublinhou Joaquim
Raposo, em declarações à Lusa.
Dois agentes da PSP foram mortos a tiro esta madrugada quando,
no âmbito de uma operação de rotina, pediram a um indivíduo que
se identificasse.
O indivíduo, que se encontra em fuga, efectuou vários disparos
em direcção aos agentes, tendo atingido mortalmente dois dos
três agentes que seguiam num carro patrulha.
Manifestando-se convicto que o actual ministro de Estado e da
Administração Interna, António Costa, vai discutir com
frontalidade um conjunto de propostas para aquele concelho,
Joaquim Raposo destacou a necessidade de repor a autoridade das
forças policiais, considerando que actualmente a PSP já não
consegue intimidar os criminosos.
Entre as medidas que Joaquim Raposo considera fundamentais para
fazer face à criminalidade no concelho encontra-se a necessidade
de reforçar a Polícia de Segurança Pública (PSP) com mais
equipamento e mais meios humanos.
"O concelho da Amadora não tem o número de agentes necessários.
Muito já fazem os agentes da PSP", sublinhou, realçando que a
divisão da PSP da Amadora vai até ao Cacém.
Um sistema de vídeo-vigilância nas zonas de alto risco e o
aumento do patrulhamento não só nos bairros degradados mas
também nas estações de comboio são outras das reivindicações
feitas pelo autarca.
Em relação à Cova da Moura, onde a 17 de Fevereiro foi morto
outro agente da PSP, Joaquim Raposo defende um plano especial
para o bairro, adiantando que a Câmara já tem uma proposta.
O presidente da autarquia recordou que o concelho da Amadora
tinha em curso um Programa Especial de Realojamento (PER), que
acabou por ser interrompido há três anos por falta de verba e
numa altura em que estava executado cerca de 60 por cento do
programa. Este programa não incluía, no entanto, a Cova da
Moura.
O abandono escolar é outra das preocupações de Joaquim Raposo,
pois ao deixarem a escola as crianças têm maior probabilidade de
começar a ingressar na pequena criminalidade, pelo que o autarca
preconiza a criação de uma escola "atractiva e diferente" que
consiga cativar os jovens entre os 12 e os 15 anos.
Joaquim Raposo dirigiu ainda as suas condolências à família dos
agentes mortos e à PSP.
A morte dos dois agentes hoje baleados eleva para seis o número
de polícias abatidos em serviço nos últimos três anos, dos quais
quatro na zona da Amadora, onde se verificaram de resto todos os
casos de assassinatos com armas de fogo.
Os outros dois casos de morte de agentes em serviço resultaram
de atropelamentos intencionais em Algés (2002) e Vila Real
(2003).
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Polícias fazem horas
extra para apanhar criminosos |
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Associação Sindical da PSP
apela a todos os polícias que se disponham a trabalhar
gratuitamente. Agentes farão as horas necessárias na busca dos
indivíduos que mataram esta madrugada dois colegas
O presidente da
distrital de Lisboa da Associação Sindical dos Profissionais da
Polícia (ASPP), José Magalhães, apelou hoje a todos os
profissionais da PSP para que se disponham a trabalhar
gratuitamente as horas necessárias na busca dos criminosos.
"A partir de
hoje, apelo a todos os profissionais da PSP para que após o seu
horário laboral se coloquem à disposição dos respectivos
comandantes de serviço para trabalharem as horas necessárias
gratuitamente para a segurança do país, para que os criminosos
deste país sejam postos na prisão", disse em declarações à
agência Lusa.
José Magalhães
pediu também ao Governo que agende uma reunião com as
associações sindicais representantes dos profissionais da
polícia para discutir uma nova política de segurança.
"Pedimos ao
ministro da Administração Interna uma reunião para dia 14 (de
Abril) no sentido de discutirmos todos os problemas, mas também
a nova política de segurança. É preciso localizar zonas
perigosas e adoptar modalidades de policiamento para crimes
violentos", defendeu.
"É necessário
que o novo Governo se dedique a informar a sociedade em geral
sobre qual a política de segurança que pretende para este país.
Se não for definida uma nova política, vamos ter alguma
dificuldade em andar na rua", acrescentou, referindo-se a
cidadãos e polícias.
Esta
necessidade urgente de alteração da política de segurança
defendida pelos sindicatos prende-se com a falta de preparação
sentida para lutar contra aquilo que consideram "novos tipos de
criminalidade".
"A polícia não
está preparada para combater novos tipos de criminalidade que
vieram com a imigração de Leste, África e Brasil.
Abriram-se as
fronteiras e não se preocuparam que podiam vir novas
mentalidades criminosas", disse, sublinhando que a sua posição
não é contra a imigração em geral.
