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Funcionários públicos
podem substituir cinco mil GNR e PSP |
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Reestruturação da administração central do Estado
O governo pode
substituir cinco mil elementos da PSP e da GNR por funcionários
públicos, no âmbito do programa de reestruturação da
administração central do Estado, admitiu hoje o ministro da
Administração Interna.
António Costa,
que falava após uma audiência na comissão de Assuntos
Constitucionais da Assembleia da República, disse que "um
elevado número de membros das forças de segurança estejam a
desempenhar funções que podem ser cumpridas por funcionários
públicos", o que considerou "desadequado".
"No conjunto da
GNR e da PSP estão mais de cinco mil homens a desempenhar
funções que podem ser cumpridas por funcionários públicos. Há
expectativas que, no âmbito do programa de reestruturação da
administração central do estado, possam ser libertados cinco mil
efectivos para estas funções, o que permitiria libertar os
elementos da segurança", afirmou.
Segundo o
ministro da Administração Interna, era previsível que em 2005,
2006 e 2007 houvesse uma diminuição dos efectivos da GNR, como
já está comprovado, provocado por um "desadequado mecanismo de
recrutamento".

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Suspeito de matar PSP diz
"gostar de armas" |
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Dois
indivíduos estão a ser julgados pela morte do agente Irineu
Diniz na Cova da Moura
Juiz proibiu contactos entre ambos
Os dois arguidos que começaram ontem a ser julgados, no
Tribunal da Boa Hora, em Lisboa, pela morte do agente Irineu
Diniz são acusados de quatro crimes, entre os quais homicídio,
uso ilegal de armas e crime de dano.
O agente da PSP Irineu Jesus Gil Diniz, de 33 anos, foi morto
com vários tiros de arma automática e de caçadeira na madrugada
de 17 de Fevereiro do ano passado, quando seguia num
carro-patrulha que circulava no Bairro da Cova da Moura,
concelho da Amadora.
Na parte da manhã, Euclides Tavares, de 21 anos, confirmou em
tribunal "gostar de armas" e ter disparado vários tiros "de uma
caçadeira de canos serrados sobrepostos na passagem do ano de
2004 para 2005 no Largo da Bola" (na Cova da Moura), para
comemorar a data.
Confirmou também ter comprado pouco antes do fim do ano de 2004
três caixas de cartuchos, num total de 75 munições.
Pouco depois do homicídio do agente Irineu Diniz, a Polícia
apreendeu na casa da mãe de Euclides Tavares, situada na Rua de
Cabo Verde, Cova da Moura, um carregador de
pistola-metralhadora.
O arguido disse em tribunal que o carregador encontrado em casa
da mãe pertencia a um seu conhecido, que identificou apenas pela
"alcunha ´Sabu´".
Já o arguido Luís Carlos Santos, de 41 anos, detido
preventivamente em Vale de Judeus, é acusado de homicídio por
disparos de rajada, uso ilegal de armas, crime de dano e falta
de licença de uso e porte de arma, tendo já antecedentes
criminais.
O juiz presidente do colectivo que está a julgar o caso,
Fernando Ventura, determinou a audição separada dos dois
arguidos, que são amigos, e proibiu qualquer contacto entre
ambos durante o julgamento.
Para ontem esteve marcada a audição de oito testemunhas de
acusação, mas isso acabou por não acontecer, uma vez que durante
a tarde continuou a ser ouvido o arguido Euclides Tavares.
A próxima sessão do julgamento está agendada para dia 21, às
09.30 horas.
A acusação ao longo do julgamento estará a cargo da procuradora
do Ministério Público Natália Lima.
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Uso de matrículas
"falsas" sem controlo antes de 2003 |
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Viaturas da
PSP
Direcção Nacional garante que actualmente não são utilizadas
matrículas de carros que estejam em circulação
Sindicato quer ver apuradas responsabilidades políticas
APSP admitiu, ontem, que possam ter ocorrido, no passado,
situações de utilização, pelo Departamento de Informações
Policiais (DEPIPOL), de viaturas com matrículas falsas iguais a
outras em circulação. O uso de matrículas alternativas por
organismos com competências de investigação criminal tem
enquadramento legal, mas em nenhum caso podem ser usadas
combinações que estejam em uso por outros cidadãos.
Numa curta nota de Imprensa em resposta à notícia ontem
publicada pelo "24 Horas", a Direcção Nacional da PSP afirma que
"qualquer situação como a que vem referida" naquele diário não
pode ter acontecido "num passado recente com qualquer viatura da
PSP".
Sem qualquer esclarecimento adicional, a essa nuance temporal
junta uma lacónica explicação de que, "há cerca de dois anos,
houve uma profunda alteração de procedimentos e mesmo
substituição de alguns elementos" da DEPIPOL, deixando a
mensagem clara de que antes desse período poderá efectivamente
ter-se verificado alguma irregularidade.
Regulada por um despacho assinado, em 2003, pelo anterior
director-geral de Viação, António Nunes (actualmente a dirigir a
recém-criada Autoridade de Segurança Alimentar e Económica), a
utilização de matrículas alternativas carece de autorização pela
Direcção-Geral (ver ficha ao lado).
Segundo fonte da DGV, são habitualmente atribuídas matrículas de
veículos já abatidos e a matrícula suplementar é associada à
original, para que, no caso de haver alguma autuação, seja
facilitada a identificação do organismo (e viatura) que cometeu
a infracção.
A mesma fonte admite a possibilidade de um engano de
dactilografia originar, pelo menos em teoria, enganos e a
eventual utilização de matrículas em circulação, mas garante que
não foi o caso com as matrículas indicadas na notícia, que ontem
foram sujeitas a confirmação.
António Ramos, presidente do Sindicato dos Profissionais de
Polícia, afirma que o comunicado da PSP não merece credibilidade
e garante ter documentação que comprova manterem-se
irregularidades na DEPIPOL. "Nós somos polícias, também temos
informação e sabemos o que se passa. Andamos a brincar ao gato e
ao rato", acusa, desafiando o ministro da tutela a tomar uma
posição pública "Há responsabilidades políticas que vamos
pedir".
O gabinete de António Costa, contudo, remeteu todas as
explicações para a Direcção Nacional da PSP. O JN não conseguiu
uma reacção da Inspecção-Geral da Administração Interna.
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Situação geográfica
favorece apoio logístico a terroristas |
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A
possibilidade de existir actividade de grupos terroristas em
Portugal, nomeadamente no recrutamento e apoio logístico,
preocupa as autoridades portuguesas.
A ligação de Portugal ao terrorismo global era analisada, nestes
termos, pelo Serviço de Informações e Segurança (SIS), no mais
recente Relatório de Segurança Interna, que data de 2004.
O documento alertava para "o facto de existirem estruturas
vocacionadas para o apoio logístico a indivíduos suspeitos de
envolvimento em atentados ou de pertencerem a grupos
terroristas". Esse factor "aumenta o risco de poderem vir a ser
desenvolvidas outras actividades, como o recrutamento de membros
para formação de células locais", lê-se no documento. No
entanto, o relatório do SIS realçava que, até então, não haviam
sido " recolhidos indícios da existência em Portugal de grupos
terroristas de matriz islamita ou de actividades preparatórias
de atentados".
