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"A GNR É Uma Força de Segurança Pública e
Não o Quarto Ramo das Forças Armadas"
Por
POR ANTÓNIO ARNALDO MESQUITA E RICARDO DIAS FELNER (TEXTO) E PEDRO
CUNHA (FOTOS)
Publico - Quarta-feira,
12 de Março de 2003
Preocupado com a existência de 15 mil
imigrantes no desemprego, Figueiredo Lopes admite que só haverá
possibilidades de absorver imigrantes em postos de trabalho
selectivos. Numa conjuntura em que parece haver sinais quanto à
diminuição dos índices de insegurança, mostra-se confiante no
impacto que o plano de luta contra a sinistralidade rodoviária
venha a ter.
Na sua entrevista ao PÚBLICO, o
ministro anuncia a intenção de definir as prioridades para a
satisfação dos anseios dos elementos das forças de segurança.
"Dentro do quadro de dificuldades orçamentais em que
vivemos", esclarece. Inconformado com as 50 mil contra-ordenações
deixadas prescrever nos governos civis, Figueiredo Lopes aposta na
agilização e eficácia da repressão às violações do Código da
Estrada e confia que os prevaricadores deixarão de ficar impunes.
PÚBLICO - O
que o leva a pensar que o recente plano rodoviário será eficaz
contra a sinistralidade? Polícia de Segurança Pública -
PSP
FIGUEIREDO LOPES - O modo como o plano
foi elaborado, detectando os problemas, analisando as causas e
definindo um conjunto de medidas estruturais e medidas prioritárias.
Identificámos objectivos, nomeadamente o de chegar a 2010 com menos
50 por cento de mortos na estrada. Nada disso valeria se não fossem
criados os mecanismos necessários para garantir a exequibilidade do
plano, que vão iniciar imediatamente o seu trabalho.
P - No ano 2001, em cada hora, foram
surpreendidas duas pessoas nas estradas portuguesas sem licença.
Como combater esta inconsciência?
R - A resposta é a mesma para todas
as questões. Identificámos dez problemas. Para cada um deles a
resposta é sempre a mesma: rigor na fiscalização e na aplicação
da lei. A situação que aponta já não ocorreria se o
processamento das contra-ordenações tivesse sido mais célere e não
tivéssemos encontrado mais de 50 mil contra-ordenações prescritas
nos governos civis. E se, quando o infractor é levado a julgamento,
fosse logo julgado.
P - Não seria de diminuir a idade
para o exame de condução?
R - Não me parece que isso resolvesse
o problema. Pelo contrário, tenho notado que há, entre as vítimas,
uma percentagem significativa e assustadora de jovens entre os 18 e
os 24 anos. A redução da idade não pode resolver aquele problema.
Também não acho que a elevação dessa mesma idade fosse benéfica.
A questão passa essencialmente pela educação. A educação rodoviária
vai inserir-se numa formação escolar voltada para a cidadania e
para a educação cívica. Muito em breve, a prevenção rodoviária
irá ser incluída nos currículos escolares.
P - Há pouco falou na prescrição de
50 mil contra-ordenações. Vão ser adoptadas medidas no sentido de
dar eficácia ao sistema?
R - Decidimos em finais do ano passado
retirar dos governos civis as contra-ordenações e colocá-las na
área de competência da Direcção-Geral de Viação, com excepção
das "muito graves".
P - Já se notam resultados?
R - Os infractores sentirão a mudança.
Os resultados começam a ser visíveis, tal a quantidade de pessoas
que cometeram uma infracção e que, em menos de um mês, viram
accionados os mecanismos correspondentes à autuação. O que
significa que alguma coisa se está a passar e que há melhorias
substanciais.
P - Anunciou um novo modelo de
organização das polícias para Junho. Que alterações quer
concretizar?