O assassínio
dos dois agentes hoje de madrugada, alegadamente com disparos de
armas que apenas são permitidas a forças de segurança e forças
armadas, eleva para seis o número de polícias da PSP mortos em
serviço nos últimos três anos, três dos quais este ano.
Após a morte do
agente que foi baleado na Cova da Moura a 17 de Fevereiro, as
organizações sindicais da polícia manifestaram o seu
descontentamento com o que consideram ser a falta de meios e de
condições de segurança, apelando aos agentes para que
entregassem as armas.
Desde então
passou pouco mais de um mês e mais dois agentes foram mortos, um
deles (28 anos) casado e sem filhos, o outro (de 22 anos)
solteiro e em serviço há cerca de seis meses, disse o dirigente
da ASPP.
José Magalhães,
o primeiro sindicalista a chegar ao local, acrescentou ainda que
ao abrigo da legislação em vigor, a viúva do mais velho vai ter
direito a um subsídio, mas a família do mais novo, por ser
solteiro, não terá direito a nada.
A zona onde os
dois polícias foram mortos esteve vedada pela polícia até cerca
10:30, para que agentes da Polícia Judiciária recolhessem
elementos de prova, sob o olhar, à distância, de cerca de 30
populares.
No local do
incidente, situado no bairro da Falagueira, Amadora, são ainda
visíveis alguns danos em automóveis estacionados, provocados
pelos disparos, como buracos de balas e vidros partidos.
Segundo fonte
sindical, o suspeito tem bilhete de identidade português, mas é
de origem brasileira, e alegadamente ter-se-á posto em fuga num
Opel branco.
Ao início da
manhã, o ministro da Administração Interna, António Costa,
visitou o local acompanhado pelo seu secretário de Estado, José
Magalhães.
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Polícias assassinados |
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Dois agentes da PSP foram
assassinados a tiro na madrugada deste domingo, na Amadora. Os
polícias foram repetidamente baleados com disparos de uma ou
duas armas, de calibre de guerra, por um indivíduo a quem
solicitaram indentificação, numa operação rotineira de resposta
a denúncia de barulho dentro de um bar.
A patrulha
policial de 3 elementos, procedente da Esquadra da Mina, sede da
Divisão da PSP da Amadora, foi chamada até junto do "Chop Bar",
situado na Avenida Humberto Delgado. Trata-se de uma das
principais artérias rodoviárias na Amadora, uma zona central, e
não de um qualquer bairro periférico problemático.
Uma vez chegados ao local, cerca das duas da manhã, os três
agentes abordaram um indivíduo e pediram-lhe que se
identificasse. De acordo com o que revelou já esta manhã o
superintendente Oliveira Pereira, do Comando Metropolitano da
PSP de Lisboa, o indivíduo abordado reagiu efectuando disparos
imediatos sobre os agentes policiais.
Luís Marinho, do Sindicato dos Profissionais de Polícia, disse
que o assassino utilizou uma arma de calibre de guerra, apenas
disponível a forças militares e policiais. O "Correio da Manhã"
confirmou no local que foram efectuados mais de uma dezena de
disparos e que existe mesmo a possibilidade de o criminoso ter
usado duas armas (7,7mm e 9mm), ambas de calibre de guerra.
Segundo o "Correio da Manhã" conseguiu apurar, os primeiros
disparos abateram de imediato um dos agentes. O criminoso pôs-se
em fuga num automóvel, perseguido por outro agente, que correu
atrás da viatura e efectuou também alguns disparos. O condutor
fez marcha-atrás e baleou mortalmente o segundo agente. O
terceiro polícia nada sofreu e foi ele quem chamou auxílio e
forneceu as melhores informações aos investigadores sobre o
incidente e as características do atirador.
Os polícias que se deslocaram depois ao local demoraram
meia-hora até encontrar o corpo do segundo polícia, caído entre
duas viaturas estacionadas.
Os dois agentes baleados foram transportados para os hospitais
São Francisco Xavier e Amadora-Sintra. Um chegou ao hospital já
sem vida e o outro acabaria por falecer. As vítimas mortais são
Carlos Abrantes, 30 anos de idade, natural do Norte do País e
residente no Casal de São Brás; e Paulo Alves, 23 anos, natural
do Porto e residente em Queluz.
A Polícia Judiciária tomou conta das investigações, recolheu
meios de prova no local e já divulgou um retrato-robô do
assassino. Trata-se de um indivíduo na casa dos 30 anos de
idade, português de ascendência brasileira, com residência no
Porto mas também proprietário de uma habitação na Amadora. O
suspeito está em fuga.
Este foi o terceiro incidente mortal para polícias na Amadora no
espaço de um mês.