Mais do que ser alvo de uma ameaça concreta, os serviços
secretos portugueses entendem que o nosso país pode ser,
essencialmente, uma plataforma para actividades de grupos
radicais. "Todos os casos referenciados têm sido trabalhados com
a Polícia Judiciária desde, pelo menos, 2001", disse ontem ao DN
uma fonte do SIS.
Segundo a mesma fonte, "Portugal pode ser utilizado como base de
residência temporária" para elementos de grupos radiciais, tendo
em conta a posição geográfica do País. Para a fonte do DN, tal
não quer dizer que Portugal seja um "um bom porto de abrigo"
para terroristas, mas sim "um porto procurado", tendo em conta a
pacatez do País, assim como a fácil ligação a Espanha e daí para
o resto da Europa.
No que respeita a uma eventual facilidade na aquisição de
passaportes portugueses, o interlocutor do DN garantiu que os
consulados têm apertado as medidas de segurança.
Perante o quadro, fonte da Direcção Central de Combate ao
Banditismo (DCCB) traça o diagnóstico "A nossa situação tem
contornos que merecem uma especial preocupação. O combate deve
centrar-se na prevenção e a PJ está a fazer um grande
investimento nessa área."
Intimamente relacionados com a circulação de radicais islâmicos
na União Europeia estão os denominados "casamentos brancos". E,
uma vez mais, a análise do SIS à situação de Portugal é bastante
clara.
"Neste campo, uma actividade criminosa que tem sido
especialmente objecto da atenção deste Serviço tem sido a
legalização fraudulenta de cidadãos de origem islâmica no espaço
europeu, recorrendo, entre outros expedientes, à celebração dos
denominados casamentos brancos. Neste domínio, Portugal é
frequentemente utilizado como país de trânsito ou de destino,
bem como centro privilegiado de recrutamento de nubentes", lê-se
no último Relatório de Segurança Interna .
Também as apreensões pela PJ do Porto, no ano passado, de
grandes quantidades do explosivo Goma 2 Eco fizeram soar o
alarme em Espanha, já que foi este o explosivo utilizado nos
atentados de 11 de Março.

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Portugal colocado na
rota do terrorismo mundial |
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Quando os
polícias da Direcção Central de Combate ao Banditismo (DCCB) o
abordaram, o homem levou a mão à pistola, que tinha uma bala na
câmara. Depois de um dos seus amigos ter sido preso há algumas
semanas atrás, quando se preparava para embarcar, no aeroporto
de Lisboa, em direcção a Cabo Verde, o homem anteontem
interpelado pela PJ já esperava por este momento. Mas logo
percebeu que não tinha condições para disparar contra os
polícias e entregou-se sem problema.
A detenção de F.P. ocorreu domingo na Amadora e com ele foi
preso também um outro homem, perfazendo em três o número de
pessoas procuradas pela polícia holandesa, em concreto da cidade
de Roterdão, detidas pela DCCB (Direcção Central de Combate ao
Banditismo) que agora vão enfrentar um pedido de extradição.
Os três homens são cidadãos holandeses de origem caboverdiana
que se encontravam em Portugal, onde possuem família, aguardando
a melhor oportunidade para viajar para Cabo Verde. Aqui
tencionavam ficar já que este país, a exemplo de muitos outros
antes de entrar em vigor o mandado de captura europeu, não
extradita nacionais.
A captura e extradição foi requerida há meses pelas autoridades
holandesas. O trio era procurado por suspeitas que ligavam os
indivíduos agora detidos à autoria de três crimes de homicídio e
mais três tentativas. Foi durante um tiroteio em finais do ano
passado, num clube nocturno em Roterdão, e que, segundo apurou o
DN, está relacionado com actividades ilícitas ligadas ao
comércio de diamantes.
O líder do grupo, porém, tem outras ligações ao mundo do crime
que estão para lá dos três homicídios e do tráfico de diamantes.
Desde o primeiro momento em que foi pedida a cooperação
judiciária internacional que a polícia holandesa o conotou com o
terrorismo islâmico.
Nos contactos mantidos entre a DCCB e a polícia holandesa foi
apontado o facto de F.P. ser uma pessoa convertida ao islamismo
e com contactos nos meios radicais islâmicos, que o levaram a
campos de treino no Iémen e também a ligações regulares com
membros do grupo Hofstad. Esta organização, desmantelada no ano
passado em Haia, é acusada de preparar atentados neste país e,
segundo a polícia holandesa, a ela pertencia Mohamed Bouyeri,
condenado a prisão perpétua pelo assassinato do cineasta
holandês Theo van Gogh.
Estas ligações de F.P. ao radicalismo islâmico foi desmentida
durante a tarde de ontem pela Procuradoria-Geral da República
holandesa mas a DCCB veio recordar que a informação consta da
documentação policial trocada com a sua congénere de Roterdão.
Teófilo Santiago, director -nacional adjunto da PJ responsável
pela DCCB, adiantou que as ligações de um dos detidos aos meios
radicais islâmicos fazem parte da "informação transmitida pelas
autoridades competentes de Roterdão e que tomámos por boa".
Horas antes, Desirée Lepens, porta-voz da Procuradoria
holandesa, havia dito à AFP que a ligação estabelecida pela
Judiciária com o grupo Hofstad "é manifestamente um erro".
A Procuradoria holandesa aparentemente fez a declaração com base
apenas na informação que consta do mandado de captura e
extradição e que se reporta apenas aos homicidios. A informação
policial trocada, porém, acrescentou dados ao perfil do
principal homem procurado, apontando claramente para o facto de
F.P. constar "da lista dos mais procurados na Holanda por
ligações ao terrorismo islâmico", conforme escreveu a Polícia
Judiciária portuguesa.
Aumento da vigilância
A recente polémica em torno da publicação por um jornal
dinamarquês de caricaturas do profeta Maomé levou a uma
intensificação da troca de informações entre as polícias e os
serviços de informação europeus. O receio de um endurecimento da
posição dos radicais nas várias comunidades islâmicas instaladas
na Europa levou a este reforço.
O facto de a Eupora aparecer na linha da frente num conflito com
o mundo árabe, posição até agora ocupada pelos Estados Unidos,
fez alterar a estratégia das forças policiais, que
intensificaram os meios de vigilância junto das maiores
comunidades islâmicas na Europa, em Espanha, França e
Inglaterra. Receiam-se, sobretudo, os ecos que os protestos no
Médio Oriente possam ter no espaço da União Europeia. Como ontem
referiu um especialista em relações internacionais ao DN, "o
actual contexto de conflito entre o mundo árabe e o ocidente
apenas favorece uma pessoa Bin Laden".
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700 táxis vão
estar ligados directamente à polícia |
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É hoje
apresentado, em Sintra, um novo sistema de prevenção e combate à
insegurança dos taxistas, o Táxi Seguro.