R - A minha preocupação é conferir
à PSP e à GNR uma maior capacidade operacional. Encontrei sistemas
de organização e de funcionamento com grande carga burocrática. E
falhas de comunicação nos canais de comando, além de outras situações
que me preocuparam bastante. Tive a sensação de que um agente
policial estava no terreno praticamente isolado, sem enquadramento.
Discuti longamente esta matéria com os vários comandantes. Quando
concluirmos as novas leis orgânicas, o novo modelo traduzirá o que
já estamos a pôr em prática.
P - E o que é que já estão a aplicar?
R - No domínio da PSP tem havido
evoluções muito importantes e visíveis no modelo de policiamento.
O princípio da especialidade começa a presidir às suas intervenções,
mobilizando efectivos adequados ao grau de ameaça, da perigosidade
e da urgência. O agente em missão de controlo numa passadeira para
peões não pode, de repente, intervir numa acção de manutenção
da ordem pública.
P - Também vai haver mudanças na GNR?
R - Na GNR haverá três princípios
intocáveis. O primeiro é o de que é uma força de pública
e não é o quarto ramo das Forças Armadas. O segundo princípio é
o da dualidade das forças de segurança: a PSP tem uma natureza
civil e a GNR natureza militar. O terceiro princípio é o de que a
GNR tem uma dupla dependência. Enquanto força de segurança pública
depende do MAI. Mas, nos termos da lei de defesa nacional, pode
depender do ministro da Defesa. Quando? Em caso de guerra, de estado
de sítio ou emergência. A nova lei orgânica vai dar maior
autonomia à GNR na formação própria de oficiais e o seu corpo de
generais será oriundo da oficialidade da guarda. Acharia também
interessante que, prioritariamente, fossem recrutados para a GNR os
voluntários das Forças Armadas.
P - A GNR não está a ser
subaproveitada como força de segurança? Sabe-se que, em Lisboa, há
cerca de cinco mil guardas dentro dos quartéis, sem funções
operacionais...
R - Essa será uma das áreas em que
vamos actuar ao definir o dispositivo territorial. As funções de
segurança pública exercidas pela GNR e pela PSP são idênticas,
sendo que uma está eminentemente orientada para o meio urbano e a
outra para o meio não urbano. Já tenho as conclusões sobre a
reavaliação do dispositivo e a sua implementação vai resultar de
uma série de discussões que irei fazer com as câmaras municipais.
A distribuição das forças de segurança deve fazer-se sem
sobreposições, sem duplicações, mas em complementaridade.
P - Há guardas da GNR ocupados com
serviços que nada têm que ver com a segurança?
R - Tudo o que sejam tarefas
instrumentais devem ser dadas a outras pessoas ou ser pura e
simplesmente extintas. Podemos arranjar soluções para a execução
dessas tarefas quer na função pública, quer através da contratação
externa. O princípio vale, por exemplo, para a oficinas de reparação
de viaturas ou para a própria exploração das grandes messes nos
centros mais importantes. A ideia-mestra é esta: a missão do
operacional é o policiamento.
P - O que pensa da resistência
interna na GNR a uma cultura castrense?
R - Não é na cultura castrense que
está o mal. O que está mal são as práticas que estarão
ultrapassadas. A minha intenção é continuar a contribuir para que
haja maior clareza e transparência, mais objectividade e que,
sobretudo, as regras de gestão interna da GNR sejam respeitadas por
todos. Reconheço que há uma resistência por parte de algumas
associações, a quem deve ser dado um papel e uma missão
objectiva. No entanto, têm feito muito mal a esta causa as associações
que lutam pela pura e simples desmilitarização da GNR. Essas não
poderão contar nem com a minha tolerância nem com a minha confiança.
"Há 15 Mil Imigrantes no Fundo do
Desemprego"
Por
A.A.M./R.D.F.
Quarta-feira,
12 de Março de 2003
Dentro de três meses, o mais tardar,
o ministro quer que o relatório que vai indicar o número de
imigrantes que se poderão legalizar ainda este ano com vistos de
trabalho esteja pronto. As perspectivas, no entanto, não são
optimistas, uma vez que a crise económica está já a causar
desemprego entre as próprias comunidades estrangeiras.