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Sindicato quer extinção da
Inspecção da PSP |
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Polícias defendem organismo
autónomo com "magistrados isentos" Advogado fala em "confusão de
competências" entre entidades
O Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP) pediu ontem a
extinção da Inspecção-Geral (IG) da PSP, a suspensão imediata de
funções do seu responsável, e defendeu a criação de um organismo
autónomo, "com magistrados imparciais" que "julguem os processos
dos polícias".
"O poder disciplinar tem de estar entregue a pessoas isentas,
fora da PSP", afirmou o advogado do SPP, revelando que nos
próximos dias vai ser entregue ao ministro da Administração
Interna um documento, dando conta destas pretensões.
Segundo Alexandre Zagalo "há processos disciplinares instaurados
de acordo com conhecimentos", e acusa a actual Direcção Nacional
(DN) da PSP de "falta de dignidade e bom senso" por ainda "não
se ter demitido".
Frisando que com os actuais directores "não há hipótese de
diálogo", o causídico diz esperar que António Costa "demita" a
DN, "extinga" a Inspecção-Geral da PSP, por forma que "se deixe
de fazer coisas de forma primária em Portugal". "Não faz sentido
haver a IG e a IGAI [Inspecção Geral da Administração Interna]
para tratar dos mesmos assuntos" salienta o jurista, adiantando
"haver confusão de competências".
O arquivamento, por parte da Inspecção-Geral da PSP dos
processos contra alguns oficias da Escola Prática de Polícia, em
Torres Novas, e a instauração do processo disciplinar contra o
chefe Fernando Rodrigues, que denunciou alegadas
irregularidades, é um dos exemplos dados para o "mau
funcionamento" da IG. A IGAI acabou também por arquivar este
processo .
Em conferência de imprensa, realizada ontem, Luís Maria, do SPP,
denunciou a instauração, há quatro anos, de um processo
disciplinar a um agente da Amadora por "ter a barba mal
desfeita". "Os processos e regulamento disciplinar não podem
continuar a ser aplicados como estão a ser", afirmou o
sindicalista que desabafa "basta alguém queixar-se de qualquer
coisa que se levanta logo um processo disciplinar".
O presidente do SPP, António Ramos anunciou também que vai pedir
ao MAI "a amnistia geral" de todos os processos em curbso contra
polícias.
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"Tráfico de armas é
preocupante" |
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"É altamente
preocupante a forma como se traficam, compram e vendem armas no
nosso País". A opinião é do director nacional da Polícia
Judiciária (PJ), Santos Cabral, o qual elencou o "tráfico de
substâncias com componentes explosivas" como outra das suas
preocupações, ontem durante uma jornada de reflexão sobre
violência e criminalidade urbana. A zona da Grande Lisboa é a
área preferencial de actuação de grupos criminosos,
referenciados como gangs, sendo que, segundo os números
recolhidos pela PSP, é na Amadora que se registaram o maior
número de apreensões de armas de fogo.
Posteriormente à comunicação apresentada a um auditório composto
por inspectores da PJ, agentes da PSP e magistrados do
Ministério Público (MP), Santos Cabral acrescentou ao DN que há
da parte da PJ a "noção" de que as armas empregues por grupos
criminosos que actuam nas cidades são "cada vez mais perigosas".
Ainda por cima, salientou, estão ao alcance de "gente cada vez
mais jovem". A sua percepção enquanto responsável máximo da
Judiciária é que "é cada vez mais fácil adquirir uma arma".
A proliferação de armas de fogo foi um dos temas centrais do
debate que reuniu magistrados do MP, PSP e PJ. Os números
avançados pelo comissão Dário Prates, chefe da divisão de
investigação criminal da PSP, mostram que em 2004 esta força
policial apreendeu 224 armas de fogo proibidas na zona de
Lisboa, o que dá uma arma apreendida em cada dois dias. No
entanto, foi perceptível que entre todos existem áreas de
fricção institucional e operacional.
Enquanto a procuradora do DIAP, Cândida Vilar, defendeu um maior
controlo do MP, como titular da acção penal, nas investigações,
por sua vez a PJ realçava a autonomia técnica e táctica
consagrada na lei. E se o comissário Dário Prates defendeu uma
alteração à Lei Orgânica de Investigação Criminal, no sentido de
alargar as competências da PSP na investigação de determinados
crimes, o inspector da PJ, Leitão dos Reis, considerou que as
disposições do actual diploma estão correctas.
Num aspecto, os órgãos de polícia criminal e o MP estiveram de
acordo é preciso mais trocas de informações. Só que as formas de
actuar das polícias também criam crispações: aos números de
apreensões de armas exibidos pelo comissário da PSP, respondeu o
inspector Leitão dos Reis, afirmando que o que está em causa é a
origem das armas, por isso de nada vale apreender cem, porque
estas serão rapidamente substituídas.