O projecto, desenvolvido pela Fundação Vodafone e pelo
Ministério da Administração Interna e envolvendo a PSP, vai
inicialmente equipar 700 viaturas - escolhidas pelas autarquias
- espalhadas pelos concelhos de Almada, Amadora, Barreiro,
Cascais, Odivelas, Oeiras, Seixal, Sintra e Vila Franca de Xira.
A grande novidade deste sistema é o facto de os veículos
passarem a estar directamente ligados à Polícia de Segurança
Pública. A sua tecnologia é corporizada pela utilização do GSM
(global system for mobile communications) e do GPS (global
positioning system), permitindo à PSP determinar, a partir do
momento em que o condutor acciona o alerta, a localização do
veículo em tempo real, quer esteja parado ou em movimento. A
partir daí, além de seguir o seu percurso, a PSP tem acesso ao
som ambiente do interior do veículo. No interior do táxi não
será registada qualquer indicação sonora quando estabelecida a
comunicação.
Esta ligação directa entre o condutor e a PSP permite às forças
de segurança determinarem com maior precisão a perigosidade da
situação, possibilitando uma melhor adequação dos meios a
utilizar e das acções a desencadear. As viaturas têm de ter
instalados os equipamentos de localização que obedeçam às
especificações técnicas definidas.
Projecto piloto
Até 11 de Fevereiro de 2008 - fase inicial do projecto - não
existirão custos de utilização para os primeiros aderentes.
Todos os custos serão suportados pela Fundação Vodafone. Depois
dessa data haverá lugar a um pagamento, ainda não determinado,
soube o DN. Todos os táxis que aderirem estarão identificados
através de um dístico como sendo portadores do sistema. Isto
porque o dístico pretende funcionar como um factor de dissuasão.
Taxistas
As opiniões divergem quando se fala em sistemas de prevenção da
criminalidade contra taxistas. Aliás, o assunto enerva mesmo os
profissionais, que garantem que, quando "eles querem roubar,
nada os impede". "Os sistemas de segurança são escusados, não
valem de nada, se os carros não estiverem preparados", afirma ao
DN José Rodrigues, taxista em Lisboa há "quase 30 anos". Este
profissional garante que a "única solução é mesmo o motorista
estar isolado do cliente".
Mesmo assim, vê com bons olhos o sistema Táxi Seguro "Estar
ligado à PSP é bom, mas não pode haver comunicação entre a PSP e
o motorista". Em relação ao dístico, adianta que era preferível
"os carros não terem qualquer indicação. Tem que ser um sistema
discreto", defende.
Já José Manuel Copio sublinha que "não há segurança possível
para isto". Este taxista há 25 anos defende que o separador é
mesmo a única solução para o problema. "Devia haver uma lei que
ditasse as medidas dos carros. E que obrigasse o separador a vir
montado de origem." A mesma opinião tem António Simões, que já
foi assaltado - "levaram-me tudo", explicou -, e por isso
defende também ele a criação de um carro específico e igual para
todos. "Se montarmos o separador à parte, os clientes deixam de
ter espaço no carro. A única solução é este vir de origem."

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Segurança - Dois mil já saíram ao longo do ano de 2005
GNR perde 3800 militares |
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O ano de 2005 foi sombrio para a GNR. Mais de dois mil militares
abandonaram o serviço devido, na maioria, a passagens
antecipadas à reforma. Mas a sangria promete não ficar por aqui.
Só no princípio de 2007 é que deverão entrar 800 novos militares
para o efectivo entretanto reduzido pelas saídas para a reforma
e reserva. E até finais do mesmo ano, as novas incorporações
continuarão a não ser suficientes para colmatar as saídas.
Prevê-se que a
GNR tenha então menos 3800 militares.
A lei dos incentivos ao serviço militar, criada em 2004 pelo
ministro da Defesa, Paulo Portas, determinou que os candidatos
ao curso de praças da GNR deveriam ter, pelo menos, dois anos de
tropa cumpridos.
Os efeitos negativos foram imediatos: houve apenas 2647
candidaturas às 1100 vagas existentes na Escola Prática de
Portalegre. Até à ‘Lei Portas’, como ficou conhecida, a média
cifrava-se nos 15 mil candidatos.
O curso iniciou-se em Maio de 2005, com apenas 307 formandos. E
os novos guardas, quando terminarem a formação, vão tapar os
buracos deixados no dispositivo da GNR pelos militares
destacados para os cursos de formação dos novos Grupos de
Intervenção de Protecção e Socorro, uma nova valência para
combate aos fogos florestais.
NOVO CONCURSO
Ao mesmo tempo, durante 2005, acentuaram-se as saídas por
reforma. No final do ano passado, dois mil elementos do efectivo
da Guarda entregaram os papéis de saída.
O ministro da Administração Interna, António Costa, apressou-se
a tentar reparar a situação. Foi aberto um concurso
extraordinário para praças, desta vez já sem critério de serviço
militar obrigatório. Nos primeiros 10 dias de Novembro, foram
entregues 17 332 candidaturas.
Mas o lento processo de selecção, que ainda decorre, deverá
fazer com que o novo curso de formação de praças comece apenas
em Maio. Um ano depois, 800 novos soldados deverão entrar ao
serviço na GNR.
Até lá, e durante todo este ano, a Guarda vai ter de
“racionalizar o seu efectivo”. “Não será o atraso na
incorporação que afectará a actividade da GNR. Teremos de
apostar numa racionalização de efectivos”, disse ao CM fonte do
comando-geral.
No entanto, ao que apurámos, a realidade tende até a piorar. Até
final de 2007, estima-se que o efectivo operacional da GNR sofra
uma diminuição de 5400 homens. No mesmo período, as
incorporações serão apenas 1600. O défice, no final de Dezembro
do ano que vem, será portanto de 3800 militares.
As duas maiores associações da GNR admitem a gravidade da
situação. Para o presidente da Associação dos Profissionais da
Guarda (APG), está até em causa “o modelo de policiamento da
Guarda”. Pela falta de efectivos, a GNR já não consegue fazer um
policiamento de presença”, adiantou José Manageiro.
Por sua vez, o presidente da Associação Sindical Independente da
Guarda (ASPIG), defende uma “reestruturação urgente. “Está a
pedir-se de mais ao efectivo”, concluiu António Bernardino.
GUARDAS DO SUL SEM FÉRIAS
A ‘racionalização’ de efectivos defendida ao CM pelo
Comando-Geral da GNR, já começou a produzir efeitos. Um
despacho, datado de 16 de Janeiro, e assinado pelo comandante da
Brigada Territorial n.º 3 (responsável pelo policiamento no
Alentejo e Algarve), determinou que apenas 15% do efectivo desta
unidade poderá estar simultaneamente de férias no período
compreendido entre 15 de Junho e 31 de Agosto. E, dentro deste
período, cada militar tem direito a apenas sete dias úteis de
férias. Os restantes militares estão autorizados a tirar férias,
apenas, nas chamadas épocas baixas. “Se não fosse este despacho,
nem sequer haveriam efectivos suficientes para a realização de
patrulhas na costa algarvia e alentejana, durante o período
balnear”, disse ao CM fonte da GNR.