P - Paulo Portas defendeu a
necessidade de travar a entrada de imigrantes. Concorda?
R - Eu próprio já o tinha dito na
apresentação da nova lei da imigração. O actual panorama
nacional não mostra sinais muito optimistas para a abertura de
novas vagas no mercado de trabalho. Há imigrantes a inscrever-se
nos centros de emprego e a pedir o subsídio de desemprego numa
percentagem nunca vista. Neste momento, há cerca de 15 mil
imigrantes registados no fundo de desemprego.
P- Quantos imigrantes é que poderão
ainda legalizar-se este ano?
R - Estamos a aguardar o relatório
sobre as oportunidades de trabalho. O sistema de quotas será
diversificado, ou seja: há um conjunto de postos de trabalho
selectivos, voltados para determinadas áreas, como a saúde. Aí
haverá possibilidade de absorver alguns imigrantes.
P - Quando é que estará pronto esse
relatório?
R - Vamos iniciar um trabalho
conjunto, com os secretários de Estado do Emprego e da Administração
Interna para que muito rapidamente o relatório esteja concluído,
nunca para além de três meses. Esse é o meu objectivo, mas espero
antecipá-lo.
P - Tem informações sobre o fluxo de
imigração ilegal? Está a aumentar, a diminuir, estabilizou?
R - Em finais do ano passado, houve um
período em que se sentiu algum aumento da imigração não
documentada. Foram detectados estrangeiros a entrar no país, na
expectativa de que, estando o Governo a fazer uma nova lei, o
diploma pudesse ser igual ao do passado, que facilitava tudo e, no
fundo, criou a situação que nós conhecemos. A partir do momento
em que a mensagem foi diferente e houve uma intervenção exemplar
das autoridades, nomeadamente do Serviço de Estrangeiros e
Fronteiras, o fenómeno ficou relativamente estabilizado.
"Falo com Muita Frequência com o Dr Paulo
Portas"
Por
A.A.M./R.D.F.
Quarta-feira, 12 de Março de 2003
É um social-democrata desde as
primeiras horas, mas diz que prefere actuar de forma discreta e
eficaz na política partidária. Quanto ao facto de Paulo Portas ter
sido inicialmente ventilado como o homem para o Ministério da
Administração Interna da coligação do Governo, Figueiredo Lopes
explica que não acredita em predestinados e que até fala
frequentemente com o líder do PP, mais sobre questões de Defesa do
que de Administração Interna.
P- Diz-se que é demasiado discreto e
que tem fobia do protagonismo. Aceita isso?
R - Sou um homem com uma cultura de
Estado, que tem um sentido de responsabilidade muito grande e o pior
serviço que se pode fazer é transformar o exercício da função
governativa numa satisfação pessoal. Entrei em tarefas
governamentais em 1978, já pertenci pelo menos a oito governos, em
funções de grande responsabilidade. E fui sempre assim.
P - Já sentiu o peso da pasta da
Administração Interna?
R - Desde a primeira hora (risos).
P - Sente alguma responsabilidade
acrescida por ocupar a pasta de uma área que foi a bandeira do CDS/PP
nas últimas legislativas?
R - Sei que o CDS/PP teve preocupações
nesta área, como o PSD as teve.
P - Mas o PP tinha uma política de
segurança mais definida do que o PSD?
R - O programa do Governo é uma síntese
dos dois programas eleitorais. Estou a realizar uma política
perfeitamente consensual e com o apoio aberto tanto do
primeiro-ministro, Durão Barroso, como do ministro do Estado e da
Defesa, Paulo Portas, responsáveis políticos pelos dois partidos
da coligação.
P - Mesmo assim... Paulo Portas não
era o ministro natural para esta área?