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"Portugal
está mais violento" |
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PSP apreende duas armas em cada
três dias |
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Polícias e
magistrados debatem criminalidade urbana e violência. Há mais
crimes e mais armas de fogo nas mãos dos jovens
A PSP
apreendeu, no ano passado, um total de 244 armas de fogo, o que
dá uma média de duas armas a cada três dias. Os concelhos da
Amadora, Loures e Cascais foram os locais onde mais armamento
foi encontrado, havendo a registar um número significativo de
caçadeiras de canos serrados e pistolas de calibre proibido
(7.65). Estes indicadores foram salientados ontem, em Lisboa,
numa jornada destinada a abordar a Criminalidade Urbana e
Violência.
"É imperioso que os legisladores estejam atentos ao tráfico de
armas e de explosivos, pois a lei actual não está a punir estes
delitos de acordo com a sua perigosidade", alertou o director
nacional da Polícia Judiciária (PJ), Santos Cabral.
Depois de lembrar que, por exemplo, os prejuízos causados pela
criminalidade urbana na Colômbia representam cerca de 11 por
cento do PIB daquele país, o director da PJ alertou para o facto
de Portugal estar "mais violento", ilustrando esse acréscimo com
algumas cifras (ver caixa).
Para travar o aumento da violência urbana, o comissário Dário
Prates, da Divisão de Investigação Criminal da PSP, propôs que
fossem instalados sistemas de videovigilância nos locais
públicos e, sobretudo, que sejam conferidos mais poderes de
investigação criminal à polícia.
Lembrando que é a PSP quem anda na rua em contacto com as
populações, o oficial apontou exemplo de uma incongruência da
lei, o facto de à PSP caber a investigação de crimes de ameaças
com armas de fogo e, por outro lado, serem da responsabilidade
da Polícia Judiciária as investigações dos crimes praticados com
as armas de fogo.
O reforço da troca de informações entre as diversas forças
policiais e a reorganização das mesmas no terreno (entre Lisboa
e Cascais, por exemplo, há áreas intercaladas entre a PSP e a
GNR), aliadas à melhoria dos meios materiais, foram outras das
sugestões para combater o crime nas zonas urbanas.
Dispersão processual
nos tribunais
A Procuradora da República no Departamento de Investigação e
Acção Penal (DIAP), Cândida Vilar, foi outro dos intervenientes
que considerou fundamental a organização e a articulação entre
os vários órgãos judiciais. Essa articulação, segundo a
magistrada, não existe, ao ponto de se verificar que "a
criminalidade participada não reflecte a criminalidade real".
"Era fundamental que houve centralização de informação no DIAP
distrital [Lisboa], mas o que se constata é que, em relação a
determinadas pessoas, se descobre que têm hoje um inquérito numa
determinada comarca e, mais tarde, sabe-se que têm outros
inquéritos em curso noutros locais, como por exemplo Cascais,
Vila Franca de Xira ou Sintra. Esta falta de articulação faz com
que os resultados obtidos sejam insuficientes e não permite ter
uma percepção clara dos crimes cometidos, sobretudo por grupos
de jovens", adiantou Cândida Vilar.
A magistrada, salientando que a dispersão de processos por
comarcas diferentes faz com que o Ministério Público não detenha
efectivamente a direcção dos inquéritos, defendeu ainda que deve
ser feito, pelas polícias, um trabalho de recolha de informações
nos bairros mais problemáticos.
"A recolha de informações deve fazer-se com recurso a
informadores, mas estes não devem ser, como muitas vezes
acontece, pessoas com antecedentes criminais, sobretudo devido a
problemas de droga. É preciso conhecer melhor os informadores,
para que os processos, chegados aos tribunais, possam ter
resultados", defendeu.
Cândida Vilar, depois de exortar as polícias a investigarem a
criminalidade real e não apenas a participada, lembrou que, por
exemplo, no bairro da Cova da Moura há "raptos quase todos os
dias". Os raptos, tal como a extorsão, as ofensas corporais e os
homicídios, são, no parecer daquela responsável, uma
consequência das guerras entre traficantes de droga.
Situação está a piorar
A criminalidade
violenta aumentou, no país, 8,6 por cento em 2004, por
comparação com o ano anterior
Lisboa fica com a maior fatia destes crimes: mais de metade (57
por cento) do total nacional
No que respeita ao universo global de crimes participados à PSP,
Lisboa, Porto e Setúbal tiveram, em conjunto, 65 por cento das
participações
Registou-se no ano passado um aumento de 5,7 por cento da
criminalidade praticada por gangs
As agressões a polícias também cresceram significativamente:
mais seis por cento do que em 2003
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Polícias de costas
voltadas prejudicam investigação |
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Chega a haver situações em
que distintas forças policiais investigam os mesmos casos
Lacunas de comunicação atingem todo o país
A necessidade de mais colaboração e troca de informação entre as
polícias, assim como com o Ministério Público, é uma das
principais conclusões saídas do simpósio "Criminalidade Urbana e
Violência", organizado pela Directoria de Lisboa da PJ, e
envolvendo as várias entidades judiciais ligadas à investigação.