OUTROS ASPECTOS
EUROGENDFOR
Para além dos novos grupos de combate aos incêndios, é
previsível que a GNR tenha de sacrificar mais efectivos durante
2006. A EUROGENDFOR, uma força de reacção europeia, deverá
entrar em funções este ano. A Guarda acompanhará uma série de
congéneres europeias, na primeira missão da força.
EXCEDENTÁRIOS
Para a Associação Sindical Independente da Guarda (ASPIG), a
solução para a falta de efectivos na GNR poderá passar por uma
reafectação de excedentários da Função Pública. “Entre as 17 500
pessoas com funções burocráticas na GNR, podem-se ir buscar
novos patrulheiros. Os excedentários da Função Pública poderão
colmatar as vagas de secretaria”, concluiu António Bernardino.
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Crimes contra autoridades
aumentam na Grande Lisboa |
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Tanto a
criminalidade violenta como a geral diminuíram em 2005 na área
da Grande Lisboa. Ainda assim, os crimes contra a autoridade
pública, nomeadamente resistência e coacção sobre funcionário, e
usurpação de funções - pessoas que se fazem passar por aquilo
que não são, vulgo burlões -, aumentaram. De acordo com dados do
Comando Metropolitano da PSP de Lisboa (Cometlis) a que o DN
teve acesso, a criminalidade violenta decresceu 1,6% em 2005
face ao ano anterior.
"Para nós (PSP) foi uma descida muito positiva, pois nos últimos
seis anos a tendência era para o aumento da criminalidade
violenta. Pela primeira vez descemos", sublinhou ao DN a
subcomissária Paula Monteiro. Mas foi no crime de roubo a
tesourarias e a estações dos Correios que se verificou uma das
maiores descidas, 60%, seguido do de postos de combustível,
contabilizando um decréscimo de 30%. O delito de rapto,
sequestro e tomada de reféns desceu 15,2%. Também os roubos por
esticão e a motoristas de transporte público diminuíram, ambos,
cerca de 10% e a ofensa à integridade física grave registou uma
descida de 4%.
"Estas descidas devem-se ao aumento do policiamento intensivo e
de visibilidade feito em determinados locais", frisa Paula
Monteiro, explicando ainda que "resultam de uma análise
científica da criminalidade".
Em relação à criminalidade geral, e apesar de ainda não haver
contabilidade percentual neste tipo de delitos, a porta-voz do
Cometlis garante que o crime geral "desceu significativamente".
Destacam-se nesta diminuição o crime contra a integridade física
por negligência em acidente de viação, o furto de veículo
motorizado, furto a residência e por carteiristas. Estes
resultados são fruto de uma "adaptação do policiamento no local
e em função da criminalidade nas diversas zonas", conclui Paula
Monteiro.

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Condições da PSP no
Parlamento |
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O PSD pretende
que o Ministério da Administração Interna esclareça quais os
investimentos programados para a PSP/Porto, quer em matéria de
instalações, quer no que concerne aos equipamentos usados pelos
agentes.
Num requerimento enviado ao presidente da Assembleia da
República, Jaime Gama, os deputados sociais-democratas desafiam
o Governo a divulgar qual a sua estratégia para combater as
"condições indignas nas esquadras da PSP da Área Metropolitana
do Porto", uma vez que se verifica "a não existência de verbas
suficientes no PIDDAC (Programa de Investimentos e Despesas de
Desenvolvimento da Administração Central) de 2006" para as
intervenções necessárias.
"Quais os investimentos em infra-estruturas previstos para a
Área Metropolitana do Porto e qual a sua calendarização,
nomeadamente as instalações de Arca d'Água/Bom Pastor (Porto),
Bela Vista (junto ao Estádio do Dragão), antigo edifício do
Comando Metropolitana (antigo Governo Civil do Porto), Bairro do
Lagarteiro (Porto), 10ª esquadra em Vila Nova de Gaia e futura
esquadra em Vila do Conde?", questionam os deputados do PSD.
"Quais os investimentos previstos e qual a calendarização da
sua concretização, no que diz respeito ao reequipamento das
forças de segurança, tendo em conta o brutal incremento de novas
formas de criminalidade violenta, com uma utilização cada vez
mais banalizada de armas de fogo?", continuam os
sociais-democratas.
As críticas e questões ao Governo surgem na sequência da visita
que os deputados fizeram, na passada segunda-feira, ao Comando
Metropolitano da PSP do Porto.
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GREVE
Polícias queixam-se ao Conselho da Europa |
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Cúpula europeia acusa Governo de não respeitar os compromissos
que assume
ASPP/PSP quer uma base reivindicativa mais dinâmica, mas
Executivo não admite mudar lei
"OGoverno português não respeita nem os direitos sindicais dos
polícias nem os compromissos que assume em sede de negociação",
disse ontem ao JN o secretário-geral do Conselho Europeu dos
Sindicatos de Polícia (CESP), Gérard Greneron.
O dirigente do CESP comentava o facto de a Associação Sindical
dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) ter decidido avançar com
uma petição (ao abrigo das leis n.º 43/90, 6/93 e 15/2003) no
sentido de a Assembleia da República aprovar legislação que
reconheça o direito à greve dos profissionais da PSP. Refira-se
que o CESP é uma organização não governamental que representa
280 mil polícias de 18 países da Europa.
Gérard Greneron adianta que "os motivos concretos" da decisão da
ASPP/PSP assim como as razões da actual greve dos investigadores
da Polícia Judiciária (PJ - ver texto em baixo) estão a ser
comunicados ao Conselho da Europa, assim como a Franco Frattini
e Vladimir Spidla, respectivamente, comissários para
"Liberdades, Segurança e Justiça" e "Emprego, Assuntos Sociais e
Igualdade de Oportunidades" da Comissão Europeia. O dirigente do
CESP - lembrando que, na União Europeia, o direito à greve nas
Polícias é reconhecido apenas na Holanda, Dinamarca e Portugal (PJ)
-, sublinha que, "nos outros países, os Governos adoptaram
instrumentos de negociação, dialogam e respeitam os
profissionais das Polícias".
Em Portugal, "nada na Constituição da República impede que, numa
força de segurança como a PSP, seja reconhecido o direito à
greve", sustenta entretanto o procurador-geral adjunto, António
Bernardo Colaço. Este magistrado do Ministério Público - que
acompanha, desde 1982, o processo associativo nas forças de
segurança - lembra que, "até na Inglaterra, onde não há sequer
sindicatos de Polícia, o Governo respeita, dialoga e negoceia
com os representantes profissionais dos polícias".
Governo não muda lei
O texto do abaixo-assinado da ASPP/PSP, exigindo uma base
reivindicativa dinâmica, recorda que, no quadro da Constituição
da República Portuguesa (CRP), há forças e serviços de segurança
que usufruem do direito à greve ("o mesmo acontece com
profissões que envolvem o órgão de soberania de Justiça") e que
a PSP é uma força de segurança civil.