R - Não. Sou contra a predestinação
ou os ministérios naturais. É o primeiro-ministro que idealiza o
melhor perfil para a função. Nada me surpreendeu mais do que, um
certo dia, ser chamado à Travessa do Possoulo, às 8h00, para ter
uma conversa com o professor Cavaco Silva. O professor acabava de
ser nomeado ministro das Finanças do Governo da AD, liderado por
Francisco Sá Carneiro. Convidou-me para secretário de Estado do Orçamento,
quando a minha formação era a de jurista.
P - É ou não verdade que fala
frequentemente com Paulo Portas sobre segurança interna?
R - Falo com muita frequência com o
dr. Paulo Portas, mas se calhar mais em questões de Defesa do que
de segurança interna (risos)...
P - Não os terão trocado na atribuição
dos ministérios?
R - Não, não. Tenho muito gosto em
reconhecer que o dr. Paulo Portas está a fazer um excelente
trabalho como ministro da Defesa.
Euro 2004 Terá Resposta Segura
Por
A.A.M./R.D.F.
Quarta-feira,
12 de Março de 2003
Os primeiros ensaios das novas formas
de intervenção das forças de segurança em recintos desportivos,
tendo em vista o Euro 2004, deixaram o ministro satisfeito.
P - O Euro 2004 vai contribuir para a
modernização das forças de segurança?
R - Estou um pouco mais tranquilo do
que estava há três ou quatro meses. Iniciámos já algumas acções
de preparação e de treino específico na PSP e na GNR. Vamos fazer
acções de formação a nível distrital, nas capitais onde se irá
disputar o Euro 2004. A PSP será a força eminentemente responsável
pela segurança, uma vez que os estádios se localizam em áreas da
sua responsabilidade, mas isso não significa que equipas de
intervenção rápida da GNR não possam actuar e o próprio
regimento de cavalaria vai ser envolvido nesse esquema. Está em
curso a aquisição de equipamentos, como carros antimotim,
fardamentos específicos, além de irmos desenvolver um sistema de
comunicações integrado próprio para todas as forças e serviços
de emergência.
P - As intervenções já estão a ser
testadas?
R- No último jogo Benfica-Porto, já
foi visível um primeiro ensaio de novas formas de intervenção. Os
mais pequenos incidentes que ali ocorreram foram imediatamente
detectados e as pessoas responsabilizadas. Esta eficácia representa
para mim um grau de satisfação muito grande.
P - Há um clima de suspeição
relativamente à forma como vai ser atribuída a empresas privadas a
segurança dos estádios. Vai haver transparência neste processo?
R - Não é uma questão da
responsabilidade do Estado e muito menos do MAI a segurança no
interior dos estádios. Segundo a UEFA, no interior dos estádios, a
polícia é civil. A única coisa que iremos fazer nesta área é
apoiar a formação desses elementos, mediante protocolos que venham
a ser assinados com a Federação Portuguesa de Futebol.
"Rede de Tráfico de Influência" na DGV
Por
A.A.M./R.D.F.
Quarta-feira,
12 de Março de 2003
O ministro diz que a corrupção na
Direcção-Geral de Viação (DGV) não foi esporádica e pontual,
mas sistemática. Figueiredo Lopes ressalva, contudo, que os crimes
e as infracções disciplinares foram praticados antes do início do
seu mandato e que pretende alterar a estrutura orgânica daquele
departamento do Estado por forma a tornar os procedimentos mais
transparentes.
P - O relatório que dá conta de
casos de suborno na DGV foi realizado por quem?
R - Este relatório foi feito pela própria
Direcção-Geral de Viação, que chegou à conclusão de que foram
concedidos alvarás a escolas de condução, entre 1995 e 2001, que
não tinham condições para exercer a actividade. Por exemplo,
foram atribuídos alvarás a algumas escolas sem qualquer
estacionamento e outras coisas do género. Alguns condutores
prevaricadores também ficaram sem quaisquer contra-ordenações nos
seus cadastros porque subornaram funcionários.