A consequência desta falha é que não é incomum as polícias
chegarem a investigar os mesmos indivíduos e por vezes os mesmos
crimes, com desperdício de recursos. O problema abrange todo o
País e é mais pertinente quando se trata de grupos organizados.
Durante o simpósio houve a preocupação de evitar choques entre
instituições que devem trabalhar em conjunto, mas a verdade é
que em dados momentos verificaram-se diferenças de opinião
profundas, a a que acabou também por se juntar o Ministério
Público, através do Departamento de Investigação e Acção Penal
de Lisboa (DIAP), outra das entidades convidadas a participar no
encontro, além da PSP.
Mas dentro e fora do espaço do simpósio, que se realizou no
anfiteatro do Liceu Luís de Camões, a matéria era de facto o
crime violento, retratado em particular pelo coordenador Leitão
dos Reis. O investigador chegou a lembrar o período em que
estava na Guarda, a coordenar o respectivo Departamento de
Investigação Criminal "Lembro-me que houve uma altura em que
havia 57 processos dispersos" sobre o mesmo caso.
Leitão dos Reis referia-se em particular à actuação de gangues,
um fenómeno que veio de novo a encontrar em Lisboa, grupos de
jovens muito móveis e operando em áreas de responsabilidade de
distintas polícias, que enfrentam questões de legitimidade de
actuação.
Para a PJ, além de dever ser cumprida a lei e as competências, a
questão é que a PSP devia inserir mais dados no sistema
integrado de investigação criminal. Para a PSP, segundo o
comissário Dário Prates, responsável pela Divisão de
Investigação Criminal, o problema seria solucionado por uma
integração técnica entre os dois sistemas informáticos o da PSP
e o da PJ. Se assim não acontecer, dificilmente a PSP terá
capacidade administrativa para afectar meios humanos à inserção
de dados.
Quanto ao DIAP, a procuradora Cândida Vilar abordou também a
troca de informações, mas salientando a necessidade do
Ministétrio Público passar a dispor de mais informação sobre os
factos criminosos logo desde o início do inquérito, algo que a
PJ considera uma falsa questão.
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Fogos e polícias
entre os primeiros trabalhos de António Costa |
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O estratégico
Ministério da Administração Interna enfrenta várias questões
quentes no curto prazo
São quatro os
grandes desafios que se vão deparar a António Costa, o novo
ministro da Administração Interna, logo nos seus primeiros
tempos de governação. Polícias, incêndios florestais, imigração
e aplicação do novo Código da Estrada são fardos pesados e que,
isolados ou em conjunto, muito têm contribuído para insucessos
parciais ou até totais de antigos titulares da pasta.
Num primeiro relance, a questão dos fogos é a que mais problemas
parece oferecer no imediato. António Costa vai ter não só que se
deparar com condições atmosféricas totalmente adversas, e que
por isso irão potenciar o aparecimento de grandes incêndios
florestais, como tentar atender os pedidos dos bombeiros, sejam
eles profissionais ou voluntários, que garantem estarem
reunidas, como nunca, todas as condições para que as chamas
devastem o país.
No plano da prevenção, dizem os representantes dos bombeiros,
está tudo por fazer. E há ainda que decidir rapidamente sobre a
contratação de meios aéreos pesados, um dossier que o anterior
Governo deixou pendente.
No campo da segurança, é conhecida a animosidade que opõe os
principais sindicatos da PSP e GNR à tutela. A falta de meios
materiais, o estagnamento das progressões nas respectivas
carreiras e a quase total ausência de medidas que garantam a
protecção dos polícias são algumas das causas por estes
apontadas para os níveis de insegurança elevados. E essa é uma
questão extremamente sensível junto da opinião pública.
Novo Código da
Estrada em vigor dia 26
Na área da segurança rodoviária, o ministério liderado por
António Costa terá que gerir a aplicação do novo Código da
Estrada, mais castigador de alguns comportamentos dos
condutores, como a velocidade excessiva e o álcool no sangue. O
diploma, herdado do anterior Governo, entra em vigor dia 26.