Desde a sua fundação, a ASPP/PSP só reivindicou a lei sindical
quando, em 12 de Fevereiro de 1992, o secretário de Estado
adjunto da Administração Interna declarou (na RTP) que o Governo
não dialogava com a ASPP/PSP por esta não ser um sindicato.
Fonte do Ministério da Administração Interna (MAI), comentando
ontem a decisão do abaixo-assinado, disse ao JN que "após
revisão constitucional, a CRP passou a autorizar o
reconhecimento do direito de associação sindical em forças de
segurança, sujeito, todavia, à não admissão do direito à greve.
Algumas práticas sindicais têm vindo, aliás, a confirmar o bem
fundado da limitação constitucional em vigor".
Para o MAI, "a supressão dessa limitação (que exigiria revisão
constitucional extraordinária a deliberar por 4/5, e por
iniciativa exclusivamente parlamentar) não consta do programa do
Governo a aplicar na legislatura em curso".
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Polícias pedem à AR
direito a fazer greve |
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A Associação
Sindical dos Profissionais da Polícia da PSP (ASPP/PSP) quer
pedir à Assembleia da República que reconheça aos polícias o
direito à greve. A partir de hoje, vai circular um
abaixo-assinado para reunir 35 mil assinaturas de apoio à
pretensão.
"Levámos dez anos para ter a liberdade associativa e levámos
praticamente dez anos para conseguir o sindicato da polícia, mas
esperamos que o poder político considere o direito à greve dos
profissionais da polícia em menos tempo", disse o presidente da
ASPP, Paulo Rodrigues, numa conferência de imprensa em Faro.
O dirigente invoca problemas como a morte de agentes em serviço
e alterações ao sub-sistema de saúde. Em 2005 - "ano fatídico" -
morreram quatro polícias e o Governo "cortou os mais elementares
direitos" e "recusou negociar um horário de trabalho",
sustentou, acusando-o também de desrespeitar a lei ao não
negociar as "alterações nas condições de aposentação e
pré-aposentação", não pagar trabalho extraordinário e nocturno.
Com dez mil associados, a ASPP defende uma "reestruturação
profunda na PSP" e de "qualidade de trabalho aos agentes da PSP
para que também melhorem a segurança de todos os portugueses".
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Mais
dois detidos em Sevilha
Presos assassinos do chefe Martins |
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Mais dois
elementos do gang luso-espanhol procurado pelo homicídio do
chefe Martins, da PSP de Lagos, no dia 11 de Dezembro do ano
passado, foram ontem detidos pelo Corpo Nacional de Polícia de
Espanha, com a colaboração da Polícia Judiciária. A operação
decorreu nos arredores de Sevilha.
Segundo a PJ,
com a captura destes dois suspeitos, eleva-se a dez o número
total de detidos do grupo alegadamente implicado numa vaga de
assaltos a caixas de multibanco na região algarvia, sete dos
quais são acusados de “estarem directamente envolvidos no
referido homicídio”.
Os alegados membros do gang agora detidos são um espanhol, de 23
anos de idade, e um português, de 33 anos. Um dos indivíduos foi
surpreendido no acampamento cigano de El Vacie (onde o gang
dispunha do seu ‘quartel-general’) e o outro numa zona próxima.
MANDADOS EUROPEUS
Ao que tudo indica, os dois suspeitos ter-se-ão escondido após o
crime, tendo só recentemente regressado à zona de Sevilha, onde
vivem os seus familiares. De acordo com a Judiciária, as
detenções foram realizadas “após intensas diligências
investigatórias”, no cumprimento “de mandados de detenção
europeus, emitidos oportunamente pelas autoridades portuguesas”.
A caça ao gang luso-espanhol suspeito da morte do chefe Martins
tem sido desenvolvida por elementos da Directoria de Faro da PJ
e do Departamento de Portimão.
Um responsável da Judiciária destacou ao Correio da Manhã o
facto de existir “uma plena colaboração por parte das
autoridades espanholas” no sentido do desmantelamento completo
do gang, o que poderá estar para breve.
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Estudo: Câmaras
são as mais corruptas |
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Forças de segurança estão em segundo. Dados estão num estudo da
PJ
Para conhecer a
realidade da corrupção em Portugal, a Polícia Judiciária (PJ)
elaborou o primeiro estudo de fundo sobre os crimes investigados
nesta área entre 2002 e 2005.
O estudo,
apresentado esta noite em Coimbra, revela que é na Administração
local que se detectam mais casos de corrupção, quase metade (42
por cento) do total investigado. A segunda área mais corrupta
nestes quatro anos analisados foi a das forças de segurança,
facto ao qual não estará alheio o mega-caso que envolveu
militares da Brigada de Trânsito da GNR. Em terceiro lugar na
lista dos mais investigados por corrupção está a Administração
Central.
Apesar de se
falar muito sobre a corrupção no desporto, os processos nesta
área representaram apenas 2 por cento do total.
Entre 2002 e
2005, a Direcção Central de Investigação da Corrupção e
Criminalidade Económica e Financeira (DCICCEF) da PJ investigou
1251 casos, o que corresponde a 18 por cento dos crimes
económicos e financeiros analisados.
Em 2002 foram
investigados 291 casos de corrupção, em 2003 houve 349 processo,
em 2004 houve 270 e em 2005 houve 341. O que demonstra que tem
havido uma «constância» em termos de casos.
O estudo revela
que neste período foram encerrados 989 processos, sendo que «a
maioria deles deu lugar a uma acusação», disse ao PortugalDiário
Mouraz Lopes, responsável da DCICCEF.
A maioria dos
casos investigados resulta de denúncias feitas por entidades
oficiais ou particulares e só 2 por cento resulta de informações
publicadas pela imprensa.
A PJ considera
que este estudo é importante para definir as áreas de risco e
prevenir a ocorrência deste tipo de crimes.
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Armas: «mais poderes de
fiscalização para a polícia» |
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Medida é defendida pela Procuradora-geral adjunta Maria José
Morgado
A
Procuradora-geral adjunta Maria José Morgado defendeu hoje a
atribuição de maiores poderes de fiscalização à polícia como
forma de combater a proliferação de armas.
"Defendo mais
poderes às polícias na identificação e revista de pessoas na via
pública e poderes que permitam a realização de operações de
fiscalização em larga escala", disse a magistrada à Agência
Lusa, depois de moderar uma conferência sobre proliferação de
armas promovida pela Comissão Nacional Justiça e Paz, um
organismo laico da Igreja Católica.
Segundo a
magistrada, a aposta deve ser feita na prevenção da proliferação
de armas, o que acontecerá se a polícia tiver maiores poderes de
fiscalização que lhe permitam "agir antes do crime".
Maria José
Morgado considera que "para haver segurança as liberdades
individuais têm necessariamente de diminuir".
"Esta é uma
causa muito pouco popular [atribuir maiores poderes à polícia]
mas é a minha causa", sublinhou a Procuradora-geral adjunta do
Tribunal da Relação de Lisboa.
Maria José
Morgado defendeu também critérios mais rigorosos na atribuição
de licença de uso e porte de arma.