P - Sabe que já existiam investigações
na Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) e na PJ,
iniciadas há dois anos?
R - Sei, e julgo que agora seria
necessário cruzar todas essas informações. Penso que estamos
perante uma rede de tráfico de influência e não de casos
isolados.
P - O que pensa fazer futuramente para
que isto não volte a acontecer?
O que eu fiz, agora, foi pegar nestes
processos e remetê-los à Procuradoria-Geral da República. Mas
pretendo que a IGAI continue a tratar directamente da investigação
à DGV. Para além disso, eu tenho a convicção de que esta corrupção
também existe pela forma como está estabelecida a organização
interna da DGV. E, por isso mesmo, vamos criar uma comissão para
verificar a forma como se faz a circulação interna de documentos,
de maneira a assegurar a transparência da estrutura orgânica. Para
já, os acessos às bases de dados foram blindados.
P - O facto de ter encontrado 50 mil
prescrições de contra-ordenações tem alguma coisa que ver com
estas investigações?
R - Não, não. Essa acumulação de
prescrições dava-se sobretudo nos governos civis.
"Sentimento de Insegurança Está a
Diminuir"
Por
A.A.M./R.D.F.
Quarta-feira,
12 de Março de 2003
Figueiredo Lopes diz que o alarmismo
mediático sobre a insegurança dos cidadãos não corresponde à
realidade. E que as forças de segurança vão estar mais bem
preparadas para enfrentar a criminalidade.
P - Quais são as principais ameaças
à segurança interna?
R - Vivemos num espaço sem fronteiras
em que podemos ser vítimas do terrorismo ou das máfias ligadas à
droga, à exploração da imigração e a outras vertentes do crime
transnacional. A partir do relatório de segurança interna de 2002
vamos tentar perceber quais os factores que mais contribuem para o
sentimento de insegurança das pessoas. Há alguns sinais que nos
levam a admitir que o sentimento de insegurança tem vindo a
reduzir-se, desde o ano passado. É interessante e contraria um
certo alarmismo mediático...
P - Irá manter a aposta numa polícia
de proximidade?
R - A nossa política passa por dois
vectores fundamentais. Um "pró-activo", que se preocupa
com as causas. Nesse sentido, lançarei brevemente uma estratégia
nacional de prevenção e contenção da criminalidade. Ao
desenvolver uma política de maior profissionalização das forças
de segurança, dando-lhes melhores meios e melhor preparação, também
aumentámos o nível de segurança.
P - A avaliar pela manifestação das
polícias há três semanas, parece haver alguma contestação ao
Governo...
R - Eu desde que cheguei aqui tive várias
surpresas. E uma foi encontrar situações como a da GNR, por
exemplo, com milhares de promoções congeladas desde 1999. Abrimos
as promoções. Encontrei também centenas de esquadras
depauperadas. E, ao mesmo tempo, uma máquina que estava a gastar
milhões de euros a fazer novas obras, muitas das quais paradas.
Foram adjudicadas a empreiteiros que depois faliram. No quadro de
dificuldades orçamentais em que vivemos, vou melhorar o exercício
das forças de segurança. Além da dinâmica sindical, sobretudo de
sindicatos jovens que necessitam de se afirmar, há 46 mil polícias
que sabem que a política de segurança é uma prioridade para este
Governo.
P - Está satisfeito por ter nomeado
pela primeira vez um civil para dirigir a PSP?
R - Muito satisfeito. É uma nomeação
que defini como estratégica e estruturante. Visa consagrar
definitivamente o princípio da dualidade de forças da PSP e da GNR.
P - Só não mexeu nas direcções do
Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e dos Serviços de Informação
e Segurança. Está contente com essa decisão?
R - São funções de muita
responsabilidade e que requerem muita estabilidade. Não tenho
nenhuma dúvida de que há sempre tempo para decidir sobre essas matérias.
Inclinei-me para a ideia de que a oportunidade apelava mais para a
estabilização do que para a instabilidade ou para a ruptura.

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