Na base da reformulação das regras de trânsito está o Plano
Nacional de Prevenção Rodoviária, que é ao mesmo tempo um
diagnóstico e uma proposta de soluções para o problema da
sinistralidade rodoviária em Portugal. As medidas previstas
neste plano estão quase todas por concretizar e exigem um
esforço de reorganização dos vários organismos que trabalham na
área.
Ao mesmo tempo, António Costa poderá ser confrontado com um
conjunto de reivindicações públicas de um número cada vez maior
de associações e outros movimentos cívicos em torno da prevenção
e da sinistralidade rodoviária.
O que fazer com os
imigrantes ilegais
Mesmo num ciclo económico deprimido, como foi o dos últimos
anos, subsistem dezenas de milhares de trabalhadores
estrangeiros indocumentados, a maioria dos quais brasileiros.
O novo Governo terá, pois, que fazer alguma coisa, estando sobre
a mesa, basicamente, três possibilidades: legaliza todos os
clandestinos que se encontram no país; legaliza apenas aqueles
que tenham contrato de trabalho à data do anúncio do processo de
regularização; ou aperta ainda mais o crivo, optando
simplesmente por dar continuação aos dois processos em curso
iniciados pelo anterior Governo, conhecidos por "processo dos
brasileiros" e "processo dos CTT".
O outro dilema tem a ver com a manutenção do sistema por quotas,
com base nas necessidades de mão-de-obra do país. Este
mecanismo, iniciado com o último Governo de Guterres e
remodelado pela coligação PSD/CDS-PP, provou ser um autêntico
fracasso, uma vez que muito poucos imigrantes e empresários
recorreram a ele.
A razão para que isso tenha acontecido é simples, de acordo com
a maioria dos especialistas: enquanto houver empregadores a
contratar imigrantes clandestinos e enquanto o Estado deixar que
isso aconteça, não fiscalizando nem punindo, a imigração ilegal
não acabará e a via legal será sempre preterida.
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GNR - Concurso para guardas
começa reduzido |
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O facto de os candidatos
virem integralmente das Forças Armada poderá vir a ser posto em
causa
O despacho conjunto para a abertura de um concurso para novos
praças para a GNR foi finalmente assinado por Bagão Félix, pouco
antes de deixar o Ministério das Finanças, mas ao invés dos 1200
homens pedidos pelo Comando da GNR, o número fica-se pelos 1100.
Bagão Félix argumentou que não podia corresponder às
necessidades da GNR dadas as dificuldades financeiras, o que
deixa fortes dúvidas no Comando da GNR, uma vez que a verba para
as novas incorporações estava já orçamentada. Neste sentido, o
número de militares a incorporar vai continuar a ser inferior
aos que deixam a Guarda por reforma, tal como o JN já noticiou
em edição anterior, numa altura em que se prepara a selecção dos
candidatos para o novo curso, a começar este ano e a terminar em
2006.
A juntar a esta preocupação surge o facto de este curso ser o
primeiro em que os candidatos vêm integralmente das Forças
Armadas, no âmbito dos incentivos ao ingresso de voluntários no
Exército, Marinha e Força Aérea, uma medida que foi tomada o ano
passado pelo então ministro da Defesa, Paulo Portas. A GNR nunca
aceitou muito bem esta medida, mas agora o Comando vai esperar
para ver quer a qualidade dos candidatos quer o seu número. No
entanto, é certo que a questão será levada ao actual ministro da
Administração Interna, António Costa, se for entendido que os
ingressos não corresponderem ao que é exigido. Para alguns
sectores, a limitação das opções a nível de candidatos pode
reduzir a qualidade dos futuros militares da GNR.
Igual passo deverá ser tomado pela APG, mas por razões que se
prendem com a alegada inconstitucionalidade da medida e por
constituir, segundo a APG, uma aproximação da GNR às Forças
Armadas, algo não desejável numa força policial. Com efeito, de
acordo com a associação, a entrada de novos praças na GNR sob
este modelo irá prejudicar a componente civilista, e poderá
reduzir a aproximação dos futuros guardas ao cidadão, devido a
uma mentalidade e modo de actuação excessivamente militares.
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ASPP quer subsituição
«urgente» da Direcção |
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«Os responsáveis máximos da
PSP limitaram-se a cumprir objectivos políticos», diz a
associação
A Associação
Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) vai reclamar junto
do novo ministro da Administração Interna, António Costa, a
substituição «urgente» da Direcção Nacional da Polícia de
Segurança Pública (PSP).
O executivo da
Direcção Nacional da ASPP, reunido hoje em Lisboa, concluiu que
«ao longo dos últimos tempos, em obediência às directivas
governamentais sobre o défice orçamental, os responsáveis
máximos da PSP limitaram-se a cumprir objectivos políticos».