O debate sobre
"A proliferação de armas ligeiras, a marginalidade social e os
desafios de inclusão social", promovido hoje na Fundação
Calouste Gulbenkian pela Comissão Nacional Justiça e Paz e o seu
Observatório sobre a Proliferação de Armas Ligeiras, foi o
terceiro realizado desde Novembro de 2005 no âmbito da audição
pública "Por uma sociedade segura e livre de armas".
Estas sessões
prosseguirão até Maio com "o objectivo de informar e mobilizar a
opinião pública, a sociedade civil e os responsáveis políticos a
participarem no esforço colectivo para pôr termo à crescente
disseminação desregulada de armamento", refere uma nota dos
promotores da iniciativa.
Maria José
Morgado reconheceu a existência de uma relação directa entre a
exclusão social e a proliferação de armas, afirmando que "são
factores de marginalidade que interagem, que se potenciam
mutuamente".
Uma nova "lei
das armas" foi apresentada dia 29 de Setembro na Assembleia da
República, tendo merecido a concordância de todos os partidos ao
estabelecer "fortes limitações" ao uso, venda e importação.
Além de "fortes
limitações" à possibilidade de autorização legal de armas de
calibre elevado, o Governo propôs através do secretário de
Estado José Magalhães que a Assembleia da República determine
"um drástico reforço dos mecanismos de controlo das múltiplas
formas de detenção de armas autorizadas".
O novo regime
jurídico proposto "inclui a correcta tipificação do crime de
tráfico de armas", ficando "o Estado dotado de um mecanismo de
controlo e punição de uma actividade de elevada perigosidade
social".
A proposta
governamental sugere "limites drásticos" quanto às armas
permitidas e torna obrigatória a frequência de um curso prévio
de formação técnica e cívica para o requerente de uma licença de
portador de arma de fogo.
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PSP "sem meios" para travar
crimes no Porto |
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Preocupado com
o que diz ser um aumento "brutal" da violência na Área
Metropolitana do Porto, o PSD vai pressionar o Governo para que
invista na melhoria das condições de trabalho da polícia. "Vamos
pressionar o Ministério da Administração Interna sob a forma de
requerimento para que tenha em atenção esta matéria. O Governo
reservou meia dúzia de euros do Orçamento do Estado para o
distrito e não é com esses dinheiros que podemos combater a
insegurança que se vive", disse o deputado Agostinho Branquinho
após uma reunião com o comando distrital da PSP.
Embora não divulgando os dados a que teve acesso através do
comando metropolitano, Agostinho Branquinho afirma que há "um
aumento brutal da criminalidade violenta e um crescimento da
pequena criminalidade", que se reflecte nos assaltos a
residências e nas proximidades de estabelecimentos de ensino.
Apesar de não haver falta de agentes - são 3100 os que operam na
área de intervenção da PSP -, muitos deles estão envolvidos em
tarefas administrativas que os tiram da rua. Mas, ressalva
Agostinho Branquinho, o grande problema é o "desfasamento entre
os meios das forças de segurança e aqueles de que dispõem os
grupos dedicados à criminalidade violenta", nomeadamente a falta
de resposta a nível de armamento, coletes à prova de bala e
viaturas.
Faltam também melhorias ao nível das instalações, "que em nada
dignificam as forças de segurança" . O deputado do PSD pediu
ainda investimentos para a reabilitação de instalações, citando
como exemplo o quartel da Boavista.
A questão dos arrumadores de automóveis, que, diz Agostinho
Branquinho, se encontra numa fase de mutação, também não foi
esquecida. "Até há pouco tempo, 80% dos arrumadores
referenciados eram toxicodependentes, mas hoje muitos deles são
imigrantes. O fenómeno está atenuado no Porto, mas tem uma
expressão importante nas cidades limítrofes", explicou o
deputado, que entende que este combate deve ser feito à escala
metropolitana. "O apelo que o PSD faz é que a Junta e a
Assembleia Metropolitana analisem este fenómeno, que tem
especial incidência na criação de um sentimento de insegurança.
Não pode ser cada câmara a tratar deste problema. Tem de existir
uma actuação conjunta a nível metropolitano", opinou.
Na cidade do
Porto existem cerca d e 90 agentes afectos ao programa, que
pretende garantir as condições de segurança da população
escolar. Tem-se verificado um aumento dos assaltos na
proximidade de escolas portuenses mas, garantiu ontem Agostinho
Branquinho, são "epifenómenos, acontecimentos circunstanciais -
a situação está sob controlo". "Não há desvio de agentes desse
programa, que é um dos de maior sucesso no nosso País", conclui.

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Fiscalização às baixas médicas
Polícias de baixa vigiados
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Os agentes
policiais que se encontram de baixa médica são obrigados a
permanecer em casa, apesar de as indicações clínicas
recomendarem a saída. A vigilância é apertada e feita por outros
colegas que vão bater à porta da suas residências a fim de
assegurar que estes se encontram em casa.
Um caso
revelado na edição de hoje do '24 Horas' dá conta do controlo
semanal a que está sujeito um responsável das equipas de
'snipers' do Grupo de Operações Especiais (GOE) que foi obrigado
a meter uma baixa médica por motivos de saúde.
Há meio ano que
Carlos Andrade, de 37 anos, casado e pai de três filhos, é
controlado pelo menos três dias por semana (duas vezes em cada
um desses dias). Os colegas chegam mesmo a tocar em todas as
campainhas do prédio onde vive.
A Norma de
Execução Permanente nº9 de 2005, obriga-o a ficar em casa à
segunda, quarta e sexta-feira entre as 10h00 e as 12h30 e entre
as 15h00 e as 17h30 para ser fiscalizado. O visado, que se vê
perseguido, e respectiva família já recorreram à ajuda
psicológica de um profissional de saúde.
O Sindicato dos
Profissionais de Polícia (SPP/PSP) confirma o "desvio" dos
polícias que deixam de fazer as patrulhas para assegurar as
inspecções e sublinha o agravamento da situação com a entrada
dos magistrados na administração da Segurança Pública.
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Comissões "não têm
elementos" da PSP e GNR |
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A GNR e a PSP
garantiram ontem o seu empenho na protecção de menores, depois
de o procurador adjunto do Ministério Público José Ramos ter
afirmado publicamente que muitas comissões de crianças e jovens
não têm representantes das forças de segurança devido ao seu
"desinteresse".
"Muitas comissões deviam ter um representante da PSP ou da GNR,
mas não têm porque as forças de segurança entendem que essa não
é a sua missão", afirmou José Ramos, ao intervir na conferência
"Percursos cruzados um olhar sobre a Lei de Promoção e Protecção
de Crianças e Jovens", organizada na sexta-feira pela
Universidade Lusófona.
A Direcção Nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP)
afirmou desconhecer qualquer caso de desinteresse das forças de
segurança. "Essa não é a posição" da corporação, salientou fonte
oficial da PSP em declarações à Lusa. A participação nas
comissões "é importantíssima e nunca foi questionada, porque é
função da polícia proteger as crianças e jovens". Além disso,
salienta a mesma fonte, a polícia "tem o dever de auxiliar os
magistrados e as comissões".
A Guarda Nacional República também rejeita a acusação,
garantindo, através do seu porta-voz, que "tem dedicado especial
atenção à protecção de menores".
Quanto à participação nas comissões, afirma que a lei prevê dois
tipos de reuniões, alargadas e restritas, e que só nas primeiras
é obrigatória a presença de forças de segurança. A estas
últimas, afirmou o tenente-coronel Costa Cabral, "regra geral o
guarda não vai. Não quer dizer que não compareça, para
esclarecer determinado assunto da sua competência, se for
chamado. Sempre que é necessário, está presente".
"Há uma fronteira a partir da qual não é interessante a presença
da Guarda", referiu ainda o porta-voz, dando como exemplo
reuniões em que são tratados assuntos relativos a educação e
formação de menores observados, acompanhamento psicológico ou
tratamento médico - salientando sempre o trabalho da GNR em prol
"dos mais vulneráveis".
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Maus-tratos: Ministério Público acusa PSP e GNR de desinteresse |
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O procurador adjunto do Ministério Público José Ramos acusou
sexta-feira, em Lisboa, as forças de segurança de «desinteresse»
relativamente à sua participação nas Comissões de Protecção de
Crianças e Jovens.
«Muitas
Comissões de Menores deviam ter um representante da PSP ou da
GNR, mas não têm porque as forças de segurança entendem que essa
não é a sua missão», afirmou José Ramos, ao intervir na
conferência «Percursos cruzados: um olhar sobre a Lei de
Promoção e Protecção de Crianças e Jovens», organizada pela
Universidade Lusófona.
«As forças de
segurança entendem a sua participação nas Comissões de Menores
como uma perda de tempo. Pensam que a sua função é meramente
policial», acrescentou aquele elemento do Ministério Público.
Relativamente
ao diploma objecto de análise na conferência, que contou com a
presença de várias dezenas de alunos e docentes daquele
estabelecimento de ensino superior privado, José Ramos
considerou que »a lei está bem feita, embora possa ser
aperfeiçoada».
«O problema
está a jusante, na sua aplicação», realçou o procurador,
referindo que «não há meios para a sua aplicação ou para a sua
aplicação como deve ser».
José Ramos
defendeu que as Comissões de Menores «devem ser alertadas de
imediato quando se detectam casos de maus-tratos, porque são
elas que podem reunir provas e garantir uma intervenção razoável
e precoce, propiciando um resultado satisfatório, no interesse
da criança».
«O que acontece
muitas vezes é que as pessoas têm um sentimento de desconfiança
relativamente às Comissões de Menores e, por isso, não as
alertam, nem as informam imediatamente. A obrigação das pessoas
é comunicar-lhes logo as situações», frisou.
Quanto às
críticas por vezes feitas ao trabalho das Comissões de Menores,
o procurador adjunto José Ramos considerou que »o pressuposto é
que não falhem e as falhas são excepções».
«É desumana a
quantidade de processos existente em muitas Comissões de
Menores, que se debatem com meios humanos e materiais
insuficientes», acrescentou.
«Por exemplo, a
Comissão de Menores de Palmela tem um carro municipal uma vez
por semana. Os técnicos ou usam transporte público ou vão no
próprio automóvel para as acções que têm que desenvolver. E a
GNR não pode ajudar, porque muitas vezes não tem dinheiro para o
gasóleo», referiu.
«Tudo isto é
inadmissível. Isto não é o Biafra, é Portugal», realçou,
indignado, o procurador José Ramos, acrescentando que «em
Portugal as leis projectam fins e negam os meios».
O responsável
defendeu que as Comissões de Menores devem funcionar com
técnicos a tempo inteiro e congratulou-se por o Governo ter
aberto concurso para a colocação nesses organismos de cerca de
100 técnicos.
«Ou a lei
evolui para tempo inteiro ou estamos a brincar», afirmou o
representante do Ministério Público, que também classificou de
«trágica» a falta de juristas nas Comissões de Menores.
«A Ordem dos
Advogados devia promover a colocação de advogados nas Comissões
de Menores. É fundamental haver juristas nestas instituições»,
acrescentou.
José Ramos
referiu também que «ao fim de semana a maior parte das comissões
estão encerradas, quando deviam estar a funcionar 24 horas por
dia, 365 dias por ano».
As Comissões de
Menores funcionam maioritariamente com técnicos cedidos a tempo
parcial por várias instituições com ligação directa ou indirecta
à problemática da defesa da infância e da juventude.
«Esses técnicos
são muitas vezes mal vistos pelas instituições de origem, não
são compreendidos, quando deviam ser estimulados e apoiados»,
disse por outro lado José Ramos.
«Nestas
condições, com todos os contratempos conhecidos, o trabalho das
Comissões de Menores é excelente», realçou o orador.
Por outro lado,
o procurador adjunto disse não lhe parecer necessário o regresso
do Ministério Público às Comissões de Menores.
«O Ministério
Público deve, sim, apoiar, acompanhar e fiscalizar processos das
Comissões de Menores, quando não têm juristas», precisou.
Quanto a
eventuais alterações da Lei de Protecção e Promoção de Crianças
e Jovens, José Ramos disse que »devia haver uma medida de apoio
às famílias « com problemas de maus-tratos, »para evitar que as
situações se repitam e se acumulem processos de irmãos, por
exemplo».
As crianças e
jovens vítimas de maus-tratos ou tratamento negligente, quando
institucionalizados, ficam em regime aberto.
O procurador
adjunto defendeu o »regime fechado « em alguns casos, »para
defender as crianças ou jovens de si próprios, porque muitas
vezes envolvem-se no exterior no tráfico de droga ou na
prostituição, por exemplo».
O director do
Refúgio Aboim Ascensão, Luís Villas-Boas, disse recentemente que
Portugal tem cerca de 100 mil crianças em perigo e um défice de
estruturas para as acolher temporariamente de forma a evitar que
sejam vítimas de maus-tratos ou abusos.
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Segurança:
Acção de prevenção em Lisboa
PSP ensina idosos a evitarem
roubos |
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Os ladrões e burlões que têm por hábito atacar os mais idosos
têm de pensar em mudar de vida, pois a PSP descobriu uma nova
forma de ensinar a terceira idade a defender-se dos criminosos:
o teatro.
O Comando
Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública encheu
ontem o Teatro Tivoli com uma assistência de cabelo grisalho e
levou ao palco uma original peça com quatro situações que
afectam muitos idosos. O actor Ruy de Carvalho, de 78 anos,
fazia de narrador.
Um fiscal da câmara municipal foi à casa da ‘dona Zulmira’ para
ver o estado da habitação, mas quando ela não estava a olhar
furtou-lhe tudo o que conseguiu.
A ‘dona Rosa’ foi ao banco levantar a reforma, mas um ladrão que
assistiu à operação roubou-lhe a mala à saída.