«Escutaram com
indiferença os protestos dos profissionais da PSP, acomodaram-se
à permanente degradação das instalações e dos recursos técnicos
da PSP, dos Serviços Sociais e dos Serviços de Saúde e nem
sequer se preocuparam com as dificuldades de resposta aos
problemas da segurança por falta de pessoal», acrescenta a ASPP.
Assim, a mais
representativa estrutura sindical na PSP - que diz possuir dez
mil sócios entre os cerca de vinte mil profissionais da
instituição - espera «uma nova Direcção Nacional da PSP que
conheça o rumo a seguir, no sentido de trazer de novo a
confiança e a estabilidade à instituição e às populações».
Entre outros
problemas, como «perdas salariais» nos últimos anos, a ASPP quer
ver resolvidas as questões do «congelamento das promoções e os
constrangimentos no sistema de aposentação e pré- aposentação».
A Direcção
Nacional da PSP, que a ASPP quer ver substituída, tem como
responsável máximo o juiz Branquinho Lobo, escolhido para a
função pelo anterior Governo de coligação PSD/CDS-PP.
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Mestre de culinária da PSP
está há 27 anos a contrato |
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Mestre de culinária da PSP está há 27 anos a contrato
Afonso Calado vai apresentar queixa no Tribunal Europeu
dos Direitos do Homem Direcção Nacional da Polícia abriu
concurso, mas descobriu que categoria não existia
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Tem 60
anos, mais de 27 ao serviço da Função Pública e continua
a trabalhar com contrato a termo certo. Afonso Calado,
mestre de culinária na Escola Prática de Polícia (EPP),
em Torres Novas, acusa o Estado português de
"negligência e má fé" e, por isso, pediu já ao seu
advogado que apresente uma queixa no Tribunal Europeu
dos Direitos do Homem.
Uma greve de fome à porta do Ministério da Administração
Interna e a denúncia pública do caso são outros recursos
para fazer valer os seus direitos. Afonso Calado, que
recebeu vários louvores e viu reconhecido o seu
profissionalismo pelo próprio presidente da República,
quer apenas garantir aquilo a que tem direito, fruto de
uma vida de trabalho. O objectivo é reformar-se, em
tranquilidade.
Ao fim de 22 anos à espera da entrada para os quadros da
Função Pública - que lhe permitiria o reconhecimento da
sua profissão e a obtenção de um ordenado compatível -,
Afonso Calado conseguiu em 2001 que o Tribunal Central
Administrativo de Lisboa e a própria Direcção Nacional (DN)
da PSP lhe dessem razão. Foi aberto um concurso e
nomeado o júri. Mas, entretanto, a polícia descobriu que
a profissão "mestre de culinária" não constava do quadro
orgânico da instituição. O processo foi suspenso, até
hoje.
A história deste homem começa a ser contada quando
entrou, no início de 1978, para a EPP com um contrato a
termo certo. De acordo com a legislação, deveria ter
passado aos quadros dois anos depois, após a realização
de um concurso, mas tal não aconteceu.
Em 1986, o então director da EPP, superintendente
Alberto Matos, alerta a DN para o caso, lembrando que
"volvidos quase cinco anos sobre a colocação do problema
a situação do funcionário em apreço não só se manteve
como se agravou". Na missiva, o responsável constata que
"o chefe de culinária não está de modo algum equiparado
a outros funcionários civis, exercendo funções
porventura menos importantes", considerando que a
situação presente é "injusta e desmotivamente".
Depois de várias insistências e já desesperado, Afonso
Calado decide recorrer aos tribunais. Em Janeiro de 2001
o juiz dá-lhe razão, o mesmo acontecendo com a DN que
"promete resolver a situação".
"Há quatro anos que o meu cliente espera justiça", diz o
advogado Pedro Baptista Violante, salientando que, "até
ao momento, o caso tem andado de um lado para o outro e
ninguém resolveu ainda nada". O causídico não entende a
demora e revela que as respostas aos constantes
telefonemas para a PSP são as de que "o assunto está a
ser tratado".
Afonso "está indignadíssimo e revoltado com a situação
que já dura há tempo de mais", frisa Pedro Baptista
Violante, explicando que ao longo deste tempo tem
"tentado resolver as coisas a bem", sendo os resultados
nulos.
A semana passada, mais uma vez, o mestre de culinária
voltou à carga. Em carta dirigida ao director-nacional
da polícia, Afonso Calado relembra a existência de uma
sentença judicial que determina a sua passagem ao
quadro, "com todas as consequências e regalias daí
decorrentes".
Revela-se "chocado", porque o problema não foi resolvido
e ameaça com a realização de uma greve de fome. Diz que
tem recebido "todo o apoio do actual comando da Escola",
que "agradece sensibilizado".
"A Direcção Nacional está interessada em resolver o
assunto", garantiu o responsável pelas relações
públicas. Segundo Hipólito Cunha, a DN "está a tratar
internamente" do caso, salientando que, "brevemente, o
interessado terá conhecimento das medidas que estão a
ser tomadas".
Portaria resolveu outro caso
A publicação de uma portaria para a criação do cargo
"mestre de culinária" poderá ser a solução para este
caso que, segundo apurou o JN, está mesmo a ser
equacionada. Uma solução que não é única já que um
problema semelhante foi resolvido dessa forma, em 1984.
Isto porque no quadro orgânico da PSP não existe a
categoria de "técnica auxiliar principal letra j". Para
resolver a situação de Maria Fernanda Velho, a
presidência do Conselho de Ministros e os ministérios da
Administração Interna e das Finanças e do Plano
publicaram, em Diário da República, uma portaria que
permitiu o alargamento do quadro do pessoal. A decisão,
e de acordo com a portaria n.º 116/84, teve em conta "a
necessidade de promover a rápida integração dos
funcionários adidos nos serviços e organismos onde
exerçam actividade e satisfaçam necessidades permanentes
de serviço". O diploma salientava, ainda, que a criação
deste lugar seria "extinto quando vagar", o que viria a
acontecer. O advogado de Afonso Calado, Pedro Violante,
tem agora nas mãos mais um argumento para usar na defesa
do seu cliente.

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Poder Local: um passo
atrás? |
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Na orgânica do
novo Governo paira no ar a ideia de que o acompanhamento do
Poder Local fica na área do ministro da Administração Interna.
Ou seja, os postos da GNR, as esquadras da PSP e as câmaras
municipais passarão a ser coisas
semelhantes e afins
OGoverno tem o
direito de se organizar como melhor entende. Distribui e
articula as funções dos seus diversos membros como deseja, assim
como designa os ministérios e as secretarias de Estado com os
títulos de sua livre escolha. O que conta principalmente são os
resultados alcançados e não apenas a organização inicial dos
pelouros. No entanto, por certos modos ou estilos de organização
das tarefas podem-se desde logo gerar ou não certas
expectativas.
A orgânica oficial deste Governo e as exactas competências de
cada ministério ainda não são completamente conhecidas. Por
isso, não se podem, desde já, tecer grandes comentários sobre
aquilo que ainda tem contornos mal definidos. Todavia, paira no
ar a ideia de que o acompanhamento do Poder Local fica na área
das actividades do ministro da Administração Interna. Ou seja,
os postos da GNR, as esquadras da PSP e as câmaras municipais
serão coisas semelhantes e afins, na perspectiva deste Governo.
Os assuntos principais das autarquias, das juntas de freguesia,
das câmaras municipais, das áreas metropolitanas e das outras
entidades territoriais estão na esfera das políticas do
ambiente, do ordenamento do território e do desenvolvimento
regional. As câmaras municipais servem para gerir o
desenvolvimento dos seus territórios e para captarem
investimentos, para lançarem infra-estruturas e para dinamizarem
o bem-estar social das populações, numa óptica de boa aplicação
dos fundos europeus, nacionais ou próprios. São empresas
prestadoras de serviços, geram dinâmicas territoriais e sabem
associar-se para a defesa de interesses regionais. Perceber isto
é essencial para se ajuizar a mais conveniente articulação
política dos municípios com o Estado, respeitando a sua
autonomia e a sua legitimidade própria.
A melhor relação dos autarcas é com os que falam de urbanismo,
de construção, de águas, de esgotos, de gestão de transportes,
dos projectos estruturantes, de uma visão global dos problemas
de cada região, da defesa de equipamentos supramunicipais. Uma
câmara municipal não se assemelha a um posto policial de
controlo das actividades dos cidadãos. Não é uma entidade
estática, equivalente a uma mera repartição burocrática
dependente do Estado.
Por isso, se alguma ideia infeliz passou por alguma cabeça na
organização deste Governo, ainda é tempo de corrigir esse erro
desastroso. Seria um erro estrutural andar quase 25 anos para
trás e voltar ao modelo abandonado no princípio dos anos 80. O
Poder Local seria objecto de uma grande desconsideração e o país
perderia em eficácia e em funcionamento das instituições se, em
vez de ficar na esfera do Ministério do Ambiente, do Ordenamento
do Território e do Desenvolvimento Regional, o forem colocar ao
lado das forças policiais. Esperamos que nada disto se confirme.
Pelo contrário, importa desenvolver as políticas regionais e
reforçar o processo político de descentralização de competências
nas novas entidades metropolitanas e urbanas. É este o caminho.
Não é, com certeza, o retrocesso a uma lógica de articulação
apenas com as esquadras da polícia.
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