O ‘senhor Carlos’ conhece um amigo do seu primo que acabou de
falecer. Confiante, dá-lhe dinheiro para tratar do funeral, mas
acaba por descobrir que deu 150 euros a um estranho.
A ‘dona Mariana’ é interrompida em casa quando faz malha. Uma
amiga da filha traz-lhe uma encomenda. Dá cem euros à senhora e
ainda lhe agradece. Infelizmente a encomenda era falsa.
Todas estas cenas foram interpretadas por idosos de centros de
dia da região de Lisboa e por agentes da PSP.
Em palco estavam também a agente Célia Seguro e o actor Ruy de
Carvalho. Os dois deram conselhos aos presentes, dizendo-lhes o
que devem e não devem fazer em cada uma das situações.
A iniciativa, denominada ‘Prevenção em Acção’, insere-se no
programa ‘Apoio 65 – Idosos em Segurança’, promovido pelo
Ministério da Administração Interna.
“O teatro surgiu como a forma mais fácil de comunicar com os
idosos”, disse a comissária Mónica Rodrigues, da PSP,
responsável pela organização da iniciativa.
“Correu tão bem que vamos tentar fazer mais vezes. Vamos também
fazer um filme, que depois será exibido nos centros de dia”,
acrescentou.
“Naquela do fiscal da câmara eu tinha caído”, confessou ao CM
Odete Rodrigues, de 72 anos, depois de assistir à peça. Maria
Almeida, de 89 anos, parece não ter aprendido a lição, pois
quando perguntámos onde vive, deu a sua morada completa. Com a
idade de 93 anos, Manuel Linhares disse: “Estamos sempre a
aprender. Foi bom aprendermos as formas de nos defendermos”.
ALGUNS CONSELHOS DA POLÍCIA
- Não contar dinheiro em público. Deve separar-se o dinheiro por
vários bolsos. Ir ao banco acompanhado por familiares, amigos ou
um agente da autoridade.
- Na rua não se deve exibir jóias, dinheiro ou objectos de
valor.
- Nos transportes públicos deve agarrar-se sempre na mala.
- Em caso de se suspeitar estar na presença de um ladrão ou
burlão ligar o 112 para se chamar um agente da autoridade.
- Nunca dar informações particulares em público onde
desconhecidos podem ouvir.
- Em casa colocar um óculo e corrente na porta. Quando tocarem à
porta certificar-se se a pessoa é quem diz.
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Brigadas verdes da PSP
criam mal-estar na GNR |
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Equipas de
protecção da natureza da PSP arrancam este mês
GNR diz que haverá "perda de eficácia" ao nível da investigação
ambiental
A criação de brigadas de protecção do ambiente na PSP (as
primeiras começam a actuar no terreno já este mês) está a gerar
algum mal-estar no seio da GNR, onde há cerca de cinco anos foi
criado o Serviço da Protecção do Ambiente e da Natureza (SEPNA),
com abrangência em todo o território continental.
Segundo alguns militares da Guarda, com a entrada em
funcionamento destas equipas haverá "perda de eficácia" ao nível
da prevenção e da investigação dos crimes ambientais, uma vez
que "a PSP vai actuar em áreas onde a GNR já actua há muito
tempo". "Numa altura em que se fala em racionalização de custos
e de meios, não se compreende o porquê da criação destas
brigadas", disse, ao JN, fonte da GNR.
Contactado o comando-geral da GNR, fonte oficial disse
"estranhar" a criação destas equipas na PSP, mas escusou-se a
tecer comentários alegando que o assunto estará a ser
acompanhado pela tutela. Entendimento diferente tem a PSP, para
quem "nenhuma polícia tem exclusividade ao nível do ambiente".
Segundo o intendente José Carlos Leitão, director do
departamento de formação da PSP, não será criada nenhuma
estrutura autónoma, à semelhança do SEPNA.
"O nosso objectivo é criar, em cada uma das divisões, uma equipa
de quatro pessoas com formação nesta área, mas que não
trabalharão exclusivamente nestes assuntos", explicou. "As
primeiras equipas começam a funcionar já este mês. Pretendemos
chegar aos 100 elementos até ao final do ano."
O Ministério da Administração Interna (MAI) também considera que
não há duplicação de meios, nem conflito de competências. "A PSP
terá agentes com formação na área do ambiente, mas não será
criado nenhum comando específico para essa área", disse fonte do
MAI.
Posição diferente têm os ambientalistas. Os presidentes da Liga
para a Protecção da Natureza (LPN) e da Quercus consideram que
"seria preferível reforçar os meios humanos e logísticos do
SEPNA". Eugénio Sequeira, da LPN, acha que "não faz sentido" a
criação das brigadas de protecção da natureza na PSP, uma vez
que a eficácia, nesta área, não irá aumentar. Por seu turno,
Hélder Spínola, da Quercus, diz que "pode ser contraproducente".

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Polícias querem revisão da
Lei de Assistência na Doença |
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Vão promover
um abaixo-assinado pedindo a alteração da Lei
A Comissão Coordenadora Permanente (CCP) das Associações dos
Profissionais das Forças de Segurança anunciou hoje que vai
promove r um abaixo-assinado pedindo a alteração da Lei de
Assistência na Doença dos Profissionais das Polícias.
A CCP, que se reuniu hoje no Porto, reiterou a sua "viva
discordância" relativamente às medidas do Governo que alteraram
os regimes de aposentação e de assistência na doença que,
afirma, revelam "a postura arrogante com que o poder político
trata os profissionais das forças de segurança e seus
familiares".
O presidente da CCP, José Manageiro, referiu que esta
estrutura vai realizar no próximo dia 21 de Abril um plenário de
profissionais das forças de segurança para avaliar a situação
geral.
"Vamos também decidir a tomada de medidas que julgarmos mais
adequadas à defesa das instituições policiais", disse o
presidente da CCP, que congrega a Associação dos Profissionais
da Guarda (APG), Associação Sindical dos Profissionais de
Polícia (ASPP/PSP), Associação Sócio-Profissional da Polícia
Marítima (AS PPM) Sindicato da Carreira de Investigação e
Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SCISEF) do
Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (S NCGP).
Sublinhou também a preocupação da CCP ante a "constante
degradação do e statuto dos seus profissionais, com milhares de
promoções em atraso, falta de horário de trabalho e falta de
pagamento de horas extraordinárias".
"Vemos também com preocupação que a chamada reorganização das
forças de segurança parece ter como único critério o
economicismo, já que se continua a desinvestir no equipamento
das polícias, apesar da crescente organização e violência que se
tem verificado na criminalidade em Portugal", afirmou José
Manageiro.
Na reunião de 21 de Abril, a CCP irá também debater as
questões da desmilitarização das polícias, da necessidade de "um
estatuto com dignidade" para as organizações representativas dos
profissionais de segurança, assim como da disponibilidade
permanente que é exigida aos profissionais das forças de
segurança.
"Além de não termos horários de trabalho, a aplicação do
princípio da disponibilidade permanente, implica que podemos ser
requisitados a qualquer momento, quer estejamos em casa a
descansar, ou num casamento ou baptizado", afirmou o presidente
da CCP. |
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